AGRONEGÓCIO
Biotrop neutraliza 100% das emissões de carbono em 2024 e recebe certificado internacional
AGRONEGÓCIO
A Biotrop, referência em soluções biológicas para a agricultura, alcançou a neutralização completa de suas 3.336 toneladas de carbono emitidas em 2024, recebendo certificação internacional da Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa reforça o compromisso da empresa com práticas de sustentabilidade e redução do efeito estufa.
Estratégias de neutralização e uso de energia renovável
O projeto de neutralização da Biotrop contou com medidas integradas em toda a cadeia produtiva, incluindo:
- Uso de biocombustíveis em sua frota de veículos;
- Implantação de energia solar em duas unidades industriais;
- Aquisição de energia renovável no mercado livre, com certificados I-REC (International Renewable Energy Certificate);
- Compra de créditos de carbono de projeto de energia eólica em Rio Grande (RS), garantindo impacto positivo no Brasil.
“É um marco que reforça o posicionamento da Biotrop como empresa que alia inovação tecnológica no agronegócio com responsabilidade socioambiental”, afirmou Aramis Camargo, Gerente de Sustentabilidade da Biotrop.
Reconhecimento internacional e posição no mercado
A Biotrop está entre as 5% empresas mais sustentáveis do mundo, segundo ranking EcoVadis, e integra o seleto grupo de companhias certificadas com Selo Ouro pelo GHG Protocol. O inventário completo de emissões considerou os escopos 1, 2 e 3 do GHG Protocol, abrangendo emissões diretas, indiretas e da cadeia de valor.
Essas iniciativas consolidam a agenda ESG da empresa, fortalecendo a credibilidade junto a clientes, investidores e órgãos reguladores, além de reforçar a liderança da Biotrop em inovação e sustentabilidade no setor de bioinsumos.
Impacto ambiental e compromisso com o Brasil
A neutralização de 3.336 toneladas de CO₂ demonstra que o setor agropecuário pode ser produtivo e sustentável simultaneamente. A escolha de projetos nacionais de energia renovável também reforça o impacto positivo local, beneficiando comunidades e estimulando a economia verde no país.
Segundo Aramis Camargo, “essas ações comprovam o comprometimento da Biotrop com metas globais de descarbonização e com a transformação do agronegócio em um modelo cada vez mais sustentável”.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Modernização das plantas de fertilizantes é essencial para reduzir custos e fortalecer a indústria no Brasil
Brasil depende de importações e movimenta 45 milhões de toneladas de fertilizantes
O mercado brasileiro de fertilizantes registrou a entrega de aproximadamente 45 milhões de toneladas em 2025, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Apesar do volume expressivo, o setor segue altamente dependente do mercado externo: cerca de 85% dos nutrientes utilizados no país são importados, de acordo com dados do Comex Stat. Essa operação movimenta aproximadamente US$ 15 bilhões por ano.
Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência externa até 2050
Diante desse cenário, a modernização das plantas industriais é uma das diretrizes centrais do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), coordenado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Insumos Nutricionais (Confert).
O objetivo do programa é reduzir a dependência externa do Brasil para cerca de 45% até 2050, fortalecendo a produção nacional e a competitividade do setor.
Eficiência no processamento é chave para manter margens do setor
Com os preços dos fertilizantes atrelados ao dólar, a eficiência operacional nas unidades de mistura e processamento se torna um dos principais fatores de controle de custos da indústria.
Segundo Franklin Oliveira, diretor LATAM do setor de Indústria e Portos da AGI Brasil, a modernização é fundamental para garantir viabilidade econômica e segurança operacional.
“O fertilizante é um ativo dolarizado e um dos itens de maior peso na planilha do produtor. O rigor na dosagem assegura que o insumo entregue corresponda exatamente ao formulado, evitando desperdícios de matéria-prima cara”, afirma.
Falhas na mistura podem gerar riscos regulatórios e perdas financeiras
Além do impacto econômico, o especialista alerta que falhas no processo de mistura podem comprometer a conformidade do produto.
Sem sistemas de controle precisos, o fertilizante final pode apresentar variações na composição química, resultando em lotes fora das especificações exigidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Segregação de materiais é um dos principais desafios técnicos da indústria
Um dos principais gargalos do setor está na dificuldade de homogeneizar matérias-primas com diferentes densidades e tamanhos de partículas.
Segundo Franklin Oliveira, quando esses componentes são movimentados juntos, ocorre a segregação física, em que partículas menores tendem a se concentrar em determinadas áreas do fluxo, enquanto as maiores se deslocam para outras regiões, comprometendo a uniformidade do produto.
Automação reduz perdas e melhora precisão na produção
Para reduzir essas perdas, a adoção de sistemas automatizados é apontada como fundamental.
De acordo com benchmarks industriais, processos com baixa automação ou dependência de ajustes manuais podem gerar perdas de nutrientes entre 1% e 3% do volume total processado.
Sistemas de fluxo contínuo com monitoramento digital permitem ajustes em tempo real, compensando variações como umidade e densidade dos lotes, aumentando a precisão da mistura.
Automação e precisão definem futuro da indústria de fertilizantes
Com o avanço da tecnologia, o setor tende a ampliar o uso de soluções automatizadas para garantir maior padronização e eficiência produtiva.
Para Franklin Oliveira, a capacidade de manter homogeneidade em escala industrial será determinante para a competitividade global da indústria brasileira.
“A capacidade de manter a homogeneidade em escala industrial é o que permitirá ao Brasil produzir fertilizantes especiais e de liberação controlada com o mesmo rigor das principais potências globais. Não se trata apenas de movimentar carga, mas de assegurar que a engenharia de precisão atue como o núcleo da inteligência financeira da planta”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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