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Chegada da Humanize IA ao Judiciário brasileiro é anunciada no Fonaje

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Anúncio foi feito durante um painel; programação também contou com debates sobre a aplicação dos direitos humanos nas decisões judiciais

A inteligência artificial Humanize IA, desenvolvida pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), estará em breve disponível para todo o Poder Judiciário brasileiro, graças a uma parceria firmada com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O anúncio foi feito pelo juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, durante a 57ª edição do Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje), realizada entre os dias 27 e 29 de maio, em Rio Branco.

O magistrado participava do painel “Convencionalidade e Direitos Humanos no Sistema dos Juizados Especiais”, mediado pela juíza Adamarcia Machado, quando fez a declaração. Na ocasião, também revelou aos participantes do evento que a Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) demonstrou interesse no uso da ferramenta.

Antes do anúncio, Giordane Dourado explicava os objetivos do Projeto Humanize, iniciativa do TJAC voltada ao fortalecimento da cultura do controle de convencionalidade. Entre as principais ações desenvolvidas está a Humanize IA, ferramenta criada para auxiliar magistrados na análise de decisões sob a ótica dos tratados internacionais de direitos humanos e da jurisprudência da Corte IDH.

Inclusive, a tecnologia já começou a ser utilizada no Judiciário acreano. O juiz da Vara Criminal de Sena Madureira, Eder Viegas, proferiu uma decisão judicial com suporte da Humanize IA, que cruzou informações do processo com entendimentos consolidados pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

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Durante o painel, Eder Viegas foi convidado a compartilhar sua experiência com a ferramenta. Segundo o magistrado, a solução se demonstrou eficaz ao apontar divergências entre a legislação nacional e normas internacionais voltadas à proteção dos direitos humanos.

As discussões sobre controle de convencionalidade seguiram com a participação do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), José Henrique Torres. Em sua exposição, o magistrado propôs reflexões sobre a aplicação das normas internacionais de proteção aos direitos humanos no contexto nacional.

“O que você faria?”, questionou aos magistrados e operadores do Direito presentes no auditório. Ao longo da palestra, o desembargador José Henrique Torres apresentou dilemas éticos e jurídicos para sustentar a tese de que a magistratura brasileira ainda desconhece ou pouco aplica o Pacto de San José da Costa Rica, ratificado pelo Brasil em 1992.

Além disso, ele enfatizou a responsabilidade institucional da magistratura. De acordo com o desembargador, o papel do Judiciário e dos juízes vai além da aplicação técnica das leis, envolvendo também a defesa da dignidade humana, dos direitos fundamentais e da democracia.

Diálogos entre magistrados dos Juizados Especiais

Na sequência, foi realizado o painel “Diálogos: juízes do sistema dos Juizados Especiais”, mediado pelo magistrado do Juizado Especial Criminal de Rio Branco, Gilberto Matos. Durante o debate, juízes de diferentes estados compartilharam experiências, desafios e particularidades da atuação nos Juizados Especiais Cíveis, Criminais e da Fazenda Pública.

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Entre os temas abordados estiveram a atuação em demandas relacionadas ao direito do consumidor; a importância do Juizado do Torcedor e de Grandes Eventos; a relevância da sensibilidade na condução dos Juizados Especiais Criminais para evitar o agravamento de conflitos; além da governança judicial para redução do acervo processual e da conciliação como método eficaz de resolução de disputas.

Participaram do painel a juíza da 2ª Vara de Defesa do Consumidor dos Juizados Especiais de Salvador, Fabiana Pellegrino; a juíza do 7º Juizado Especial Cível de Cuiabá e do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos, Patrícia Ceni; o juiz da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de São José dos Campos, Marcos Pagan; o juiz da 29ª Vara Criminal de São Paulo, Fabrício Zia; e o juiz do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca do Crato, Ângelo Vettorazzi.

Parceiros

A 57ª edição do Fonaje é uma realização do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), com apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Rio Branco, da Universidade Federal do Acre (Ufac), da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac), dos Cartórios de Protesto do Acre e da Associação Acreana de Advogados (Asad).

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

O Fonaje conta com recursos de acessibilidade, como tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras), audiodescrição e linguagem simples.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Lançamento de aplicativo marca a transformação digital da Escola do Poder Judiciário

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Avisos, matrículas, materiais didáticos e certificados são algumas das funções facilitadas pelo App da Esjud

A Escola do Poder Judiciário (Esjud) realizou uma programação especial dedicada à inovação e tecnologia. Nesta sexta-feira, 2, ocorreu o lançamento do seu aplicativo móvel, que já pode ser acessado para download. “A Esjud inteira na palma da sua mão” – disponível para Android e IOS.

Com uma interface intuitiva e navegação fluida, a ferramenta concentra os principais serviços da Esjud: Acesso ao ambiente virtual de aprendizagem, inscrição em cursos, consulta e download de certificados, emissão de certidão, registro de certificados externos, notícias, avisos, notificações administrativas e lembretes das atividades.

App da Esjud

Na abertura do evento, o desembargador Luís Camolez, diretor da Esjud, reforçou a missão do órgão de ensino: “A escola é onde aprendemos, debatemos e progredimos. Fico feliz de estarmos com o auditório cheio, e, além disso, ter servidores conectados por videoconferência, pois é assim que esse propósito se completa”.

Após o pronunciamento, o lançamento do App da Esjud foi materializado pela adesão dos bottons de divulgação. Posteriormente, foram disponibilizados os QR Codes nos telões do auditório, os quais possibilitaram que o público baixasse e conhecesse as funcionalidades do novo canal de comunicação e serviços.

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Em seguida, o servidor da Esjud Allan Almeida contextualizou o fluxo comunicacional entre alunos e formadores, por meio do site, e-mail, WhatsApp, AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) e sistema de certificados. “Tudo isso está sendo modernizado pelo aplicativo. É importante enfatizar que o aplicativo tem uma integração completa, não é um banco de links que te direciona para um site. Está tudo funcional”, arrematou.

Portanto, o aplicativo garante mais agilidade, transparência e autonomia para alunos, formadores e servidores no acesso às informações da instituição. Também estavam presentes na solenidade as juízas e juiz auxiliares da Presidência Louise Santana, Zenice Cardozo e Giordane Dourado, bem como as magistradas Evelin Bueno, Shirlei Hage, e os magistrados Robson Aleixo, Clovis Lodi e Marlon Machado, além de secretários e servidores da instituição.

Não é sobre usar IA. É sobre pensar diferente

A programação seguiu com a palestra “Não é sobre usar IA. É sobre pensar diferente”. O juiz Johnny Clemes concatenou assuntos e atualidades de forma dinâmica, falou desde a escrita bico de pena, aos processos, riscos até o Elon Musk. O objetivo não era conhecer prompts, mas sim refletir sobre como a Inteligência Artificial (IA) tem mudado as ferramentas de trabalho.

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Durante sua apresentação, o magistrado ponderou que a IA não revela apenas o que uma máquina consegue fazer, mas sim o que ainda está sendo realizado de forma manual. A partir disso, edificou um paralelo temporal com as seguintes anteposições sobre procedimentos laborais: procurar x analisar; comparar x supervisionar; resumir x decidir; conferir x criar; organizar x interpretar; redigir x cuidar.

“Estamos preparados? Temos tecnologia e precisamos de condutas. Estamos em um momento de transformação, em que refletimos o porquê das atividades serem realizadas de certa forma. Com os novos recursos, devemos pensar: O que preciso aprender agora? Quais novas habilidades são necessárias? E o que você fará com o tempo que a IA devolver para você?”, concluiu o palestrante.

Certificação da Residência em Tecnologia da Informação.

A entrega de certificados celebrou o encerramento da Residência em Tecnologia da Informação. Ao todo, foram 12 concludentes da formação realizada pela Esjud, em parceria com o Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Fotos: Wellington Vidal* estagiário sob supervisão/ Secom

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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