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Comissão aprova mudanças na LDO 2027 e inclui novas diretrizes para áreas sociais e servidores

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A Comissão de Orçamento e Finanças (COF) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou, na terça-feira (15), o Projeto de Lei nº 84/2026, que estabelece as diretrizes para a elaboração do orçamento estadual de 2027. Durante a análise, seis emendas apresentadas pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foram incorporadas ao texto pelo relator, deputado Afonso Fernandes (União Progressista). Com a decisão do colegiado, a proposta ficou apta à apreciação em Plenário.

Encaminhado pelo Poder Executivo, o projeto funciona como referência para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e reúne regras sobre prioridades e metas da administração, organização dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimentos, além de critérios para execução e acompanhamento dos recursos públicos. A proposta também prevê que as prioridades definidas para 2027 tenham precedência na distribuição dos recursos, respeitadas as obrigações constitucionais.

As alterações aprovadas pela COF acrescentam ao planejamento do próximo exercício demandas debatidas no Legislativo relacionadas ao funcionalismo e à prestação de serviços públicos. Entre elas, está a previsão de recomposição de 10% da tabela da Educação, condicionada à disponibilidade orçamentária e financeira e aos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outra emenda estabelece que o Executivo encaminhe à Aleac, até o fim do primeiro trimestre de 2027, proposta referente à Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais do Poder Executivo. A matéria também incorporou dispositivo relacionado ao Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) dos trabalhadores da Saúde.

A inclusão dessas previsões ocorre em um projeto que já estabelece a observância dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com pessoal e encargos sociais dos Poderes e instituições estaduais. A proposta original também adota mecanismos de controle da execução orçamentária e financeira diante de eventuais alterações na arrecadação e no cenário econômico.

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Parte das mudanças aprovadas concentra-se na rede estadual de ensino. Duas emendas determinam que o orçamento de 2027 considere recursos para atender às necessidades do Policiamento Escolar e para ampliar serviços de atendimento psicológico e assistência social nas escolas. As iniciativas estão relacionadas à prevenção e ao enfrentamento do bullying e do cyberbullying.

A área educacional já integra as prioridades previstas na proposta encaminhada pelo Executivo. O PLDO mantém entre seus objetivos a continuidade de investimentos em educação, saúde, segurança pública, assistência social, infraestrutura, saneamento, habitação e outras áreas consideradas estratégicas para o Estado.

Também passou a integrar o texto uma previsão orçamentária destinada à implantação do Programa Estadual de Incentivo ao Estágio Remunerado. A medida é voltada a estudantes universitários em situação de vulnerabilidade social matriculados em instituições públicas de ensino e deverá alcançar órgãos e instituições da administração direta e indireta do Poder Executivo.

Além das alterações feitas durante a tramitação, a LDO estabelece parâmetros que terão impacto direto na elaboração do orçamento do próximo ano. Entre eles estão regras para emendas parlamentares, reserva de contingência e acompanhamento das metas fiscais. O projeto determina, por exemplo, que as emendas individuais correspondam a 6,8% da receita tributária efetivamente realizada no exercício anterior, após as deduções previstas no texto, e que pelo menos metade desses recursos seja destinada a áreas como educação, saúde, assistência social, infraestrutura, esporte, cultura e segurança pública.

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O Anexo de Metas Fiscais que acompanha a proposta apresenta projeções para receitas, despesas, resultados primário e nominal e dívida pública referentes a 2027, além de estimativas para 2028 e 2029. O documento integra as exigências previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal e serve de referência para a elaboração e execução do orçamento estadual.

Apesar da aprovação na Comissão de Orçamento e Finanças, a votação da LDO em Plenário não foi concluída na terça-feira (15). Após a reunião, Edvaldo Magalhães afirmou que havia quórum para deliberar sobre a matéria, mas atribuiu a interrupção do processo à saída de parlamentares da sessão.

“Estranhamente, na hora de votar, com a presença do quórum qualificado que garantiria a votação, o próprio governo começou a esvaziar a sessão. Não teve votação e agora não se sabe quando se votará a LDO. O governo chama e desiste de votar na última hora”, declarou.

A LDO é uma das etapas do ciclo orçamentário estadual e estabelece os parâmetros que deverão orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual de 2027. O projeto original também prevê mecanismos de monitoramento físico e financeiro das ações governamentais e avaliação dos programas do Plano Plurianual 2024-2027.

Texto: Andressa Oliveira/ Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Edvaldo Magalhães anuncia acordo para votação da LDO e defende inclusão de demandas dos servidores

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O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) apresentou, durante a sessão desta terça-feira (15), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), os pontos discutidos para a construção de um acordo destinado à votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Entre as questões tratadas estão demandas dos servidores públicos, previsão de políticas de proteção e segurança no ambiente escolar e criação de uma rubrica que permita a implantação de bolsa permanência para estudantes do ensino superior.

Ao relatar reunião realizada antes da sessão com integrantes da Comissão de Orçamento e Finanças e representantes da liderança do governo, Edvaldo informou ter concordado com uma tramitação mais célere da matéria, desde que fossem incorporadas emendas resultantes de discussões realizadas com entidades sindicais. “Concordei, desde que fossem incorporadas as emendas que foram fruto do debate desde o ano passado, juntamente com vários sindicatos, naquilo que toca às questões gerais dos servidores”, explicou.

Entre os pontos mencionados pelo parlamentar estão a Revisão Geral Anual (RGA), demandas relacionadas à tabela da educação, ao plano dos servidores da saúde e às reivindicações específicas de diferentes categorias. Edvaldo ponderou que eventuais alterações deverão observar os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e a disponibilidade financeira do Estado. “Na medida em que se abrir o espaço fiscal, o governo terá que enviar a esta Casa as alterações de diversos planos, porque as várias categorias, cada uma na sua área, têm uma reivindicação específica”, disse.

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O deputado também abordou os efeitos financeiros relacionados à contagem do tempo de serviço dos funcionários públicos. Segundo ele, embora mudanças tenham sido feitas para permitir essa contabilização, ainda são necessárias previsões orçamentárias para que os reflexos sejam incorporados à remuneração. Edvaldo acrescentou que algumas reivindicações não dependem da criação de programas na LDO e poderão ser discutidas posteriormente, durante a apreciação da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Nesse contexto, o parlamentar cobrou maior clareza na previsão dos recursos destinados às demandas do funcionalismo. Ele contestou informações apresentadas anteriormente sobre uma suposta reserva de aproximadamente R$ 30 milhões para determinadas medidas e defendeu que os valores sejam efetivamente previstos no orçamento. “Isso vai precisar estar carimbado dentro do orçamento. Vamos ver se isso será feito quando da votação da Lei Orçamentária”, declarou.

Outro ponto incorporado ao debate da LDO, conforme Edvaldo, diz respeito à criação de um programa voltado à proteção de crianças e adolescentes no ambiente escolar. Ao mencionar os acontecimentos registrados na escola Instituto São José, em Rio Branco, o deputado defendeu o reforço da assistência psicossocial e das medidas de segurança nas unidades de ensino. “Não dá para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias sem sinalizar um programa de proteção aos nossos adolescentes, que exige reforço na contratação de psicólogos e assistentes sociais. São dois eixos: assistência e segurança”, pontuou.

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A criação de uma rubrica para um programa de bolsa permanência destinado a estudantes do ensino superior também integra as emendas discutidas. Edvaldo explicou que já existe previsão semelhante para alunos do ensino médio, mas a ausência de um programa específico para o nível superior impediria a destinação ou realocação de recursos durante a elaboração do orçamento. “Para o ensino superior não havia a rubrica. É preciso abrir essa possibilidade na LDO para que, quando chegar a discussão do orçamento, seja possível destinar recursos para o programa”, esclareceu.

Ao concluir, o parlamentar informou que as propostas foram acolhidas pelo relator e manifestou expectativa de que o acordo construído seja mantido para permitir a votação da LDO ainda nesta terça-feira. Segundo ele, a divisão entre as matérias que devem constar nas diretrizes orçamentárias e aquelas que serão discutidas na elaboração da LOA permitirá avançar na apreciação do texto sem retirar do debate reivindicações apresentadas pelos servidores e outras políticas públicas.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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