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Com Espaço Indústria e Tecnologia na 1ª Expo Fronteira, governo reforça integração trinacional com países vizinhos

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O governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), marcou presença na 1ª Expo Fronteira, realizada pela prefeitura de Assis Brasil com apoio do governo até o domingo, 5. Durante o evento, a pasta promoveu o Espaço Indústria e Tecnologia, que se firmou como ponto de encontro entre inovação, empreendedorismo, esportes eletrônicos e cultura. A iniciativa integra o conjunto de ações da Seict em diversos municípios com foco em capacitação e apoio técnico para fortalecer o ambiente de negócios e impulsionar o desenvolvimento local.

Espaço da Seict promoveu indústrias locais, tecnologia e cultura. Foto: cedida

O diferencial na cidade foi a realização do Campeonato Trinacional de Free Fire na Arena Gamer, que reuniu jogadores do Brasil, Bolívia e Peru em uma disputa histórica e emocionante na tríplice fronteira. A competição mobilizou diversos jovens e atraiu um grande público, representando um marco na promoção da economia criativa e no uso da tecnologia como ferramenta de integração entre os países vizinhos. A ação reforçou o compromisso do Estado em abrir novos espaços e oportunidades para a juventude acreana a partir do estímulo em novas áreas que gerem renda.

Para o titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, o Espaço Indústria e Tecnologia é uma ferramenta que ajuda a dinamizar as economias locais e simboliza a integração entre governo, setor produtivo e sociedade. Segundo ele, o projeto, valoriza as indústrias acreanas e estimula parcerias com empreendedores municipais, o que resulta na geração de novos investimentos e oportunidades. “A determinação do governador Gladson Camelí é clara: levar inovação e oportunidades às nossas cidades, aproximando o governo da população e gerando resultados concretos para a economia”.

Apresentações culturais de grupos da Bolívia e do Peru animaram o Espaço Indústria e Tecnologia. Foto: cedida

Além das atividades tecnológicas, o local estruturado pelo governo contou com apresentações culturais de grupos bolivianos e peruanos. A presença dos representantes enriqueceu o evento com música, dança e expressões artísticas típicas das duas localidades. Além da troca cultural simbolizou, os representantes dos vizinhos andinos também realizaram a comercialização de produtos típicos, marcando a integração internacional. Com isso, a cidade se fortalece como um forte ponto estratégico para o intercâmbio econômico, turístico e social da região do Alto Acre.

Imersão tecnológica agitou o público nas três noites de feira. Foto: cedida

Dara Rojas, que vive na cidade peruana de Iñapari, foi uma das pessoas que passaram pela Expo Fronteira ao longo dos três dias de evento. Para ela, o ambiente formatado pela Seict se destacou pela inovação e valorização das culturas dos três países. “Além de ser muito bonito e interativo, está tudo muito bem organizado. Gostei muito de ver os produtos brasileiros do setor moveleiro, com móveis lindos de todos os tipos, e da indústria. Me surpreendi demais com os itens expostos, desde calçados até os alimentos. O Acre produz muita coisa boa e de qualidade”.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre participa de mesa de diálogo sobre implementação da Lei do Letramento Racial

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Reforçando o compromisso do governo do Acre com a promoção de políticas de igualdade racial, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) participou, nesta sexta-feira, 19, da Mesa de Diálogo para Implementação da Lei Estadual nº 4.328/2024, que institui o letramento racial e de gênero nos órgãos públicos estaduais e a assinatura de termo de compromisso.

Encontro foi marcado pela presença de instituições, entidades e organizações da sociedade civil. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O encontro foi realizado no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE) e reuniu representantes de instituições públicas das áreas de saúde, educação, segurança pública, assistência social, além de entidades, associações, conselhos e movimentos sociais.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, destacou o compromisso da pasta com a promoção da igualdade racial e o apoio do governo à implementação da legislação.

João Paulo Silva assinou termo de compromisso, garantindo a execução da lei de letramento. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

“Em nome do governo do Estado do Acre e da governadora Mailza Assis, asseguro que as políticas afirmativas, o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento das ações voltadas à igualdade racial terão sempre o apoio da SEASDH. Estamos à disposição para somar forças com esta equipe técnica maravilhosa, que já realiza um trabalho tão importante”, afirmou.

A Lei nº 4.328/2024 estabelece a realização obrigatória de, no mínimo, 20 horas de letramento presencial sobre raça, gênero, etnia e diversidade para gestores públicos e ocupantes de cargos comissionados, com o objetivo de qualificar servidores e fortalecer a promoção da equidade na administração pública estadual.

Almerinda Cunha falou sobre a importância da lei e o preconceito que pessoas negras convivem no dia a dia. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Representando a Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha enfatizou que o enfrentamento ao racismo passa pela educação e pelo diálogo.

“Se pararmos para pensar, todos nós fomos educados dentro de uma sociedade racista. Fomos educados para reproduzir preconceitos, discriminar o diferente e julgar o outro. Essa foi a formação social que recebemos ao longo da vida. Para desconstruir isso, são necessários momentos como este: espaços de reflexão, de escuta e de diálogo. Precisamos ouvir a dor do outro, compreender suas razões e entender que todos nós somos seres humanos, portadores dos mesmos direitos constitucionais”, relatou.

Conselheira do TCE, Naluh Gouveia, destacou a importância da lei. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

A conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Naluh Gouveia, ressaltou que a implementação da lei representa um momento histórico para o Acre.

“Hoje é um dia de felicidade. É motivo de alegria ver que o Estado do Acre quer se capacitar, quer enxergar as pessoas, mas, acima de tudo, quer acolhê-las. A palavra ‘letramento’ é extremamente importante. O que nós precisamos é de um verdadeiro letramento”, afirmou.

As ações previstas na legislação são direcionadas aos servidores do TCE e do Ministério Público de Contas (MPC), gestores e servidores estaduais, órgãos de controle e fiscalização, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais e à sociedade em geral.

Presidente do conselho de Promoção da Igualdade Racial. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Já a presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir), Gorete Pinto, explicou que a legislação é resultado da mobilização do movimento negro acreano.

“Ela foi construída por muitas mãos e nasceu da necessidade do movimento negro de fazer com que as autoridades e toda a sociedade acreana compreendam que o racismo é estrutural, que ele permeia toda a nossa sociedade e, consequentemente, também está presente na realidade do Acre”, concluiu.

Também firmaram compromisso com a implementação da lei representantes das secretarias de Estado da Educação (SEE), da Saúde (Sesacre), de Governo (Segov), da Mulher (Semulher), da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar do Acre.

Membros de órgãos públicos formaram compromisso para execução de políticas públicas. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O secretário de Governo, Luiz Calixto, pontuou que a execução da lei é plenamente viável em todas as secretarias e órgãos estaduais.

“Tenho convicção de que esta lei vai se consolidar, porque todos nós, gestores públicos, seremos cobrados pela oferta desses cursos e pela sua efetiva implementação”, destacou.

A iniciativa contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 5 – Igualdade de Gênero, o ODS 10 – Redução das Desigualdades e o ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial.

Compromisso

As autoridades signatárias comprometeram-se a implementar integralmente a legislação em seus respectivos órgãos; garantir recursos e infraestrutura para a realização do letramento presencial de 20 horas; cumprir as metas e os prazos definidos para regulamentação e fiscalização da lei; inserir o letramento sobre igualdade racial, de gênero e diversidade como eixo estratégico do desenvolvimento institucional; promover ambientes de trabalho inclusivos e livres de violência; instituir o Comitê de Acompanhamento da Implementação da Lei; e manter diálogo permanente com os movimentos sociais, fortalecendo o controle social e o monitoramento das ações desenvolvidas.

Fonte: Governo AC

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