AGRONEGÓCIO
Demanda exportadora impulsiona preços da arroba do boi em agosto
AGRONEGÓCIO
Boa performance dos preços da arroba
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os preços da arroba se recuperaram ao longo de agosto, especialmente na primeira quinzena do mês, quando a demanda por exportação se manteve elevada. Nos últimos dias, o mercado registrou estabilidade nos negócios, com frigoríficos conseguindo boas ofertas para avançar nas escalas de abate.
Para a primeira semana de setembro, há expectativa de novos ajustes positivos nos preços, com a entrada de salários fortalecendo a reposição entre atacado e varejo.
Preços da arroba em 28 de agosto
- São Paulo (Capital): R$ 310,00 (+3,33% frente a julho)
- Goiás (Goiânia): R$ 305,00 (+7,02%)
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 305,00 (+5,17%)
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315,00 (+3,28%)
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315,00 (+6,78%)
- Rondônia (Vilhena): R$ 285,00 (+7,55%)
Mercado atacadista mantém preços firmes
No atacado, os preços também registraram avanços ao longo de agosto, beneficiados pelo equilíbrio na oferta e pela forte procura da carne bovina no exterior. Nesta semana, o ritmo de negócios apresentou ligeira desaceleração, comum na segunda quinzena do mês.
- Quarto traseiro: R$ 22,90/kg (+7,01%)
- Quarto dianteiro: R$ 18,25/kg (+4,29%)
Segundo Iglesias, a expectativa é que novos ajustes positivos ocorram em setembro, com a reposição de estoques impulsionada pelo consumo no varejo.
Exportações brasileiras de carne bovina em alta
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil registraram, até o momento em agosto (16 dias úteis), um total de US$ 1,192 bilhão, com média diária de US$ 74,550 milhões. A quantidade exportada alcançou 212,925 mil toneladas, com média diária de 13,307 mil toneladas e preço médio de US$ 5.602,00 por tonelada.
Em comparação a agosto de 2024, os dados indicam:
- Alta de 70,1% no valor médio diário
- Crescimento de 34,7% na quantidade média diária exportada
- Avanço de 26,3% no preço médio
Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, reforçando a importância das exportações para o fortalecimento dos preços da arroba no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos
A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).
O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.
Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.
No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.
A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.
Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.
Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.
Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.
A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.
Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.
O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.
Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.
Serviço
VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)
Fonte: Pensar Agro
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