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Agro 5.0: tecnologia e inovação aceleram a revolução no agronegócio mundial

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O agronegócio vive uma revolução silenciosa, chamada Agro 5.0, que já está em curso em diversos países. A nova fase combina inteligência artificial, big data, robótica e automação, mudando a forma de produzir alimentos. Segundo o economista e fundador da AgroTravel, Fábio Torquato, essa transformação não é mais uma tendência futura, mas uma realidade global.

Ele destaca que em países como Israel, Holanda e Estados Unidos tecnologias antes vistas como ficção científica já estão em operação: drones capazes de identificar pragas antes que causem danos, tratores autônomos que trabalham 24 horas com precisão milimétrica e sensores que ajustam em tempo real o fornecimento de água e nutrientes às plantas.

Espírito empreendedor impulsiona a inovação

Para além das máquinas, o que impressiona é a mentalidade de quem lidera essa revolução. Jovens produtores, técnicos e pesquisadores têm mostrado ousadia para testar novas ideias, aprender com erros e insistir na inovação. Esse movimento, explica Torquato, é a essência do Agro 5.0 e o que o motivou a criar a AgroTravel, agência de viagens técnicas que conecta o agro brasileiro às experiências mais avançadas do mundo.

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Brasil tem potencial, mas enfrenta desafios

O Brasil reúne condições favoráveis para ser protagonista nesse cenário: solo fértil, clima adequado, produtores experientes e um ecossistema crescente de startups agrícolas (AgTechs). No entanto, ainda há obstáculos, como a baixa conectividade no campo e a necessidade de formar profissionais capacitados para lidar com dados e tecnologias digitais.

Comparado a países que já avançaram no tema, como a Califórnia e Israel, o Brasil perde oportunidades em produtividade e sustentabilidade ao não adotar essas práticas em maior escala.

Viagens técnicas mudam mentalidades no agro

De acordo com Torquato, conhecer experiências internacionais é fundamental para transformar a visão dos produtores brasileiros. Ao observar de perto fazendas que utilizam inteligência artificial para prever colheitas com 90% de precisão ou sistemas logísticos que reduzem perdas em até 30%, os participantes das viagens retornam ao Brasil mais abertos a investir, buscar parcerias e repensar seus negócios de forma global.

Essas experiências também proporcionam contatos estratégicos e uma nova perspectiva sobre o futuro do agronegócio.

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O Agro 5.0 é feito por pessoas

Mais do que tecnologia, o Agro 5.0 é movido por pessoas dispostas a inovar, cooperar e aprender continuamente. Para Torquato, o futuro do setor depende da capacidade de pensar globalmente, usar dados de forma inteligente e adotar coragem para inovar.

“Quem se antecipar a esse movimento será protagonista da próxima grande revolução do agronegócio”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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