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Congresso Internacional do Trigo 2025 discute tendências e perspectivas do setor para 2026

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A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) promove, entre os dias 20 e 22 de outubro, a 32ª edição do Congresso Internacional da Indústria do Trigo, no Rio de Janeiro. Reconhecido como um dos principais eventos do agronegócio nacional, o encontro reunirá representantes da indústria, produtores, autoridades e especialistas para avaliar o desempenho do setor em 2025 e traçar estratégias para 2026.

O presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, destaca a importância do congresso:

“O evento permite que todos os elos da cadeia do trigo debatam oportunidades e desafios do mercado, contribuindo para decisões estratégicas e para o fortalecimento do setor no Brasil.”

Palestra inaugural discute economia e geopolítica

O congresso começa na noite de 20 de outubro com a palestra inaugural “Economia e Geopolítica no Brasil e no Mundo”, ministrada pelo cientista político Gustavo Segré e pela economista Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting. A sessão será moderada por Rubens Barbosa, abrindo o espaço para debates estratégicos sobre o cenário econômico global e seus impactos no setor do trigo.

Reforma Tributária e competitividade na indústria do trigo

No segundo dia, o presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo, Daniel Kümmel, conduzirá a abertura oficial do evento. Em seguida, Luiz Renato Hauly, diretor econômico do Destrava Brasil, abordará os impactos da Reforma Tributária no setor.

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Logo após, o painel “A Competitividade do Negócio Trigo” reunirá especialistas para discutir desempenho econômico, desafios gerenciais e práticas de gestão. Participam:

  • André Paranhos, vice-presidente da Falconi Consultores, sobre práticas de gestão
  • Glauco Ferreira, diretor da Kellanova, sobre economia circular na indústria
  • A mediação será feita por Marcelo Vosnika, conselheiro da Abitrigo.
Inovação e tecnologia com inteligência artificial e automação

Ainda no segundo dia, o painel “Do dado ao valor: IA e automação inovando a Indústria do Trigo” abordará soluções tecnológicas aplicadas ao setor. Participam:

  • Edson Palorca, gerente de Vendas da Haver & Boecker Latinoamericana
  • Érica Briones, Product and Strategy Advisor na Inovação Ninja
  • Moderação: Fernando Gibotti, CEO da Rock Encantech
Tendências de consumo e futuro do mercado de panificação

No terceiro dia, o tema central será “A Farinha de Trigo no Novo Mercado Consumidor”. Os debatedores incluem:

  • Didier Rosada, VP de Operações da Uptown Bakeries / Red Brick Consulting – EUA, sobre tendências da panificação
  • Pery Carvalho, fundador da Bioalimentos, sobre produtos congelados panificáveis
  • Moderação: Rogério Tondo, conselheiro da Abitrigo
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Em seguida, o painel “O Mercado do Trigo” reunirá especialistas para analisar os mercados nacional e internacional, além das perspectivas de produção no Brasil:

  • Elcio Bento, especialista em Trigo da Safras & Mercado
  • Pablo Maluenda, consultor privado do mercado de trigo
  • Jorge Lemainski, chefe da Embrapa Trigo
  • Moderação: Junior Justino, vice-presidente da Bunge
Workshops e networking para toda a cadeia produtiva

O congresso inclui ainda workshops promovidos por Pensalab, Envirologix, Premiertech e Stern, oferecendo oportunidades de aprendizado e troca de experiências para todos os elos da cadeia do trigo.

Rubens Barbosa ressalta:

“A programação aborda temas de interesse para todo o setor e colabora com o crescimento e desenvolvimento dos negócios do trigo no Brasil e no mundo, sendo um espaço rico em networking e aprendizado.”

As inscrições e informações estão disponíveis no site oficial: www.congressoabitrigo.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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