AGRONEGÓCIO
Fenicafé 2026 apresenta programação completa com foco em tecnologia, mercado e inovação na cafeicultura
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A Fenicafé 2026, maior feira de irrigação em cafeicultura do Brasil, divulgou a programação oficial da edição que será realizada de 13 a 16 de abril em Araguari (MG). O evento reúne especialistas, pesquisadores e produtores para debater os principais desafios e oportunidades do setor cafeeiro brasileiro.
Abertura oficial com autoridades e lideranças do setor
A cerimônia de abertura acontece na segunda-feira (13), com a presença de autoridades políticas e lideranças do setor cafeeiro, dando início a quatro dias de troca de conhecimento, inovação e negócios.
Programação técnica diversificada na terça-feira
No dia 14 de abril, a programação começa com credenciamento e segue com palestras sobre fisiologia e nutrição do cafeeiro:
- Cláudio Pagotto Ronchi (UFV) aborda os limites fisiológicos do pegamento de frutos.
- Tiago Tezotto (ESALQ/USP) discute os impactos do excesso de adubação na nutrição das plantas.
O dia também inclui workshops sobre mercado e exportação de café e um painel nacional sobre cafeicultura, com especialistas debatendo as safras 2025/2026 e 2026/2027 frente às condições climáticas.
O encerramento da terça-feira conta com análise do mercado global apresentada por Heloisa Mara de Melo (Agroconsult), destacando o protagonismo do Brasil no fornecimento de café.
Irrigação e sustentabilidade em pauta na quarta-feira
Na quarta-feira (15), será aberto o Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada, reunindo instituições como Uniube, ABID, Embrapa Café e a Associação dos Cafeicultores de Araguari.
A programação do dia inclui:
- Gestão da irrigação e segurança hídrica
- Integração entre água, carbono e produtividade
Palestras de especialistas como Sílvio Carlos Lima, João Ricardo Raiser e Fábio DaMatta
No período da tarde, o foco será pesquisa aplicada e tecnologias para alta produtividade, com destaque para:
- Manejo da irrigação, por Eusímio Fraga (UFU)
- Tecnologias para café arábica e canéfora, com Luan Peroni Venâncio
- Crescimento do café canéfora, apresentado por Inorbert de Melo Lima (INCAPER)
Fertilidade do solo e inovação encerram a Fenicafé
O último dia (16) será dedicado a fertilidade do solo, fitossanidade e aumento da produtividade, com destaque para:
- Novas descobertas fitossanitárias com Willian Bucker Moraes (UFES)
- Estratégias para produzir mais com menos, por Henrique Junqueira Franco (CROPMAN)
- Ambientômica como ferramenta para recomendação de cultivares, com Guilherme Barbosa Abreu (Embrapa Café)
- Discussões sobre produtividade e qualidade do solo com Diego Siqueira (ESALQ/USP) e Juliane Carneiro (Nemasolum)
Fenicafé reforça integração entre ciência, tecnologia e mercado
Ao longo de toda a programação, a Fenicafé reafirma seu papel como um dos principais espaços de difusão de conhecimento técnico na cafeicultura brasileira, conectando ciência, tecnologia e produção.
Além das atividades técnicas, o evento contará com exposição de máquinas e equipamentos, serviços do setor e espaços voltados ao networking e geração de negócios.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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