AGRONEGÓCIO
Dólar Cai Nesta Terça-feira com Olhar Voltado para Inflação no Brasil e EUA
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O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (12) em queda de 0,04%, cotado a R$ 5,441, enquanto o mercado acompanha atentamente os dados de inflação no Brasil e nos EUA. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, abre às 10h após fechamento negativo na segunda-feira.
IPCA de julho indica desaceleração da inflação no Brasil
O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a julho, apontando alta de 0,26%. Este resultado supera a taxa de junho (0,24%), mas fica abaixo das expectativas do mercado, que previam 0,37%. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA ficou em 5,23%, mostrando desaceleração frente ao período anterior (5,35%).
Mercado aguarda dados do CPI nos Estados Unidos
Às 9h30 (horário de Brasília), será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA, com expectativa de alta de 0,2% no mês e 2,8% na comparação anual. O resultado pode influenciar a decisão do Federal Reserve sobre a política de juros.
Governo brasileiro prepara plano de contingência para tarifaço dos EUA
Após o aumento da alíquota americana para 50% sobre exportações brasileiras, o governo federal elabora medidas para mitigar impactos econômicos. A expectativa é que o pacote seja apresentado até terça-feira (13). Estudo da Moody’s Analytics projeta que as tarifas podem reduzir o PIB do Brasil em 0,2%, embora o aumento das compras chinesas ajude a amenizar os efeitos.
Agenda política do dia: audiências e reuniões presidenciais
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá encontros com ministros e manteve contato com o presidente da China, Xi Jinping, sobre temas como o G20 e o BRICS.
Bolsas internacionais operam com cautela antes de indicadores econômicos importantes
As bolsas de Wall Street abriram estáveis nesta manhã, em uma semana marcada pela expectativa dos investidores com os dados de inflação e mercado de trabalho nos EUA, que podem impactar os juros futuros.
Destaque: Nvidia negocia repasse de receita da China ao governo dos EUA
A empresa Nvidia teria aceitado transferir 15% da receita de vendas de inteligência artificial na China ao governo americano, após reunião entre o CEO Jensen Huang e Donald Trump.
Indicadores financeiros: cotações do dólar e Ibovespa
- Dólar: alta acumulada de 0,14% na semana, queda de 2,81% no mês e recuo de 11,91% no ano.
- Ibovespa: queda de 0,21% na semana, alta de 1,92% no mês e avanço de 12,75% no ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026
O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.
De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.
Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto
No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.
O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.
Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.
Menor produção pode aumentar dependência de importações
A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.
As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.
No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.
No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.
Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais
Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.
Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.
Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.
Paraná enfrenta resistência para novas altas
No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.
Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.
O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.
Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.
Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses
Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.
A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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