RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Como Escolher Carne Bovina de Qualidade no Supermercado e Economizar

Publicados

AGRONEGÓCIO

Inspeção e segurança alimentar: o primeiro passo

A carne bovina é uma das principais fontes de proteína na alimentação dos brasileiros, mas sua qualidade depende de cuidados rigorosos ao longo de toda a cadeia produtiva. Segundo Paula Lobato, analista de assistência técnica e gerencial do Sistema Faemg Senar, “para chegar à mesa com qualidade e segurança, a carne precisa passar por inspeção oficial realizada pelos serviços de agricultura do governo federal, estadual ou municipal, como o SIF, SIE e SIM.”

Aparência, aroma e textura: como identificar carne fresca

Ao escolher carne no supermercado ou açougue, a aparência é um indicativo importante de frescor. Especialistas recomendam observar:

  • Cor: vermelha e viva; tons escuros, acinzentados ou esverdeados podem indicar má conservação.
  • Odor: suave e característico, nunca forte ou desagradável.
  • Textura: firme ao toque e levemente úmida, evitando produtos pegajosos.

Para carnes embaladas, é importante conferir também o selo de inspeção, validade e informações de rastreabilidade para garantir qualidade e segurança à saúde.

Compras de carne embalada: atenção aos rótulos

Ao adquirir produtos embalados, observe:

  • Data de validade: garante consumo seguro.
  • Origem e rastreabilidade: identifica frigorífico, lote e região de procedência.
  • Condições de conservação: indica a forma correta de armazenar até o preparo.
Leia Também:  LDO 2026 e cenário político elevam incertezas fiscais, aponta relatório do Rabobank
Carne embalada a vácuo: o que muda na aparência

É comum notar uma coloração mais escura ou roxa. Paula Lobato explica: “isso ocorre porque a carne, em ambiente sem oxigênio, altera a proteína responsável pela cor. Após abrir a embalagem, em até 30 minutos, a cor vermelho-vivo deve retornar.” O odor pode parecer mais intenso inicialmente, mas tende a voltar ao normal.

Cortes mais caros não significam melhor qualidade

Segundo Júlio César Magalhães, instrutor do Senar Minas, é possível economizar sem perder qualidade:

  • Dicas de economia: pesquisar preços, variar o cardápio com peixes, frango e suínos, ou optar por cortes menos nobres, como chambaril e costela.
  • Cortes de bom custo-benefício: patinho, costela, miolo de acém, maçã de peito e fraldinha.
  • Substituições inteligentes: para contrafilé, alcatra ou picanha, utilize fraldinha, acém, paleta ou maminha.
Congelamento correto ajuda a economizar

O congelamento é eficiente quando feito de maneira adequada: use embalagens próprias, etiquete com a data e consuma em até 90 dias. É importante congelar quantidades que serão utilizadas de uma vez e descongelar sempre na geladeira.

Leia Também:  Mercado de feijão mantém preços firmes e postura estratégica pós-Carnaval
Congresso Nacional da Carne: debates sobre qualidade e tendências

O Conacarne, maior evento do setor de carne bovina do país, será realizado nos dias 18 e 19 de setembro no Expominas, em Belo Horizonte. Organizado pelo Sistema CNA/Senar e Faemg, com apoio da ABCZ, o congresso reunirá produtores, técnicos e especialistas para discutir:

  • Qualidade e padrões de carne para produtores
  • Tecnologias de produção e carne do futuro
  • Tendências de consumo no Brasil e no exterior
  • Expectativas sobre o mercado do boi
  • Casos de sucesso na pecuária
  • Apresentação de cortes especiais

O evento busca alinhar a cadeia produtiva com as demandas do mercado interno e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Por

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Comercialização de algodão no mercado spot cresce em agosto, aponta Cepea

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Primavera no RS é marcada por investimentos e sucesso em leilão de Angus e Brangus

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA