AGRONEGÓCIO
Brasil reforça liderança em florestas plantadas e destaca manejo integrado para sustentabilidade
AGRONEGÓCIO
O setor de florestas plantadas consolida-se como pilar estratégico do agronegócio nacional, sustentando cadeias industriais importantes como papel e celulose, energia e construção civil. Segundo o Relatório Anual da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) 2024, o país ultrapassou pela primeira vez a marca de 10 milhões de hectares plantados, com o eucalipto respondendo por cerca de 7,8 milhões de hectares — 76% do total, e crescimento de 41% na última década. A produtividade média nacional chegou a 35,7 m³/ha/ano, quase o dobro da média dos países do Hemisfério Norte, posicionando o Brasil entre os líderes mundiais em eficiência na produção de madeira cultivada.
Desafios agronômicos: plantas daninhas e pragas comprometem produtividade
Apesar dos avanços tecnológicos, o manejo de plantas daninhas e pragas permanece um desafio crítico. Espécies como capim-colchão, capim-colonião e corda-de-viola competem por luz, água e nutrientes, podendo reduzir a produtividade da madeira entre 20% e 75% quando o controle é inadequado. Além disso, o psilídeo-de-concha é uma praga preocupante em regiões de clima seco e quente (Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste), capaz de causar perdas de até 30% na produção, principalmente por desfolha intensa em mudas e árvores jovens.
Importância do manejo integrado para o desenvolvimento florestal
“A limpeza da área no início do cultivo é fundamental para o crescimento saudável da floresta. As plantas daninhas dificultam o desenvolvimento e aumentam os custos operacionais”, explica Marcos Vilhena, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA. O manejo integrado, que combina herbicidas seletivos e inseticidas, é apontado como estratégia-chave para assegurar lavouras mais produtivas, sustentáveis e competitivas no mercado global.
Regiões produtoras e expansão dos plantios
A região Sudeste lidera a produção nacional de florestas plantadas, com 63% da área, destacando-se Minas Gerais e São Paulo. O Centro-Oeste cresce rapidamente, com 1,6 milhão de hectares de eucalipto plantados. Já o Sul concentra 89% dos plantios de pinus, com Santa Catarina na liderança, com 719 mil hectares.
Brasil mantém liderança mundial nas exportações de celulose
O país segue como maior exportador mundial de celulose, com embarques que superam em cerca de US$ 1,5 bilhão os dos Estados Unidos, segundo maior exportador. Pela segunda vez, as exportações ultrapassaram 18 milhões de toneladas, sendo a celulose o principal produto do setor, representando 63% do total exportado.
Soluções tecnológicas para controle de plantas daninhas e pragas
Produtos como o herbicida seletivo de longo residual FALCON são recomendados para controle pré-emergente de gramíneas e folhas largas, incluindo capim-colchão, capim-amargoso, capim-colonião e corda-de-viola. Já o YAMATO SC atua eficazmente contra plantas resistentes como capim-braquiária e capim-marmelada, reduzindo a necessidade de intervenções frequentes e contribuindo para menor emissão de carbono.
No controle de pragas, o inseticida TERMINUS oferece proteção prolongada contra o psilídeo-de-concha, especialmente importante em regiões secas onde a praga é mais agressiva. “Diante do aumento da incidência de insetos devido às mudanças climáticas e expansão dos plantios, é fundamental contar com ferramentas integradas para manejo preventivo e sustentável”, destaca Vilhena.
Compromisso com uma silvicultura eficiente e sustentável
Com um portfólio diversificado para o controle de plantas daninhas e pragas, a IHARA reforça seu compromisso com o aumento da produtividade e o avanço técnico da silvicultura brasileira, contribuindo para um setor mais eficiente, sustentável e competitivo no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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