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Aleac realiza sessão solene em homenagem ao Dia do Auditor Fiscal

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A Assembleia Legislativa do Acre realizou nesta sexta-feira (19) uma sessão solene em homenagem ao Dia do Auditor Fiscal da Receita Estadual. A iniciativa, proposta pelo deputado Luiz Gonzaga (PSDB), reuniu autoridades e representantes de instituições ligadas à área fazendária para reconhecer a relevância da categoria na gestão tributária e no fortalecimento das políticas públicas.

A solenidade foi conduzida pelo deputado Eduardo Ribeiro (PSD), que representou Luiz Gonzaga por estar em agenda institucional. Estiveram presentes também representantes da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Sindicato do Fisco Estadual (Sindifisco), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e do Gabinete Civil.

Durante a sessão, os oradores destacaram a importância do trabalho desenvolvido pelos auditores fiscais, que atuam diretamente na arrecadação de recursos e na fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias, assegurando condições para que o Estado possa investir em saúde, educação e infraestrutura.

A diretora secretária do Sindifisco, Leila Maria, destacou em seu discurso a emoção de representar a categoria durante a solenidade, ressaltando a importância do trabalho realizado pelos auditores fiscais em prol da sociedade acreana. “Eu fico feliz por dizer que sou auditora deste estado e quero agradecer a presença de todos que estão aqui mostrando quem é o fisco acreano, um fisco comprometido, que trabalha pela sociedade. Não há como termos um estado forte sem uma parceria entre a gestão e seus servidores, que estão aqui servindo a população”.

Durante sua fala, o secretário adjunto da Receita Estadual, Israel Monteiro, destacou a evolução histórica da atividade fiscal e a relevância do uso da tecnologia na atualidade. “A atividade fiscal não tem uma origem muito precisa, mas há registros desde a Mesopotâmia, onde os tributos eram repartidos entre as tribos. Com o tempo, esse processo foi se aperfeiçoando e, hoje, o exame de registros é totalmente digital, o que mostra como a tecnologia influencia consideravelmente nossa atuação”.

O subchefe da Casa Civil do governo do Estado, dr. Cristovam Moura, destacou a relevância do trabalho da categoria e a parceria com instituições que fortalecem a arrecadação estadual, ressaltando a contribuição da Secretaria da Fazenda e da PGE: “Quero agradecer ao deputado Eduardo Ribeiro pela justa homenagem, cumprimentar o secretário Amarísio Freitas, que tem sido uma grande parceira dos auditores fiscais, e reconhecer também a dedicação da procuradora-geral do Estado, dra. Janete Melo, sempre disposta a construir os melhores caminhos diante dos desafios jurídicos”.

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O presidente do Sindifisco, Nicolas Aurélio, destacou em seu discurso a relevância da carreira fiscal para a sociedade, ressaltando que sua importância está prevista na Constituição Federal. Ele lembrou que as atividades tributárias são essenciais para o funcionamento do Estado e reforçou o compromisso dos auditores em garantir justiça fiscal, equilibrando fiscalização, arrecadação e atendimento ao contribuinte. “Nosso trabalho precisa ser eficiente, pois o controle exercido pela administração tributária faz com que a maioria dos contribuintes cumpra com suas obrigações. A satisfação vem do alcance das metas, trazendo o sentimento de dever cumprido, realização e gratidão”.

O secretário da Fazenda, Amarísio de Freitas, pontuou em seu pronunciamento a importância da justiça fiscal como base para todas as demais formas de justiça, ressaltando que o trabalho da Fazenda vai além de números e cálculos, envolvendo também compromisso humano com a sociedade. Ele agradeceu ao deputado Eduardo Ribeiro e aos demais parlamentares pela parceria constante, lembrando que a rotina da Sefaz inclui demandas diárias, como as relacionadas aos frigoríficos e às emendas parlamentares, reforçando que esse diálogo direto fortalece a gestão financeira do Estado.

Ele também enfatizou a responsabilidade da Fazenda na execução dos repasses aos poderes, informando que recentemente foram transferidos R$ 112 milhões dentro do prazo regimental, sem atrasos desde 2020. Segundo Amarísio, essa regularidade é resultado do esforço coletivo da equipe e da integração com outras instituições, como a Procuradoria-Geral e a Casa Civil, que asseguram o respaldo jurídico, político e financeiro para as decisões. “Se não houvesse essa entrega, nada disso seria possível”, afirmou o secretário, ao agradecer ainda o apoio de parceiros como o doutor Cristovam e a procuradora Janete.

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A procuradora-geral do Estado, Janete Melo, participou da solenidade representando o governador Gladson Cameli (PP) e destacou a importância da relação institucional com os auditores fiscais. Ela ressaltou que, desde que assumiu o cargo, encontrou na categoria um diálogo pautado pelo respeito e humanidade. “Sempre tivemos uma relação de muito carinho, em que nós reconhecemos pelo olhar. Essa sensibilidade é essencial em nossos encontros e reforça a certeza de que estamos aqui para contribuir”, afirmou.

Janete Melo também enalteceu a atuação da diretoria do Sindifisco e a forma respeitosa com que defendem os direitos da categoria, lembrando que liderar, seja em uma secretaria ou na Procuradoria, exige decisões difíceis. “Muitas vezes não agradamos a todos e não falamos o que alguns querem ouvir, mas precisamos manter a certeza de que trabalhamos pelo bem coletivo. Desde o primeiro dia do meu mandato, peço a Deus que eu nunca perca a minha humanidade, porque é isso que deve nortear a nossa atuação”, concluiu.

No encerramento da solenidade, o deputado Eduardo Ribeiro destacou a importância da valorização dos servidores da administração tributária, afirmando que essa medida é essencial para o fortalecimento das políticas públicas no Estado. Ele relembrou experiências em audiências públicas sobre arrecadação e frisou que não há sentido em mudanças que fragilizem a carreira dos auditores fiscais. “É inadmissível, do ponto de vista jurídico e administrativo, qualquer decisão que desconsidere a relevância dessa categoria para o equilíbrio financeiro do Estado. Defender a valorização dos servidores é também defender o desenvolvimento do Acre”, declarou.

O parlamentar ainda reforçou seu compromisso de levar esse debate para dentro do Legislativo, buscando ampliar o apoio dos colegas parlamentares à pauta. “Não tenho dúvidas de que, no que depender do nosso mandato, estaremos sempre à disposição para defender essa causa. Valorizar o servidor é reconhecer sua contribuição fundamental para todos os poderes e para o avanço das políticas públicas em nosso Estado”, concluiu.

Texto: Andressa Oliveira

Fotos: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Audiência pública debate diretrizes para elaboração do Orçamento do Estado de 2027

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou, nesta quinta-feira (9), audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 84/2026, que estabelece a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2027. O debate reuniu parlamentares, representantes de órgãos públicos, entidades da sociedade civil e demais interessados para analisar as prioridades que irão orientar a elaboração do orçamento estadual para o próximo ano.

A audiência foi realizada em atendimento ao Requerimento nº 51/2026, de autoria do deputado Afonso Fernandes (União Brasil), relator da matéria, com o objetivo de ampliar a participação da sociedade na discussão do projeto antes de sua apreciação pelo Poder Legislativo.

Encaminhado pelo Poder Executivo, o projeto estabelece as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), fixa metas e prioridades da administração estadual, disciplina aspectos relacionados à responsabilidade fiscal, à organização do orçamento e à execução financeira, além de definir parâmetros para a aplicação dos recursos públicos em áreas estratégicas ao longo de 2027. Conforme a mensagem governamental, o texto busca assegurar a continuidade das políticas públicas, a estabilidade institucional e o equilíbrio das contas públicas, em consonância com a Constituição, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027.

Entre as prioridades previstas estão ações voltadas ao desenvolvimento humano, infraestrutura, produção sustentável, meio ambiente, povos indígenas, cultura, turismo, inovação, empreendedorismo e fortalecimento da gestão pública. O projeto também reforça mecanismos de transparência, monitoramento e avaliação das políticas públicas, além da integração do planejamento estadual aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao abrir a audiência, o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, deputado Afonso Fernandes, destacou a importância da discussão das diretrizes orçamentárias como etapa fundamental do planejamento das ações do Estado. O parlamentar explicou que o orçamento público é estruturado por meio de instrumentos como o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual, ressaltando que a audiência pública amplia a participação da sociedade na definição das prioridades que irão orientar a gestão estadual no próximo exercício.

Em sua fala, Cristovam Pontes, chefe da Casa Civil, ressaltou que a audiência pública representa mais do que o cumprimento de uma exigência legal, sendo um espaço de diálogo entre o governo e a sociedade para a construção da LDO. Afirmou ainda que o principal objetivo do encontro é ouvir as demandas, preocupações, sugestões e contribuições da população, reforçando que a elaboração do orçamento deve ocorrer de forma transparente e participativa. Segundo ele, o governo reconhece o papel da Aleac como espaço legítimo para esse debate e, por isso, mobilizou secretários, presidentes de órgãos e equipes técnicas para acompanhar a audiência, demonstrando o compromisso da gestão com o diálogo, a transparência e a construção coletiva das prioridades que irão orientar a LDO e, posteriormente, a Lei Orçamentária Anual (LOA).

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Valmir Ribeiro, conselheiro representante do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), chamou atenção para os desafios fiscais enfrentados pelo Acre e defendeu o fortalecimento da fiscalização tributária como forma de aprimorar a arrecadação estadual. Segundo ele, a falta de reposição de profissionais na área fazendária, há mais de 16 anos, tem limitado a capacidade de auditoria e comprometido a recuperação de receitas já previstas na legislação. O conselheiro também ressaltou a importância de ampliar os investimentos em inovação tecnológica para elevar a produtividade de setores estratégicos da economia acreana, sugerindo que parte das emendas parlamentares seja destinada ao incentivo à pesquisa, à qualificação técnica e ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Secretário da Fazenda apresenta balanço fiscal de 2025 e destaca resultados do primeiro quadrimestre

Durante a audiência pública, o secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, apresentou aos deputados estaduais o relatório de avaliação das metas fiscais referentes ao primeiro quadrimestre de 2025, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele destacou que a prestação de contas é uma obrigação legal e um importante instrumento de transparência, permitindo que parlamentares e sociedade acompanhem a arrecadação, os gastos públicos e o cumprimento das metas estabelecidas pelo Estado. “O Parlamento, nos últimos anos, tem trazido esse debate para o público”, afirmou.

Amarísio explicou que o relatório reúne informações consolidadas da execução orçamentária entre 1º de janeiro e 30 de abril, servindo de referência para o acompanhamento das finanças estaduais e para subsidiar a elaboração das diretrizes orçamentárias. Entre os dados apresentados, informou que o Tesouro Estadual arrecadou aproximadamente R$ 3,2 bilhões no primeiro quadrimestre, enquanto a arrecadação total, incluindo operações de crédito, convênios e emendas federais, alcançou cerca de R$ 4,5 bilhões. No mesmo período, as despesas pagas somaram R$ 3,4 bilhões.

O gestor também apresentou os resultados primário e nominal, destacando que ambos permanecem acima das metas previstas na legislação. Ao detalhar a execução orçamentária dos Poderes, informou que, até abril, as despesas empenhadas totalizavam aproximadamente R$ 4,9 bilhões, considerando Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública. Segundo ele, parte dos órgãos já registrava elevado percentual de execução orçamentária, reflexo do planejamento financeiro realizado no início do exercício.

Secretário de Planejamento detalha estrutura e prioridades da LDO para 2027

Ao apresentar a proposta, o secretário de Estado de Planejamento, Ricardo Brandão, explicou que a LDO funciona como o instrumento que orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual, prevista para ser encaminhada à Assembleia Legislativa em setembro. Segundo ele, o texto reúne as normas que irão direcionar a definição das despesas, receitas e prioridades da administração pública no próximo exercício financeiro.

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Durante a explanação, Brandão destacou que o planejamento estadual passou a incorporar, desde 2023, a Agenda Acre 10 Anos, instrumento de longo prazo que antecede o Plano Plurianual. De acordo com o secretário, o PPA 2024-2027 foi construído a partir desse planejamento estratégico e de consultas realizadas nos 22 municípios acreanos, servindo como referência para a elaboração das diretrizes orçamentárias e, posteriormente, da Lei Orçamentária Anual.

O titular da pasta apresentou ainda as áreas estratégicas que nortearão a atuação do governo em 2027: desenvolvimento humano; produção, meio ambiente e povos indígenas; infraestrutura; cultura e turismo; ambiente de negócios, empreendedorismo e inovação; e gestão institucional e governança. Conforme explicou, esses eixos concentram os principais programas e investimentos previstos para o Estado.

Outro aspecto destacado foi a necessidade de prever mecanismos capazes de responder às oscilações econômicas ao longo do exercício financeiro. Segundo Ricardo Brandão, o projeto estabelece regras para adequação das receitas e despesas diante de variações na arrecadação, alterações na estrutura administrativa, impactos decorrentes da reforma tributária e situações excepcionais, como eventos climáticos que possam demandar recursos adicionais.

O secretário também ressaltou que o texto preserva a prioridade dos chamados orçamentos temáticos, voltados às políticas públicas para crianças e adolescentes, igualdade de gênero, mudanças climáticas e igualdade étnico-racial. Conforme explicou, esses programas possuem tratamento prioritário na distribuição das dotações, garantindo a continuidade das ações e o acompanhamento permanente de sua execução.

Ao tratar das emendas parlamentares, Ricardo Brandão informou que permanece o percentual de 6,8% da receita corrente líquida efetivamente arrecadada no exercício anterior como base para sua definição. Também destacou que o projeto mantém mecanismos de transparência, incluindo a divulgação da metodologia utilizada para o cálculo das receitas que servirão de referência às emendas individuais dos parlamentares.

A audiência contou com a participação de parlamentares, representantes dos Poderes e de órgãos da administração estadual. Compuseram a mesa dos trabalhos o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Aleac, deputado Afonso Fernandes; o secretário de Estado de Governo, Luiz Calixto, representando a governadora Mailza Assis; o juiz de Direito auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Acre, Giordane Dourado, representando o desembargador Laudivon Nogueira; os secretários de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, de Administração, Paulo Roberto, e de Planejamento, Ricardo Brandão; a defensora pública-geral do Estado, Juliana Marques Cordeiro; o representante da Casa Civil, Cristóvam Moura; e o promotor de Justiça Sammy Barbosa Lopes, representando o Ministério Público do Estado, os parlamentares, além de representantes de instituições públicas e da sociedade civil.

Texto: Andressa Oliveira e Mircléia Magalhães

Fotos: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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