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Com prêmios do Nota Premiada Acreana, entidade social investe em melhorias no atendimento a crianças em vulnerabilidade social

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Em quase um ano desde o seu lançamento, o programa do governo do Estado  Nota Premiada Acreana vem mudando a vida de cidadãos dos 22 municípios do Acre. Com o simples ato de pedir o CPF na nota no momento da compra, o programa, coordenado e conduzido pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), se estendeu pelas cinco regionais do estado, se consolidando como o maior programa de educação fiscal do Acre.

O cenário socioeconômico não tem sido o mesmo, sobretudo para as entidades sociais cadastradas e indicadas pelos ganhadores, que vêm arrematando valores mensais, além de prêmios extras de rateio entre as mais engajadas, promovendo melhorias significativas no desenvolvimento de suas ações sociais e na infraestrutura de seus espaços.

Educandário Santa Margarida, umas das instituições de abrigo para crianças em situação de vulnerabilidade social mais tradicionais de Rio Branco, foi um dos beneficiados pelo Nota Premiada Acreana. Foto: José Henrique Nascimento/Sefaz

É o caso de uma das casas de moradia, acolhimento e assistência social para crianças e pré-adolescentes, de 0 a 12 anos de idade, mais tradicionais de Rio Branco, o Educandário Santa Margarida. Fundado nos anos de 1940, a entidade social atua há 82 anos no serviço de acolhimento e cuidado de crianças.

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Como tudo começou

Pouca gente sabe, mas os trabalhos tiveram início com atendimento apenas a crianças e familiares de pessoas que haviam contraído hanseníase e acabavam sendo separadas de suas famílias. “Essas famílias infectadas iam para um outro lugar e as crianças, os filhos, ficavam aqui”, conta uma das voluntárias que atua como coordenadora-geral da instituição social, Edenilse Costa Dantas.

O passar dos anos trouxe consigo o êxodo intermunicipal do interior para a capital do estado, e uma explosão populacional em Rio Branco. “Eram muitas pessoas com crianças sem conseguir trabalhar, e o educandário passou a funcionar como creche”, explica Edenilse.

Voluntária e coordenadora-geral explica a história da entidade desde sua fundação até os dias atuais. Foto: José Henrique Nascimento/Sefaz

Nos anos 90, com o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por sua vez, a forma de acolhimento e a medida protetiva fizeram com que o educandário mudasse, novamente, o seu papel, passando a atuar como uma unidade de acolhimento e medida protetiva para crianças em situação de vulnerabilidade social.

Intenção é promover também melhorias no parque de diversão para as crianças. Foto: José Henrique Nascimento/Sefaz

“No decorrer desses anos, o educandário chegou a ter setenta crianças quando funcionava como creche. E, recentemente, como medida de abrigo, já chegou a ter cinquenta crianças ou mais. E as crianças residem aqui”, relata a coordenadora.

Dignidade e acolhimento para crianças

O educandário é uma entidade que funciona em regime residencial 24 horas por dia, acolhendo crianças em situação de vulnerabilidade social. Ali, são ofertados, diariamente, seis refeições, cuidados de higiene, de saúde e inclusão.

O trabalho é realizado com o apoio da sociedade civil organizada. O governo do Estado e o Município são mantenedores da folha de pagamento de pessoal, por exemplo. “Programas como esse, do Nota Premiada Acreana, nos possibilitam prestar um trabalho de qualidade e excelência, trazendo dignidade para a criança e acolhimento”, destaca.

A coordenadora ainda relata que, antes, as crianças vestiam e calçavam roupas e sapatos doados em bom estado de uso, mas hoje o programa tem permitido novas possibilidades. “Com esse programa, a gente já leva as crianças para a loja para comprar suas próprias vestimentas. Isso é incrível. É uma experiência única, tanto para a gente como para elas”, disse.

Um lar

A intenção é tornar o educandário um lugar que seja o mais próximo possível de um lar, como explica umas das voluntárias e coordenadora técnica, Patrícia Satrapa. “Todo o nosso trabalho tem o cuidado de ser voltado para que essa casa, essa instituição, tenha aquela aparência de lar, de casa mesmo, de família de verdade”, disse.

Voluntária e coordenadora técnica explica a importância de transformar o educandário o mais próximo possível de um lar. Foto: José Henrique Nascimento/Sefaz

Ela destacou que o programa Nota Premiada vem, de alguma forma, ajudando a entidade a ressignificar a história de sofrimento das crianças que chegam no educandário. “Os recursos são fundamentais. Essa casa tem uma missão muito importante: ela precisa ser um lar. A maioria das crianças estão aqui porque estão em situação de vulnerabilidade, porque foram violados os seus direitos, seja por negligência, por abandono ou por violências”, explica.

Grande parte das crianças estava em situação de vulnerabilidade ou teve direitos violados por negligência, abandono ou violências. Foto: José Henrique Nascimento/Sefaz

Ela ainda relata que muitas crianças chegam com a saúde física e emocional extremamente debilitadas. “São histórias muito difíceis, algumas muito tristes, e a gente precisa, sim, que essas crianças entendam que existe felicidade, que existe uma vida feliz, que existe alegria. Esse é um dos nossos maiores desafios: trazer de volta o sorriso no rostinho de cada uma delas. E, para isso, a gente precisa muito de recursos, pois temos muitas necessidades, pois essa também é uma casa que inclui pessoas com deficiência, além de todo o cuidado de lazer e cultura. Só temos a agradecer a esse programa maravilhoso”, disse.

Noção de pertencimento

A responsável pelo setor financeiro, Anaara Ladine, explicou como foi investido o dinheiro do prêmio. “Nós aplicamos os investimentos recebidos em lençóis para as nossas crianças, de seiscentos fios, rosa, azulzinho, para deixar o ambiente bem lúdico para elas. Compramos também travesseiros, porque é importante o conforto na hora de dormir, mantinhas para nossos bebês do berçário, toalhas de banho com capuz, porque temos crianças pequenas, de meses”, disse.

Alguns dos itens de cama e banho adquiridos com o prêmio do programa. Foto: José Henrique Nascimento/Sefaz

Ela ainda explica sobre a metodologia adotada para despertar noções de pertencimento na mente das crianças. “A questão de ela ter a camazinha dela arrumada, de ela poder dizer ‘essa é a minha cama, eu vou cuidar! Essa é a minha toalha, eu vou guardar’, é muito importante, pois elas já estão longe da família, e ter essa preocupação do pertencimento faz diferença para elas”, finaliza.

Entre as demais melhorias estão reparos na copa e aquisição de utensílios de cozinha, bem como conserto no balcão térmico self-service, no parquinho de diversão, na brinquedoteca, armários, pinturas nas instalações, cadeiras de escritório para a equipe administrativa que presta atendimento psicossocial às crianças.

Cadastro de entidades sociais

Cada compra com a devida emissão da nota fiscal com inclusão do CPF gerará pontos que serão convertidos em bilhetes para os sorteios. Além da premiação aos cidadãos, o programa possibilita que entidades sociais cadastradas no Nota Premiada Acreana sejam indicadas por estes, para também participarem de sorteios mensais, concorrendo a prêmios em dinheiro, conforme regulamento.

Ao efetuar suas compras em estabelecimentos comerciais sediados no Acre e solicitar a inclusão de seu CPF na nota fiscal, o cidadão estará habilitado tanto a concorrer a prêmios em dinheiro, como também a contribuir com entidades sociais sem fins lucrativos.

Imagem: Ascom/Sefaz

Ao todo, são 15 prêmios mensais distribuídos mensalmente nas regionais do Alto Acre, Baixo Acre, Juruá, Purus e Tarauacá-Envira; já as entidades sociais indicadas pelos ganhadores recebem prêmios equivalentes a 50% do valor recebido pelos cidadãos sorteados. Ou seja, se o sorteado receber o valor de R$ 20 mil, a entidade vai receber um prêmio de R$ 10 mil.

Imagem: Ascom/Sefaz

As instituições também concorrem a um prêmio extra denominado “rateio”, distribuído entre aquelas que acumularam pontos durante o mês do sorteio.

Para se cadastrar e participar, as entidades sociais devem acessar o site oficial do programa, notapremiadaacreana.ac.gov.br.

Imagem: Ascom/Sefaz

Já o cidadão, basta se inscrever no site e pedir o CPF na nota no momento da compra. A partir de então, estará habilitado a concorrer a prêmios mensais de R$ 5, 10 e 20 mil e um anual de R$ 70 mil.

“Toda a sociedade acompanha, participa e se beneficia direta ou indiretamente. Quando o cidadão passa a exigir a nota fiscal, é a certeza de que teremos recursos para continuar ofertando serviços públicos de forma contínua e, até mesmo, sua ampliação. Por isso, também, as entidades sociais têm seu papel importante no Nota Premiada Acreana”, disse o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas.

Confira abaixo a documentação comum a todas as entidades sociais para efeito de solicitação de cadastro:

Imagem: Ascom/Sefaz

O próximo sorteio será realizado no dia 23 de outubro. Será um evento alusivo à comemoração de 1 ano do programa, com transmissão ao vivo no Via Verde Shopping, em Rio Branco, com sorteios de brindes para o público presente.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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