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Ausência de importadores internacionais mantém volatilidade nos preços da carne de frango em agosto

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Mercado doméstico de frango segue resiliente

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, apesar dos efeitos persistentes da Influenza Aviária Asiática (IAAP), o mercado interno mostrou-se resistente.

“Os custos de nutrição animal estão controlados graças à abundante oferta de milho e farelo de soja nesta temporada”, explica Iglesias.

A ausência de compradores relevantes, como China e União Europeia, contribuiu para oscilações nos preços durante o mês.

Preços internos variam entre cortes congelados e resfriados

No atacado de São Paulo, os cortes congelados de frango tiveram alterações ao longo de agosto:

  • Peito: de R$ 9,60 para R$ 9,70/kg
  • Coxa: de R$ 6,70 para R$ 6,90/kg
  • Asa: de R$ 10,30 para R$ 9,90/kg

Na distribuição:

  • Peito: de R$ 9,80 para R$ 9,90/kg
  • Coxa: de R$ 6,90 para R$ 7,10/kg
  • Asa: de R$ 10,60 para R$ 10,10/kg

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, a valorização foi observada no peito e coxa, enquanto a asa apresentou queda:

  • Peito: R$ 9,70 → R$ 9,80/kg
  • Coxa: R$ 6,80 → R$ 7,00/kg
  • Asa: R$ 10,40 → R$ 10,00/kg
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Na distribuição:

  • Peito: R$ 9,90 → R$ 10,00/kg
  • Coxa: R$ 7,00 → R$ 7,20/kg
  • Asa: R$ 10,70 → R$ 10,20/kg
Cotação do frango vivo nas principais regiões

O levantamento mensal da Safras & Mercado apontou estabilidade ou pequenas variações nos preços do frango vivo:

  • Minas Gerais: R$ 5,75 → R$ 5,70/kg
  • São Paulo: R$ 5,60/kg
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,70/kg
  • Oeste do Paraná: R$ 4,80/kg
  • Rio Grande do Sul: R$ 4,75/kg
  • Mato Grosso do Sul: R$ 5,60/kg
  • Goiás: R$ 5,70 → R$ 5,65/kg
  • Distrito Federal: R$ 5,75 → R$ 5,70/kg
  • Pernambuco: R$ 4,80 → R$ 5,80/kg
  • Ceará: R$ 4,50 → R$ 6,00/kg
  • Pará: R$ 5,50 → R$ 6,15/kg
Exportações mostram leve queda no valor, mas aumento em volume

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas somaram US$ 504,06 milhões em agosto, com média diária de US$ 31,50 milhões em 16 dias úteis.

  • Quantidade exportada: 283,938 mil toneladas (média diária de 17,746 mil toneladas)
  • Preço médio da tonelada: US$ 1.775,3
  • Em comparação com agosto de 2024:
  • Valor médio diário: queda de 5,9%
  • Quantidade média diária: aumento de 9,7%
  • Preço médio: recuo de 14,3%
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O cenário evidencia que, mesmo com oscilações no mercado interno, a avicultura brasileira mantém resiliência diante das exportações e da oferta interna de grãos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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