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Fechamento de contratos de laranja 2025/26 segue lento devido a incertezas do mercado

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O ritmo de fechamento de contratos para a laranja da safra 2025/26 permanece lento, de acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A indefinição reflete cautela da indústria e incertezas externas que ainda impactam o mercado.

Indústria ajusta valores no spot antes de firmar novos contratos

Segundo pesquisadores do Cepea, os citricultores aguardam movimentações mais consistentes por parte da indústria, que prefere monitorar a evolução da oferta e da demanda antes de definir novos acordos. Em anos anteriores, boa parte dos contratos já era formalizada no primeiro semestre, o que não ocorre em 2025.

Fatores que atrasam os acordos comerciais

O atraso na assinatura de contratos está ligado a três fatores principais:

  • Safra tardia: a colheita da laranja deste ano começou mais tarde, impactando a programação de vendas.
  • Queda de preços: os valores do produto caíram após março, aumentando a cautela na negociação.
  • Tarifas internacionais: embora o suco de laranja brasileiro tenha sido excluído da sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos, subprodutos importantes da cadeia, como óleos essenciais e células cítricas, ainda enfrentam taxa de 50%.
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Perspectivas para o mercado citrícola

O cenário atual mantém produtores e indústria em observação, aguardando sinais mais claros de equilíbrio entre oferta e demanda. A combinação de safra tardia, preços voláteis e questões tarifárias sugere que os contratos de 2025/26 podem continuar sendo fechados de forma gradual ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frigoríficos voltam às compras e boi gordo reage em parte do país

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A necessidade de completar as escalas de abate levou frigoríficos a aumentar as compras de gado e abriu espaço para a recuperação da arroba em algumas regiões. O movimento foi mais evidente em Goiás e Mato Grosso do Sul, mas ainda não representa uma alta generalizada do boi gordo no país.

Em Goiânia, a arroba a prazo encerrou a quinta-feira, 16, em R$ 320, alta semanal de 1,59%. Em Dourados, o preço chegou a R$ 325, avanço de 1,56%. São Paulo permaneceu em R$ 330, enquanto Cuiabá ficou em R$ 320 e Uberaba, em R$ 310. Em Vilhena, na contramão, houve queda para R$ 310.

A diferença entre as praças mostra que o poder de negociação continua ligado à situação de cada frigorífico. Empresas com escalas mais curtas aceitaram pagar mais para garantir animais, enquanto unidades abastecidas mantiveram as ofertas.

A continuidade da reação dependerá principalmente da disponibilidade de gado terminado e do ritmo de abate. Se a indústria voltar a alongar as escalas, a pressão compradora poderá diminuir.

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O mercado também acompanha os efeitos da cota criada pela China para a carne brasileira. Em 2026, até 1,106 milhão de toneladas podem entrar no país asiático sem a tarifa adicional de 55%. Frigoríficos e analistas já consideram o limite comprometido por cargas entregues e produtos ainda em trânsito.

A restrição não impede novos embarques, mas torna as vendas que ultrapassarem a cota menos competitivas. Como a China é o principal destino da carne bovina brasileira, uma redução das compras poderá limitar a capacidade dos frigoríficos de sustentar preços maiores pela arroba.

Por enquanto, as exportações totais continuam fortes. Até a segunda semana de julho, o Brasil embarcou 104,7 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 668,1 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Na comparação com julho do ano passado, a média diária exportada cresceu 8,7%. O preço médio avançou 15%, para US$ 6.382 por tonelada, e ajudou a elevar em 25% a receita diária.

No mercado interno, o comportamento dos cortes foi desigual. O quarto dianteiro caiu para R$ 19 por quilo, enquanto o traseiro subiu para R$ 26. A perda de força do consumo na segunda quinzena e a concorrência da carne de frango dificultam reajustes mais amplos.

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Para o pecuarista, o momento é de acompanhar as escalas e comparar ofertas. A arroba encontrou sustentação onde a indústria precisou comprar, mas a reação ainda depende de uma oferta controlada de animais e da capacidade dos exportadores de compensar a provável redução dos negócios com a China.

Fonte: Pensar Agro

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