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Federarroz pede ações do governo para proteger produção nacional de arroz da concorrência externa

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) solicitou à Presidência da República a adoção de medidas políticas e legais para proteger a produção brasileira de arroz frente à concorrência de importações. A entidade alerta que o cenário atual ameaça a sustentabilidade econômica do setor e pode impactar a segurança alimentar do país.

Competição desleal preocupa produtores

O pedido foi protocolado pelo presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, que destacou a dificuldade de os agricultores brasileiros competirem com o arroz importado. Segundo a entidade, a entrada de produtos estrangeiros a preços predatórios coloca em risco a continuidade da produção nacional, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do cereal.

Impactos econômicos e sociais

A Federação alerta que a concorrência externa pode levar à redução da safra nacional, provocar elevação nos preços do arroz e afetar diretamente famílias de baixa renda. “Essa situação compromete a atividade produtiva e a segurança alimentar da população”, afirmou a entidade em nota.

Entre as medidas solicitadas estão:

  • Aplicação de instrumentos de salvaguarda comercial;
  • Investigação de práticas de dumping social e ambiental;
  • Políticas de incentivo à produção nacional.
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Risco de aumento de preços ao consumidor

A Federarroz destaca que, a médio prazo, a continuidade do quadro atual deve resultar em aumento do custo do alimento para o consumidor, com impacto direto na renda e na subsistência das camadas mais vulneráveis da população.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IGC reduz safra global de trigo e milho 2026/27 e acende alerta para oferta mundial de grãos

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Mercado Externo

A safra mundial de grãos 2026/27 enfrenta revisão negativa em meio a um cenário de crescente instabilidade geopolítica. O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua estimativa de produção global em 3 milhões de toneladas, projetando agora um total de 2,414 bilhões de toneladas.

O principal fator por trás do ajuste é o impacto do conflito no Oriente Médio, que tem afetado diretamente o comércio global de insumos agrícolas, especialmente fertilizantes. A interrupção logística em rotas estratégicas elevou a incerteza sobre a capacidade produtiva em diversas regiões.

Apesar do corte, a produção global ainda deve ser a segunda maior já registrada, evidenciando a resiliência da oferta, embora sob pressão.

Mercado Interno

Para o Brasil, o cenário externo mais apertado tende a gerar reflexos importantes. A redução na oferta global pode aumentar a competitividade dos grãos brasileiros, especialmente milho, que possui forte participação nas exportações.

Por outro lado, o encarecimento e a possível escassez de fertilizantes seguem como ponto de atenção para produtores nacionais, podendo impactar custos de produção e decisões de plantio, principalmente na safra de verão 2026/27.

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Preços

A expectativa de menor produção global, combinada com consumo ainda superior à oferta, tende a sustentar os preços internacionais dos grãos.

No caso do milho, a produção foi revisada para 1,3 bilhão de toneladas (-3 milhões), enquanto o trigo foi ajustado para 821 milhões de toneladas (-1 milhão). Esses cortes reforçam um viés de mercado mais firme, especialmente em momentos de maior volatilidade geopolítica.

Indicadores
  • Produção global de grãos 2026/27: 2,414 bilhões de toneladas (-3 mi t)
  • Consumo global: 2,437 bilhões de toneladas (-3 mi t)
  • Déficit global: cerca de 23 milhões de toneladas
  • Produção de trigo: 821 milhões de toneladas
  • Produção de milho: 1,3 bilhão de toneladas

Mesmo com estoques elevados da safra 2025/26, o balanço global segue mais ajustado, indicando menor folga entre oferta e demanda.

Análise

O novo relatório do IGC reforça um ponto central para o mercado agrícola global: a crescente dependência de fatores geopolíticos na formação de preços e na definição da oferta.

A combinação entre custos elevados de fertilizantes, gargalos logísticos e incertezas no Hemisfério Sul pode limitar o potencial produtivo, mesmo diante de tecnologia e produtividade elevadas.

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Com consumo ainda acima da produção, o mercado deve operar em um ambiente de maior sensibilidade a riscos, o que pode gerar picos de volatilidade ao longo da temporada.

Para o Brasil, o cenário abre oportunidades no mercado externo, mas exige cautela na gestão de custos e planejamento da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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