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Debate aponta necessidade de investimentos em terapias contra o câncer

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O financiamento da pesquisa sobre o câncer e o investimento no desenvolvimento de vacinas, medicamentos e terapias contra essa doença foram o tema da audiência pública que aconteceu no Senado nesta terça-feira (7).

O debate foi promovido pela Subcomissão Temporária de Prevenção e Tratamento do Câncer, que é presidida pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL). Essa subcomissão está vinculada à Comissão de Assuntos Sociais do Senado – CAS. Participaram do encontro pesquisadores e representantes do governo.

Após ressaltar que o Brasil aparece como um país de pouco destaque no cenário global de pesquisas, a senadora anunciou uma missão oficial à Rússia e ao Reino Unido para acompanhar o desenvolvimento de uma vacina de RNA mensageiro contra o câncer. Ela disse que as pesquisas do Instituto Gamaleya, em Moscou, já estão em estágio avançado e apresentam resultados preliminares satisfatórios.

— Nós temos de nos debruçar mais sobre a questão da pesquisa clínica, que faz toda a diferença. (…) Vamos nos unir cada vez mais para que possamos avançar nas pesquisas e, obviamente, chegar mais perto das vacinas e das medicações de ponta para terapias contra o câncer — declarou.

2ª maior causa de mortes

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil registra cerca de 720 mil novos casos de câncer por ano. João Paulo de Biaso Viola, diretor-geral substituto dessa entidade, destacou que o câncer já é a segunda maior causa de morte no país, atrás apenas das doenças cardiovasculares. 

— Com o aumento dessa incidência e o envelhecimento da população, podemos estimar que nos próximos 15 ou 20 anos o câncer deverá ser a primeira causa mortis da população brasileira, ultrapassando as causas cardiovasculares — projetou ele.

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Viola também enfatizou a importância de políticas de prevenção primária, já que, segundo ele, fatores como tabagismo e má alimentação respondem por cerca de 60% dos riscos de câncer.

Conhecimento aplicado

Representantes do governo federal apontaram as dificuldades do país para transformar conhecimento científico em produtos acessíveis à população. Thiago de Mello Moraes, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, afirmou que o Brasil tem uma boa taxa de publicação de pesquisas, mas uma baixa taxa de inovação.

— Esse processo [de transformação do conhecimento científico em vacinas, medicamentos e terapias] é uma necessidade urgente — disse ele.

O governo acredita que políticas públicas como a Nova Indústria Brasil podem contribuir para superar tal desafio. Segundo Diego Eugênio Pizetta, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, um dos resultados dessa política industrial será a ampliação da produção nacional de insumos de saúde. Ele é coordenador-geral das Indústrias de Saúde nesse ministério.

— Não só a pandemia nos ensinou, como também o cenário geopolítico mostra, cada vez mais, o quanto é necessário que o país seja cada vez menos dependente, para questões críticas, de provisões do exterior — argumentou Pizetta.

Ele citou a recém-aprovada Lei do Marco da Pesquisa Clínica (Lei 14.874/2024) como uma ferramenta essencial para atrair mais estudos para o país e acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos.

Pizetta mencionou também um projeto de lei que está em tramitação no Senado, o PL 2.583/2020, que cria a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Um dos objetivos dessa proposta é a criação de um polo de produção nacional de medicamentos e outras tecnologias relacionadas à saúde. Esse projeto está em análise na Comissão de Constituição e Justiça do Senado – CCJ, onde o senador Rogério Carvalho (PT-SE) é o responsável pelo parecer sobre a matéria.

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Setor privado e pesquisa

Diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Polycarpo Ribeiro informou que a empresa investiu mais de R$ 74 milhões em pesquisas clínicas no país no último ano. Ela defendeu a aprovação de projetos que reduzam entraves burocráticos para agilizar o acesso a novas terapias, como o PL 6.172/2023, que recebeu parecer favorável de Dra. Eudócia, em setembro, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Atualmente essa matéria está em análise a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado – CCT.

— O tempo, nesse contexto, é o nosso maior inimigo. Quando o acesso [aos medicamentos] demora, o tratamento atrasa e a vida se encurta. Cada dia conta, cada decisão conta, cada etapa que conseguimos acelerar representa uma chance a mais de cura, de controle da doença e de qualidade de vida — ressaltou.

José Humberto Fregnani, da A.C. Camargo Cancer Center, declarou que é necessário investir também em pesquisas sobre a epidemiologia e a “toxicidade financeira” do câncer, que afeta tanto o sistema de saúde quanto os pacientes e suas famílias.

Lúrya Rocha, sob supervisão de Augusto Castro

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Importância do direito tributário é destacada em sessão especial

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A importância do direito tributário para a sociedade foi o tema central de uma sessão especial no Plenário do Senado nesta quinta-feira (17). Requerida pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e presidida pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), a solenidade marcou o encerramento da 33ª edição das Jornadas Latino-Americanas de Direito Tributário, com representantes de 21 países.

As Jornadas são promovidas pelo Instituto Latino-Americano de Direito Tributário (ILADT), fundado em 1958 em Montevidéu, no Uruguai. No Brasil, a Associação Brasileira de Direito Financeiro (ABDF) é a representante oficial do instituto.

Izalci Lucas (PL-DF) lembrou que é contador e que a profissão lhe trouxe ensinamentos úteis para seu trabalho parlamentar.

— Atrás de cada número, tem uma vida. O direito tributário não é ciência de números, mas é ciência de vidas — registrou o senador.

Reforma tributária

O presidente do ILADT, Heleno Taveira Torres, elogiou o papel do Congresso Nacional na reforma tributária. Segundo Torres, o país vem dando uma demonstração de maturidade nos últimos anos, ao debater e aperfeiçoar o sistema tributário. Ele acrescentou que um dos papéis das jornadas é debater as alterações tributárias, com foco na segurança jurídica e na previsibilidade.

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— Há um direito tributário unido na América Latina. Trabalhamos juntos para construir conceitos da tributação. Continuaremos trabalhando com respeito, inovação e inclusão — registrou.

Para a presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Mara de Oliveira Pacobahyba, as jornadas tributárias são importantes também para a educação. Ela, que é auditora fiscal, disse que os professores da área são “verdadeiros mestres” da matéria. Pacobahyba também lembrou que a arrecadação dos tributos colabora com o financiamento da educação.

— Não há sociedade democrática que se ergue fora dos tributos. Meu desejo é que a reforma tributária venha para construir um país melhor — declarou a presidente do FNDE.

Proteção

A presidente da Associação Tributária da República Dominicana, Eunice Arias Torres, agradeceu ao Senado pela homenagem. Ela, que será a próxima presidente do ILADT, afirmou que o direito tributário não é estático, por ser feito por seres humanos, e que por isso ele deve ter a preocupação de fazer justiça.

Também participaram da sessão especial o secretário-geral do ILADT, Juan Albacete, e o conselheiro do ILADT Jonathan Barros Vita, além de contadores, advogados e participantes das Jornadas.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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