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Claraval lidera em Minas Gerais compras da agricultura familiar para merenda escolar

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Claraval atinge maior índice de compras da agricultura familiar em MG

O município de Claraval, localizado no Sudoeste de Minas Gerais, alcançou em 2024 o maior percentual de aquisição de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar entre todas as cidades mineiras. De um total de R$ 146,9 mil em recursos estaduais e federais repassados à Escola Estadual Iarbas Rodrigues, R$ 137,6 mil foram investidos na compra direta de produtos fornecidos por pequenos produtores locais — o que representa 93,69% do valor total, segundo levantamento da Emater-MG e da Secretaria de Estado de Educação (SEE).

Os recursos fazem parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e atenderam à alimentação de 424 alunos da unidade de ensino.

Variedade e qualidade no prato dos alunos

Ao todo, 12 agricultores familiares participaram do fornecimento, entregando uma grande variedade de produtos frescos, como alface, couve, acelga, cenoura, tomate, mandioca, frutas e legumes. Em 2023, cerca de 12 toneladas de alimentos foram comercializadas com a escola estadual.

O destaque fica por conta da produção orgânica, resultado de uma parceria entre a Emater-MG, a Cooperativa das Agricultoras e Agricultores Familiares Orgânicos de Claraval e Região (Coorgânica) e a prefeitura.

“O trabalho integrado garante alimentos de qualidade, com segurança para quem produz e para quem consome, especialmente os alunos, que recebem alimentos de verdade”, afirmou Enes Pereira Barbosa, técnico da Emater-MG no município.

Apoio técnico fortalece a agricultura familiar

A Emater-MG desempenha papel fundamental no sucesso da iniciativa em Claraval, oferecendo assistência técnica contínua, organizando os produtores em cooperativas, auxiliando no planejamento das hortas e pomares, promovendo capacitações em produção orgânica e mapeando a oferta agrícola local.

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Além da escola estadual, as quatro escolas municipais de Claraval também apresentam alto índice de compras da agricultura familiar, ampliando o impacto da ação na economia local.

História de sucesso no campo: agricultura familiar com destino certo

A produtora Dirce Rodrigues é um exemplo do sucesso da parceria entre agricultura familiar e merenda escolar. Há quase nove anos fornecendo alimentos para as escolas do município, ela trabalha com o marido e os dois filhos em uma propriedade de aproximadamente um hectare, dedicada à produção orgânica certificada.

“O trabalho da Emater-MG foi essencial. Foi graças a ela que começamos a fornecer para o Pnae. A grande vantagem é plantar com a certeza de que o produto será vendido”, destaca a produtora. Sua lista de produtos é extensa: alface, couve, repolho, tomate, batata-doce, abobrinha, frutas e outros alimentos frescos e saudáveis.

Belo Horizonte lidera em volume financeiro investido

Enquanto Claraval obteve o maior índice percentual de compras da agricultura familiar, Belo Horizonte foi o município com o maior volume de recursos investidos em 2024. A capital mineira destinou R$ 17,7 milhões à aquisição desses produtos, o que equivale a 34,4% de todas as compras realizadas pelo Pnae nas cerca de 230 escolas estaduais da cidade.

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Investimentos batem recorde em Minas Gerais

Em âmbito estadual, os investimentos na compra de alimentos da agricultura familiar para as escolas públicas bateram recorde em 2024. Segundo dados da Emater-MG, foram aplicados R$ 249,7 milhões, sendo R$ 162,7 milhões oriundos do Governo de Minas e o restante do governo federal. O percentual de alimentos da agricultura familiar na merenda escolar atingiu 37%, superando a meta mínima de 30% estabelecida pelo Pnae.

Parceria Emater-MG e SEE fortalece políticas públicas

Desde 2021, a Emater-MG mantém parceria com a Secretaria de Estado de Educação para fortalecer a participação da agricultura familiar na alimentação escolar. Nesse período, mais de 25 mil produtores foram orientados para comercializar com cerca de 3,4 mil escolas estaduais.

Além do suporte à produção, a empresa também atua na regularização de pequenos empreendimentos, garantindo que estejam aptos a atender às exigências legais nas chamadas públicas. O contrato entre Emater-MG e SEE foi renovado recentemente e terá vigência até o final de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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