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Arroba do boi gordo em São Paulo supera Mato Grosso com expectativa de alta no 4º trimestre
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O mercado de boi gordo em São Paulo registrou valorização superior à cotação em Mato Grosso, mantendo a atenção de frigoríficos e pecuaristas para o desempenho da arroba no restante do ano.
Diferença de preços entre São Paulo e Mato Grosso
De acordo com a análise semanal do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), divulgada nesta segunda-feira (1º), o diferencial de base Mato Grosso–São Paulo se alongou em 1,04 ponto percentual em agosto de 2025, atingindo a média de -4,48%.
- Cotação da arroba em Mato Grosso: R$ 296,92/@ (alta de 1,13%)
- Cotação da arroba em São Paulo: R$ 310,83/@ (alta de 2,23%)
As cotações consideradas incluem negociações a prazo e livres de Funrural em ambas as praças.
Expectativa histórica e mercado em setembro
O levantamento do Imea aponta que, historicamente, os preços da arroba em Mato Grosso sobem, em média, 1,84% em setembro em comparação a agosto, considerando os últimos 17 anos.
Entretanto, para este ano, a oferta elevada de bovinos resultou em escalas bem abastecidas nos frigoríficos, limitando a recuperação imediata da arroba.
Projeção para o último trimestre
Apesar das cotações mais contidas neste início de setembro, o Imea projeta que o ajuste dos preços deve se intensificar ao longo do quarto trimestre de 2025, com expectativa de recuperação expressiva da arroba.
O cenário sugere que produtores e frigoríficos mantenham atenção às oscilações de oferta e demanda, acompanhando os próximos indicadores do mercado pecuário.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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