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Agrodefesa lança selo Susaf-GO para ampliar mercado e garantir alimentos mais seguros em Goiás
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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) lançou oficialmente o selo do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf-GO). A certificação permite que produtos de origem animal inspecionados por Serviços de Inspeção Municipais (SIM) habilitados possam ser comercializados legalmente em todo o estado, promovendo maior segurança alimentar e oportunidades para pequenos produtores.
Susaf-GO integra inspeção municipal e estadual
O Susaf-GO funciona como um sistema de equivalência sanitária que conecta o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) ao Serviço de Inspeção Estadual (SIE), coordenado pela Agrodefesa.
“Quando um município adere ao Susaf, o Estado reconhece que seu SIM atende aos mesmos padrões técnicos e sanitários exigidos pelo SIE. Isso permite que os produtos circulem e sejam vendidos em qualquer cidade de Goiás, sem restrição territorial”, explica José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa.
Ampliação de mercado e valorização do produtor
Antes da implantação do Susaf-GO, muitos pequenos produtores só podiam comercializar seus produtos dentro dos limites do próprio município. Com a certificação, eles ganham acesso a novos mercados, aumentam a clientela e agregam valor aos produtos, atuando de forma legal e estruturada.
“O sistema também estimula a formalização, a adoção de boas práticas e fortalece os serviços de inspeção municipais”, afirma Ramos.
Além disso, o programa contribui para fortalecer a agroindústria de pequeno porte, gerar maior renda para famílias produtoras e garantir alimentos saudáveis e seguros, prevenindo doenças transmitidas por produtos de origem animal.
Selo Susaf-GO: símbolo de qualidade e rastreabilidade
Segundo o diretor de Defesa Agropecuária, Rafael Vieira, o selo representa confiança, rastreabilidade e qualidade.
“Ele sinaliza ao consumidor que o alimento foi produzido seguindo padrões sanitários rigorosos e que o produtor está regularizado”, explica.
O gerente de Inspeção, Paulo Viana, acrescenta que o selo também organiza informações das agroindústrias cadastradas, aprimora a rastreabilidade dos produtos, oferece capacitação técnica aos servidores municipais e fortalece a credibilidade dos produtos goianos em todo o estado.
Como aderir ao Susaf-GO
A adesão ao Susaf-GO é voluntária. Para participar, o município precisa ter um SIM legalmente instituído, com capacidade técnica e estrutural para atender às exigências de infraestrutura, qualidade, prevenção de fraudes e controle ambiental.
A Agrodefesa é responsável por credenciar os municípios, oferecer suporte técnico, fiscalizar o cumprimento das normas e promover capacitações e parcerias que incentivem a expansão do sistema.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações do setor batem recorde e reforçam protagonismo mundial
O algodão brasileiro segue ampliando sua relevância no comércio internacional e alcançou mais um resultado histórico em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o país embarcou 291,2 mil toneladas da fibra no mês, o maior volume já registrado para maio. As vendas renderam cerca de R$ 2,25 bilhões, reforçando a força de uma cadeia que se consolidou como uma das mais competitivas do agronegócio nacional.
O desempenho ganha ainda mais relevância diante da expansão do mercado algodoeiro brasileiro nos últimos anos. O país disputa a liderança mundial das exportações da fibra e tem ampliado sua participação em mercados estratégicos da Ásia, principal destino da produção nacional. Com tecnologia, produtividade elevada e ganhos logísticos, o algodão deixou de ser uma cultura regional para se transformar em uma importante fonte de geração de renda e divisas para o país.
Na comparação com maio de 2025, os embarques cresceram 51,5% em volume, enquanto o faturamento avançou 45,3%. Embora o resultado tenha ficado abaixo das 370,4 mil toneladas exportadas em abril, o setor considera o movimento compatível com a sazonalidade do mercado e sem impacto sobre o excelente desempenho da temporada.
Com o resultado de maio, o Brasil ultrapassou a marca de 3,1 milhões de toneladas exportadas no acumulado da temporada 2025/26, iniciada em julho do ano passado. O volume representa um novo recorde para a cotonicultura nacional e confirma a crescente demanda internacional pela fibra produzida no país.
Além dos números expressivos, o setor comemora a diversificação dos mercados compradores. Bangladesh liderou as importações em maio, absorvendo 21,1% dos embarques brasileiros. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por aproximadamente 40% de todo o algodão exportado pelo Brasil no período.
A mudança no perfil dos compradores também chama atenção. Tradicionalmente um dos principais destinos da fibra brasileira, a China respondeu por 9,6% das compras em maio, participação inferior à observada ao longo da temporada. A Índia também reduziu suas aquisições após alterações em sua política de importação. Para o setor, a capacidade de ampliar vendas para diferentes mercados demonstra a competitividade do produto brasileiro e reduz a dependência de poucos compradores.
O algodão já ocupa posição de destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio. Em maio, a fibra respondeu por 1,41% de todas as exportações brasileiras e figurou entre os principais produtos agropecuários embarcados pelo país. O resultado reflete os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia, qualidade da fibra, sustentabilidade e rastreabilidade, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados internacionais.
Com a safra em expansão e a demanda global permanecendo aquecida, a expectativa do setor é de continuidade do bom desempenho nos próximos meses. O cenário reforça o protagonismo do algodão brasileiro no comércio mundial e consolida a cultura como uma das atividades mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio nacional.
Fonte: Pensar Agro
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