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BC reforça vigilância até 2026 e mantém Selic alta para controlar inflação

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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, alertou que o período entre o final de 2025 e 2026 exigirá atenção rigorosa da autoridade monetária para conter expectativas de inflação desancoradas. Para isso, será necessário manter a taxa Selic em um nível restritivo por um tempo prolongado.

Selic permanece alta para conter a inflação no Brasil

Em evento da Associação Comercial de São Paulo, Galípolo explicou que a suspensão temporária da alta dos juros permite ao BC analisar os dados econômicos e confirmar se o atual patamar da Selic é suficiente para levar a inflação à meta oficial.

Ele destacou que:

  • Expectativas de inflação continuam elevadas e preocupam o Banco Central;
  • Manter a taxa Selic alta é fundamental para controlar a alta de preços, especialmente dos alimentos e combustíveis;
  • O BC não prevê cortes na Selic em curto prazo, após mantê-la em 15% em julho.
Projeções indicam inflação acima da meta para os próximos anos

O boletim Focus, pesquisa que reúne projeções do mercado, indica:

  • Inflação de 5,05% para 2025;
  • 4,41% para 2026;
  • 4,00% para 2027;
  • valores todos acima do centro da meta de 3%.
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Galípolo ressaltou que as previsões tendem a subestimar a pressão inflacionária, o que reforça a necessidade de vigilância constante.

Desafios na política monetária e impacto na agropecuária

Um dos principais desafios para o Brasil é a normalização dos canais de transmissão da política monetária, que estão comprometidos por problemas estruturais antigos.

Galípolo explicou que:

  • A resolução dessa questão levará tempo e dependerá de uma série de reformas;
  • A política fiscal tem mostrado mais eficiência recentemente, com gastos públicos gerando maior crescimento econômico;
  • Esses fatores são importantes para setores como a agropecuária, que dependem de estabilidade para planejar investimentos.
Tarifas dos EUA e riscos para os alimentos e combustíveis no Brasil

Galípolo comentou sobre a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, um fator que:

  • Antes era visto como desvantagem devido à baixa dependência comercial, mas agora serve como proteção em meio à guerra tarifária;
  • Pode afetar a dinâmica do mercado interno, com possível aumento de oferta e redução temporária de preços;
  • Pode provocar desvalorização do real e impactos duradouros na atividade econômica, afetando diretamente os preços de alimentos e combustíveis no país.
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O Banco Central já incorporou esses riscos em seu balanço, mas alertou que ainda não foram plenamente refletidos nas projeções econômicas.

Vigilância rigorosa para controlar a inflação em alimentos e combustíveis

Com a inflação acima da meta e riscos externos, o BC reforça a necessidade de manter a Selic em nível elevado para conter a alta dos preços, especialmente nos setores de alimentos, agropecuária e combustíveis. O acompanhamento constante da economia será essencial para garantir estabilidade e segurança para o mercado e a população.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Massari Fértil e Morro Verde investem R$ 20 milhões e triplicam produção de fosfato natural em Pratápolis (MG)

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Expansão reforça indústria nacional de fertilizantes

A Massari Fértil e a Morro Verde, após a fusão anunciada em janeiro de 2026, consolidaram posição entre as principais empresas brasileiras de fertilizantes naturais. O grupo alcança faturamento estimado de R$ 500 milhões e capacidade produtiva superior a 3 milhões de toneladas por ano.

Como parte do plano de expansão, a companhia concluiu um investimento de R$ 20 milhões na unidade de fosfato localizada em Pratápolis (MG), voltado à ampliação da produção de Fosfato Natural Reativo (FNR).

Produção de FNR é triplicada com modernização da planta

Com o aporte, a capacidade produtiva da unidade passou de aproximadamente 400 mil toneladas para 1,2 milhão de toneladas anuais, representando um crescimento expressivo e consolidando a empresa entre os principais fornecedores nacionais de fosfatos naturais para o agronegócio.

O projeto foi iniciado em 2025 e faz parte da estratégia de expansão da companhia, com foco em aumentar a competitividade da indústria brasileira de fertilizantes e reduzir a dependência de insumos importados.

Investimento gera impacto econômico em Minas Gerais

Além dos ganhos industriais, a expansão deve gerar impactos diretos na economia regional. A expectativa é de criação de empregos diretos e indiretos, fortalecimento da cadeia de fornecedores e aumento da movimentação econômica em Pratápolis e municípios do entorno.

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A iniciativa também contribui para o desenvolvimento do setor mineral e industrial ligado à cadeia de fertilizantes, considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.

Estratégia busca maior autonomia do agronegócio brasileiro

Segundo o CEO da Massari Fértil e Morro Verde, Sérgio Ailton Saurin, o investimento reforça a preparação da companhia para um novo ciclo de crescimento.

“Estruturamos uma operação mais robusta e eficiente, preparada para sustentar nosso crescimento nos próximos anos e atender às necessidades do mercado interno com mais competitividade”, afirmou.

O executivo destaca ainda a importância estratégica do setor de fertilizantes para o país.

“O Brasil ocupa uma posição estratégica no agronegócio global e precisa avançar continuamente em autonomia e eficiência no fornecimento de insumos. Investimentos como este fortalecem a indústria nacional, geram valor para o produtor rural e impulsionam o desenvolvimento econômico das regiões onde atuamos”, completou.

Fertilizantes ganham papel central no agro brasileiro

A ampliação da produção de Fosfato Natural Reativo reforça o movimento de fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes, um dos pilares estratégicos para a sustentabilidade e competitividade do agronegócio brasileiro.

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Com maior capacidade produtiva interna, o setor busca reduzir gargalos de oferta e ampliar a segurança no abastecimento de insumos essenciais para a produção agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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