AGRONEGÓCIO
Parceria oferece curso gratuito em máquinas agrícolas de alta tecnologia para jovens em Mococa
AGRONEGÓCIO
Com o propósito de formar novos profissionais capacitados para o setor agrícola, a Massey Ferguson, reconhecida marca de máquinas agrícolas, a concessionária Casa Nasser e a ETEC Francisco Garcia de Mococa firmaram uma parceria para oferecer curso gratuito voltado a jovens interessados em manutenção, diagnóstico e tecnologias de agricultura de precisão.
Capacitação focada em tecnologia e mercado de trabalho
A iniciativa visa garantir que o avanço tecnológico no campo seja acompanhado por mão de obra qualificada. Vitor Kaminski, gerente de treinamento técnico da AGCO — empresa detentora da Massey Ferguson —, ressalta que o projeto busca proporcionar acesso ao conhecimento atualizado e facilitar a inserção dos jovens no mercado.
Detalhes do curso e metodologia
Com início previsto para setembro de 2025, o curso atenderá 20 estudantes, abordando temas como motores, hidráulica, elétrica, diagnósticos em máquinas agrícolas, fundamentos da agricultura de precisão e tecnologias embarcadas, incluindo piloto automático. A formação será oferecida em três formatos: e-learning, videoaulas e treinamentos práticos.
Experiência prática em concessionária e centro de treinamento
Os alunos terão duas semanas de atividades práticas na concessionária Casa Nasser, em Mococa, com tratores Massey Ferguson de média e baixa potência, além de uma semana de imersão no Centro de Treinamento da AGCO, em Jundiaí (SP), que dispõe de estrutura completa para a formação técnica.
Impacto local e desenvolvimento profissional
Gabriela Nasser, gerente de marketing da Casa Nasser, destaca que a parceria fortalece a ligação entre formação técnica e demandas reais do mercado, acelerando o desenvolvimento de competências como responsabilidade, proatividade e domínio técnico. Segundo ela, o projeto gera oportunidades de emprego, movimenta a economia local e valoriza a mão de obra regional.
Oportunidades de estágio e crescimento na Casa Nasser
Os alunos com melhor desempenho poderão ser indicados para estágios e vagas efetivas na Casa Nasser, reforçando a conexão entre capacitação e empregabilidade no agronegócio. Gabriela reforça que a iniciativa é uma via de mão dupla, que beneficia tanto os jovens quanto a empresa, alinhando profissionais ao dinamismo do setor.
Planos de expansão do projeto
A expectativa é ampliar o programa para outras unidades da ETEC em cidades onde a Casa Nasser atua, tornando essa a primeira de várias ações conjuntas com instituições de ensino, segundo Gabriela Nasser.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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