POLÍTICA
Aleac homenageia advogados e advogadas em sessão solene
POLÍTICA
A advocacia no Brasil tem raízes que remontam ao período colonial, quando os primeiros bacharéis formados em Coimbra, Portugal, atuavam no país, ainda sem uma organização profissional formal. Foi apenas em 1827, com a criação dos dois primeiros cursos jurídicos, em Olinda e São Paulo, que a profissão começou a se estruturar nacionalmente. Décadas depois, em 1930, foi fundada a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que desde então, atua na defesa do Estado Democrático de Direito, da Constituição e das prerrogativas da classe. Ao longo dos anos, a advocacia consolidou-se como função essencial à justiça, exercendo papel fundamental na garantia de direitos e liberdades.
Nesse contexto, a Assembleia Legislativa do Estado do Acre realizou na manhã desta quinta-feira (14), no Plenário do Poder Legislativo Acreano, uma sessão solene em homenagem ao Dia do Advogado. A iniciativa é fruto do Requerimento nº 21/2025, de autoria do deputado estadual Fagner Calegário (Podemos) e reuniu autoridades, representantes da advocacia e demais convidados.
Durante a abertura da solenidade, o deputado Eduardo Ribeiro (PSD), que também é advogado, destacou a importância da data para a classe e para a sociedade. A solenidade fruto do Requerimento apresentado pelo deputado Fagner Calegário (Podemos) e aprovado por unanimidade pelos demais parlamentares. “É uma data simbólica para nós, como advogados e advogadas, e como representantes do povo acreano. Por isso, faço questão de passar a presidência dos trabalhos ao colega que propôs esta importante homenagem”, afirmou.
Ao assumir a condução da sessão solene, Fagner Calegário, também advogado, celebrou a presença de colegas e autoridades no Plenário. “Junto com meu colega deputado Eduardo Ribeiro, fico ainda mais feliz de ver todos vocês aqui no Poder Legislativo, especialmente nosso presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Laudivon Nogueira, nosso presidente da OAB, Dr. Rodrigo Aiache, e também nossa vice-presidente, Dra. Thaís Moura. Quero também saudar os jovens advogados, em nome da Natasha, e agradecer a presença de cada colega e representante de instituições”, disse, antes de convidar para o uso da palavra o primeiro orador da solenidade.
O advogado Wellington Silva, presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), destacou a importância da data como momento de celebrar, homenagear e reconhecer a força da advocacia acreana e brasileira, ressaltando o papel de destaque que a entidade exerce no cenário nacional. Ele citou a atuação da Abracrim em pautas relevantes como a execução temporária da pena, o juízo de garantias, a resolução do Conselho Nacional de Justiça sobre sustentação oral e outras medidas essenciais à sobrevivência e ao fortalecimento da profissão. “A advocacia, quando unida, fortalece seu papel, e o advogado é o defensor do Estado Democrático de Direito, uma profissão que remonta aos tempos dos sofistas na Grécia”, afirmou.
O diretor da Escola Superior da Advocacia da OAB/AC, dr. Emerson Costa, afirmou que a advocacia é marcada por luta, esforço e, acima de tudo, superação diária. Ele contou que, ao refletir sobre o que dizer na solenidade, lembrou-se da Parábola dos Talentos, destacando que o trabalho desenvolvido na ESA é fruto de uma gestão integradora e coletiva. “Nosso sucesso não é apenas da direção ou da presidência, mas de cada advogado e advogada. Para ser professor da ESA não é preciso mestrado ou doutorado, basta ter vontade de compartilhar conhecimento. O saber integra, não tem cor ou raça, liberta e nos torna pessoas e profissionais melhores, mesmo diante de desafios como a precarização do trabalho e a morosidade do Judiciário. Seguiremos lutando incessantemente pelas nossas prerrogativas”, declarou.
O procurador-geral adjunto, Leonardo Cesário, que participou da solenidade representando o governo, ressaltou a relevância da advocacia como instrumento fundamental para a defesa dos direitos e da construção da justiça. Ele iniciou seu discurso destacando a presença de autoridades, advogados, servidores públicos e representantes das instituições. Leonardo frisou que a data não é apenas comemorativa, mas também uma missão de reconhecer aqueles que, com palavras afiadas como bisturis e argumentos mais potentes que martelos, contribuem para o fortalecimento da justiça. Ele lembrou que, antes de tudo, a advocacia é um ato de escuta e acolhimento, sendo o advogado a voz de quem muitas vezes não é ouvido, capaz de transformar angústias em petições e enxergar, por trás de cada processo, uma história, uma urgência e uma vida.
O presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou a importância da advocacia como pilar do Estado Democrático de Direito, lembrando que a data celebra a criação dos primeiros cursos jurídicos no Brasil, em 1827, e que a Constituição Federal garante ser o advogado indispensável à administração da Justiça. “A advocacia é protagonista na defesa dos vulneráveis, na promoção da justiça social e na garantia dos direitos fundamentais, exigindo coragem, dedicação e compromisso para a construção de uma sociedade mais justa e cidadã”, afirmou.
Presidente da OAB/AC destaca papel essencial da advocacia e legado histórico da Instituição
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), dr. Rodrigo Aiache, ressaltou a importância da advocacia para a defesa da Constituição e dos direitos fundamentais. Ele enfatizou que a profissão é função essencial à administração da justiça, atuando na proteção da ordem jurídica, dos direitos humanos e na promoção da justiça social. Aiache lembrou que o trabalho dos advogados garante voz e defesa àqueles que não têm condições de se proteger sozinhos, sendo indispensável para a democracia.
Ao falar sobre a relevância da data, o presidente destacou que a celebração deve ser feita anualmente, como forma de valorizar o papel da advocacia na sociedade. Ele lembrou que, em 2025, a OAB/AC completará 83 anos de existência, sendo a seccional mais antiga do país, com uma trajetória marcada por lutas e conquistas. “Comemoramos não apenas um dia, mas uma história de dedicação à defesa da justiça e ao fortalecimento do Estado Democrático de Direito”, afirmou.
Aiache também fez questão de reconhecer o legado dos que construíram a Instituição, incluindo ex-presidentes e advogados que, mesmo sem grande visibilidade, contribuíram decisivamente para a história da entidade. “Essa história foi escrita pelas mãos de muitos, inclusive daqueles que não tiveram seus nomes registrados, mas que trabalharam para garantir direitos e dignidade à sociedade acreana”, declarou.
Calegário encerra solenidade valorizando trajetória profissional, conquistas na advocacia e missão pacificadora da OAB
Ao encerrar a sessão solene, o deputado Fagner Calegário relembrou sua trajetória na advocacia, desde a escolha pela carreira até as conquistas alcançadas em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Acre, citando o orgulho de ver a instituição cada vez mais fortalecida e respeitada. Ele compartilhou lembranças de sua formação, desde o início no curso técnico e a mudança da contabilidade para o direito, até a aprovação no exame da Ordem e as experiências que moldaram sua atuação profissional.
O parlamentar também destacou a importância de defender com afinco os interesses dos clientes, reconhecendo que a advocacia exige preparo, coragem e compromisso com a justiça, e agradeceu o apoio e a inspiração de colegas e mestres que contribuíram para sua caminhada. Calegário enfatizou ainda, o papel da OAB como instituição pacificadora e essencial para a preservação do Estado democrático de direito. “A advocacia me deu grandes oportunidades e ensinou que nosso papel vai muito além de causas individuais. É defender direitos, pacificar conflitos e representar com dignidade aqueles que confiam em nosso trabalho, seja como advogado, seja como legislador”, concluiu.
Texto: Andressa Oliveira
Fotos: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Comissão aprova mudanças na LDO 2027 e inclui novas diretrizes para áreas sociais e servidores
A Comissão de Orçamento e Finanças (COF) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou, na terça-feira (15), o Projeto de Lei nº 84/2026, que estabelece as diretrizes para a elaboração do orçamento estadual de 2027. Durante a análise, seis emendas apresentadas pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foram incorporadas ao texto pelo relator, deputado Afonso Fernandes (União Progressista). Com a decisão do colegiado, a proposta ficou apta à apreciação em Plenário.
Encaminhado pelo Poder Executivo, o projeto funciona como referência para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e reúne regras sobre prioridades e metas da administração, organização dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimentos, além de critérios para execução e acompanhamento dos recursos públicos. A proposta também prevê que as prioridades definidas para 2027 tenham precedência na distribuição dos recursos, respeitadas as obrigações constitucionais.
As alterações aprovadas pela COF acrescentam ao planejamento do próximo exercício demandas debatidas no Legislativo relacionadas ao funcionalismo e à prestação de serviços públicos. Entre elas, está a previsão de recomposição de 10% da tabela da Educação, condicionada à disponibilidade orçamentária e financeira e aos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Outra emenda estabelece que o Executivo encaminhe à Aleac, até o fim do primeiro trimestre de 2027, proposta referente à Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais do Poder Executivo. A matéria também incorporou dispositivo relacionado ao Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) dos trabalhadores da Saúde.
A inclusão dessas previsões ocorre em um projeto que já estabelece a observância dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com pessoal e encargos sociais dos Poderes e instituições estaduais. A proposta original também adota mecanismos de controle da execução orçamentária e financeira diante de eventuais alterações na arrecadação e no cenário econômico.
Parte das mudanças aprovadas concentra-se na rede estadual de ensino. Duas emendas determinam que o orçamento de 2027 considere recursos para atender às necessidades do Policiamento Escolar e para ampliar serviços de atendimento psicológico e assistência social nas escolas. As iniciativas estão relacionadas à prevenção e ao enfrentamento do bullying e do cyberbullying.
A área educacional já integra as prioridades previstas na proposta encaminhada pelo Executivo. O PLDO mantém entre seus objetivos a continuidade de investimentos em educação, saúde, segurança pública, assistência social, infraestrutura, saneamento, habitação e outras áreas consideradas estratégicas para o Estado.
Também passou a integrar o texto uma previsão orçamentária destinada à implantação do Programa Estadual de Incentivo ao Estágio Remunerado. A medida é voltada a estudantes universitários em situação de vulnerabilidade social matriculados em instituições públicas de ensino e deverá alcançar órgãos e instituições da administração direta e indireta do Poder Executivo.
Além das alterações feitas durante a tramitação, a LDO estabelece parâmetros que terão impacto direto na elaboração do orçamento do próximo ano. Entre eles estão regras para emendas parlamentares, reserva de contingência e acompanhamento das metas fiscais. O projeto determina, por exemplo, que as emendas individuais correspondam a 6,8% da receita tributária efetivamente realizada no exercício anterior, após as deduções previstas no texto, e que pelo menos metade desses recursos seja destinada a áreas como educação, saúde, assistência social, infraestrutura, esporte, cultura e segurança pública.
O Anexo de Metas Fiscais que acompanha a proposta apresenta projeções para receitas, despesas, resultados primário e nominal e dívida pública referentes a 2027, além de estimativas para 2028 e 2029. O documento integra as exigências previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal e serve de referência para a elaboração e execução do orçamento estadual.
Apesar da aprovação na Comissão de Orçamento e Finanças, a votação da LDO em Plenário não foi concluída na terça-feira (15). Após a reunião, Edvaldo Magalhães afirmou que havia quórum para deliberar sobre a matéria, mas atribuiu a interrupção do processo à saída de parlamentares da sessão.
“Estranhamente, na hora de votar, com a presença do quórum qualificado que garantiria a votação, o próprio governo começou a esvaziar a sessão. Não teve votação e agora não se sabe quando se votará a LDO. O governo chama e desiste de votar na última hora”, declarou.
A LDO é uma das etapas do ciclo orçamentário estadual e estabelece os parâmetros que deverão orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual de 2027. O projeto original também prevê mecanismos de monitoramento físico e financeiro das ações governamentais e avaliação dos programas do Plano Plurianual 2024-2027.
Texto: Andressa Oliveira/ Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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