RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Primavera traz chuvas e impulsiona início do plantio da safra de verão

Publicados

AGRONEGÓCIO

Depois de um inverno marcado pela seca em grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, a primavera começou nesta segunda-feira, 22, trazendo de volta as chuvas que vão ditar o ritmo da safra de verão 2025/26.

O avanço das precipitações é aguardado com expectativa no campo, sobretudo pelos produtores de soja, que já iniciaram a semeadura em diversos estados. Levantamentos do  setor mostram que até a última semana 0,9% da área projetada estava plantada, índice semelhante ao registrado no mesmo período da safra passada.

A nova estação deve apresentar um aumento gradual da umidade e das pancadas de chuva, especialmente a partir da segunda quinzena de outubro, quando as instabilidades tendem a ganhar força entre Minas Gerais, Goiás, Tocantins e interior do Nordeste.

Para novembro, a previsão é de precipitações acima da média nessas áreas, enquanto em dezembro o foco se desloca para São Paulo e Mato Grosso do Sul, auge do período chuvoso. Para o plantio, a notícia é positiva: espera-se que a regularização das chuvas dê fôlego aos trabalhos de campo, com destaque para estados como Paraná, Rondônia, Mato Grosso e São Paulo, que já começaram a acelerar a semeadura após o fim do vazio sanitário da soja.

Leia Também:  Pescadores têm até 31 de dezembro para manter acesso ao seguro-defeso

No Paraná, a volta das precipitações impulsiona o ritmo dos trabalhos, enquanto Mato Grosso do Sul deve ganhar protagonismo nos próximos dias, após o encerramento do vazio sanitário local. A expectativa é de colheita recorde: a Aprosoja-MS projeta 15,2 milhões de toneladas, acima do volume obtido no ciclo 2022/23, com crescimento de área e produtividade. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, 0,55% da área estimada já foi semeada, ritmo superior ao do ano anterior. Mesmo assim, muitos produtores aguardam a consolidação das chuvas para intensificar o plantio.

Apesar do alívio climático, os custos de produção continuam pesando sobre a safra. Estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indica que os desembolsos com fertilizantes e defensivos subiram mais de 9% em relação à temporada anterior, elevando o custo total da soja para R$ 7.657,89 por hectare. Com a alta das despesas e a valorização da taxa de juros, a receita projetada não cobre integralmente o investimento, deixando margem negativa para o produtor. A comercialização antecipada também segue em ritmo lento, com 27,4% do volume previsto já negociado, percentual abaixo da média histórica.

Leia Também:  Preços do café robusta mantêm US$ 4 mil/t com oferta limitada de Brasil e Vietnã

A tendência para os próximos meses é de intensificação do plantio, acompanhada de maior volatilidade nos preços e de desafios logísticos para escoamento. Especialistas alertam que, embora o cenário climático seja favorável em grande parte do país, o Sul ainda pode enfrentar estiagens no fim da primavera, aumentando o risco de perdas para a soja no Paraná e o milho no Rio Grande do Sul. No balanço, a primavera chega como aliada ao campo, mas mantém no radar a necessidade de gestão de custos e de atenção redobrada ao clima.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Publicados

em

Por

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Erro em contratos de arrendamento pode gerar multa de 50% do IR, alerta Receita Federal

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Chuvas favorecem milho e pode adiantar a safra de verão 2025/26

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA