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Chegou a safra da jabuticaba: saiba como cultivar e colher usando um cano de PVC

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Setembro marca o início da safra da jabuticaba, fruta popular nos quintais do Brasil. Ter uma jabuticabeira em casa é sinônimo de momentos de lazer com família e amigos. Existem diferentes tipos de mudas disponíveis em floriculturas ou pela internet:

  • Sabará: variedade mais comercializada no país, com frutos muito doces, mas a primeira colheita pode levar até 20 anos. É considerada patrimônio de pomares em cidades brasileiras.
  • Enxertada: resultado da fusão entre muda nova e planta adulta, produz frutos mais rápido e reduz o tempo de frutificação pela metade.
  • Híbrida: desenvolvida pelo cruzamento de espécies diferentes, cresce menos e produz frutos com mais frequência e menor tempo de cultivo.

Segundo Emerson Chaves Ferreira Gomes, professor de Agronomia da Una Lafaiete, “quem não tem lembrança de infância subindo em um pé de jabuticaba? Cidades como Virginópolis e Sabará (MG) celebram a fruta em festivais locais, assim como em Casa Branca (SP), Juscimeira (MT) e Taquaraçu, em Palmas (TO)”.

Cuidados com água, sol e fertilidade do solo

A jabuticaba é composta principalmente por água, tornando a irrigação essencial. O professor Emerson destaca que a combinação de chuva e sol favorece frutos maiores e mais suculentos. Além disso, é importante:

  • Manter o solo fértil ao redor da árvore, com adubos orgânicos como esterco bovino ou de galinha;
  • Evitar retirar a camada vegetal que cobre a base da árvore, pois ajuda a reter umidade;
  • Garantir irrigação diária caso não haja chuvas suficientes.
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Colheita prática: use um cano de PVC

Para árvores altas, uma forma prática de colher os frutos sem subir no pé é usar um cano de PVC. A técnica consiste em:

  • Escolher um cano com altura semelhante à árvore (ex.: 2 metros de cano para uma jabuticabeira de 2 metros);
  • Cutucar os frutos maduros com o cano;
  • Permitir que a jabuticaba role pelo interior do tubo até a mão do coletor ou um recipiente.

O cano pode ser adquirido facilmente em casas de construção, sendo um método simples e acessível para aproveitar a safra da fruta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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