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Moraes aponta Bolsonaro como chefe de organização criminosa em julgamento no STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (9) que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuou como “chefe da organização criminosa” investigada por tentativa de golpe de Estado. A declaração ocorreu durante a leitura de seu voto no julgamento em que Bolsonaro e outros sete acusados respondem por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.

De acordo com Moraes, não restam dúvidas de que houve tentativa de golpe no Brasil, e a análise da Corte busca definir a responsabilidade individual de cada réu. O ministro destacou que houve uma articulação para enfraquecer o Judiciário e manter o grupo político do ex-presidente no poder.

Questionamentos rejeitados e delação de Mauro Cid

Antes de tratar do mérito, Moraes rejeitou as preliminares apresentadas pelas defesas, que pediam a anulação de pontos do processo. Entre eles, estava a tentativa de invalidar a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

O ministro classificou como “litigância de má-fé” o argumento de que os depoimentos de Cid seriam contraditórios. Segundo ele, as oito declarações tratam de fatos distintos e não comprometem a legalidade do acordo de colaboração. Moraes ressaltou ainda que eventuais omissões do delator podem levar à perda de benefícios.

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Votos seguintes e divergências possíveis

Depois do relator, votarão os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Fux já indicou que pode divergir em pontos preliminares, o que deve prolongar o julgamento. A previsão é que a decisão final seja conhecida até o fim desta semana.

Acusações contra Bolsonaro

Bolsonaro responde a cinco acusações formais:

  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • tentativa de golpe de Estado;
  • participação em organização criminosa armada;
  • dano qualificado;
  • deterioração de patrimônio tombado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que Bolsonaro tentou impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 e discutiu alternativas golpistas com militares. Embora o plano não tenha avançado, a denúncia associa o ex-presidente aos atos de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e destruíram prédios dos Três Poderes, em Brasília.

As investigações também apontaram indícios de uma trama para assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio Moraes, que à época presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Situação do ex-presidente

Desde o início de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares em outro inquérito, que apura tentativas de interferência no processo democrático.

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Às vésperas do julgamento, Moraes autorizou a Polícia Federal a reforçar a vigilância no condomínio onde Bolsonaro vive, permitindo inclusive a revista de veículos de visitantes. A medida atendeu a pedidos da PGR e da PF, que alertaram para risco de fuga.

Demais acusados

Além do ex-presidente, estão no processo nomes próximos de sua gestão, como Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto — este último segue preso preventivamente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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