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Corteva registra crescimento de 30,8% no lucro líquido no segundo trimestre

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A multinacional americana Corteva, especializada em sementes, defensivos e biológicos, anunciou lucro líquido de US$ 1,38 bilhão no segundo trimestre de 2025. O resultado representa um crescimento de 30,8% em relação aos US$ 1,05 bilhão registrados no mesmo período do ano anterior.

EBITDA operacional cresce 13%

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) operacional chegou a US$ 2,16 bilhões, aumento de 13% em comparação ao segundo trimestre de 2024.

Receita líquida em alta

A receita líquida de vendas da Corteva também apresentou crescimento, passando de US$ 6,1 bilhões para US$ 6,4 bilhões no período.

Destaque para o segmento de sementes

No segmento de sementes, a receita atingiu US$ 4,5 bilhões, com mais da metade das vendas destinadas à cultura do milho. No segundo trimestre do ano passado, este segmento faturou US$ 4,3 bilhões.

Segmento de proteção de cultivos mantém crescimento

O setor de proteção de cultivos registrou vendas de US$ 1,92 bilhão, superando os US$ 1,78 bilhão do mesmo período em 2024. Dentro deste segmento, herbicidas representam 51,8% das vendas, seguidos por inseticidas (22%), fungicidas (17,8%) e biológicos (5%).

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Projeções para 2025

A Corteva atualizou suas projeções para o ano fiscal de 2025, estimando vendas líquidas entre US$ 17,6 bilhões e US$ 17,8 bilhões. O EBITDA operacional esperado está na faixa de US$ 3,75 bilhões a US$ 3,85 bilhões.

Recompra de ações

Além disso, a empresa prevê a recompra de cerca de US$ 1 bilhão em ações ao longo de 2025, reforçando a confiança nos resultados futuros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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