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Mercado de algodão brasileiro registra baixa movimentação e queda de preços

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O mercado de algodão no Brasil apresentou pouca movimentação e preços em queda na última semana, conforme análise da Safras Consultoria. Compradores e vendedores atuaram conforme a necessidade, tornando as transações esparsas e pontuais.

Na quinta-feira (18), o algodão CIF em São Paulo foi negociado a R$ 3,68 por libra-peso, registrando queda de 1,6% em relação à semana anterior, quando o valor era de R$ 3,74 por libra-peso.

Em Rondonópolis (MT), o algodão em pluma foi cotado a R$ 115,30 por arroba, equivalente a R$ 3,49 por libra-peso. Na comparação com a quinta-feira passada, quando o preço estava em R$ 116,83 por arroba (R$ 3,53 por libra-peso), houve desvalorização de R$ 1,53 por arroba.

Produção brasileira de algodão 2025/26 deve crescer em área

Segundo o 13º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2025/26, a produção brasileira de algodão em pluma está estimada em 4,090 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 4,061 milhões de toneladas da temporada 2024/25.

A produtividade média das lavouras deve ser de 1.894 quilos por hectare, uma redução em relação aos 1.947 quilos por hectare da safra anterior. A área plantada deve alcançar 2,160 milhões de hectares, alta de 3,5% em relação aos 2,086 milhões de hectares da temporada passada.

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Mato Grosso lidera produção, Bahia cresce, Goiás recua

O Mato Grosso, principal produtor do país, terá uma safra estimada em 2,795 milhões de toneladas, uma queda de 2,7% frente à temporada 2024/25, quando foram colhidas 2,873 milhões de toneladas.

A Bahia, segundo maior produtor, deve alcançar 894,5 mil toneladas, aumento de 11,2% em comparação com a safra anterior (804,7 mil toneladas). Em Goiás, a produção deve recuar levemente para 54,6 mil toneladas, queda de 1,1% sobre a temporada passada (55,2 mil toneladas).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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