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Mercado de milho segue travado no Sul, enquanto preços têm leve alta na B3 e recuam em Chicago

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O mercado de milho continua sem grandes movimentações nos estados do Sul, com negócios limitados e forte resistência por parte dos produtores em aceitar preços mais baixos. De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, o cenário segue travado no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, refletindo a baixa liquidez e a distância entre pedidas e ofertas.

No Rio Grande do Sul, as indicações de compra permanecem praticamente inalteradas: R$ 67,00 por saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Já os vendedores pedem entre R$ 70,00 e R$ 72,00 por saca para embarques em setembro, enquanto o preço futuro no porto para fevereiro de 2026 gira em torno de R$ 69,00 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado também segue praticamente paralisado. A diferença entre pedidas e ofertas permanece ampla: produtores pedem até R$ 80,00 por saca, enquanto compradores oferecem no máximo R$ 70,00. No Planalto Norte, pedidos chegam a R$ 75,00 e ofertas ficam em torno de R$ 71,00, o que mantém os agricultores cautelosos e adia novas negociações.

Paraná registra produção recorde, mas negócios seguem lentos

No Paraná, o mercado físico continua parado, mesmo com uma oferta robusta após o recorde de produção da safra 2024/25, que atingiu 20,19 milhões de toneladas, alta de 34,7% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média chegou a 6.185 kg/ha na segunda safra. Apesar do volume elevado, poucos lotes estão sendo liberados, já que os produtores pedem até R$ 75,00 por saca, enquanto as indústrias ofertam no máximo R$ 70,00 CIF.

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Oferta forte pressiona preços e fretes no Mato Grosso do Sul

No Mato Grosso do Sul, o excesso de oferta também tem impactado o mercado, pressionando fretes e concentrando a atenção da indústria na industrialização do milho. As cotações variam entre R$ 48,00 e R$ 53,00 por saca, com Dourados registrando os maiores valores. Mesmo com pequenos ajustes, o mercado segue estável, com produtores resistentes a vender a preços menores e compradores cautelosos, o que mantém o ritmo de negociações travado e o foco nos contratos já firmados.

Milho tem leve alta na B3 e recuo nas cotações de Chicago

Na terça-feira (8), o mercado futuro do milho apresentou comportamento misto na B3 (Bolsa Brasileira de Mercadorias). O contrato de novembro/25 subiu R$ 0,04, encerrando a R$ 66,40 por saca e acumulando alta semanal de R$ 1,12. O contrato de janeiro/26 avançou R$ 0,04, sendo cotado a R$ 68,55, enquanto o de março/26 recuou R$ 0,10, fechando a R$ 71,17 por saca.

Segundo a TF Agroeconômica, a queda do dólar e o recuo em Chicago exerceram pressão sobre os contratos mais longos, embora o mercado físico tenha sustentado as cotações de curto prazo. A resistência dos produtores em negociar e a busca das indústrias por condições mais competitivas mantêm o mercado em compasso de espera.

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A consultoria observa que os preços seguem lateralizados, com pouca atratividade para exportação. A oscilação diária reflete um equilíbrio instável entre oferta e demanda, em que os vendedores aguardam melhor remuneração e os compradores priorizam oportunidades de custo.

Chicago fecha em baixa com realização de lucros e colheita nos EUA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho encerrou o pregão em queda. O contrato de dezembro recuou 0,47%, cotado a US$ 4,1975 por bushel, enquanto o de março caiu 0,46%, a US$ 4,3625.

A retração foi impulsionada por realização de lucros após os ganhos da sessão anterior e pela ausência de novos dados do USDA, que suspendeu temporariamente as divulgações semanais de exportações.

Além disso, a colheita norte-americana, estimada em torno de 30%, e a falta de novas compras da China deixaram os traders mais cautelosos, aumentando as preocupações com o armazenamento e os estoques nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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