RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Impulsiona Agro chega ao oeste catarinense para fortalecer gestão e mercado de empreendedores rurais

Publicados

AGRONEGÓCIO

Com o objetivo de transformar conhecimento em resultados e estimular o protagonismo de empreendedores rurais, Sebrae/SC e Serasa Experian lançaram o projeto Impulsiona Agro em Chapecó, oeste de Santa Catarina. A iniciativa atende inicialmente 30 empresários e busca integrar gestão, sustentabilidade e acesso a mercado, fortalecendo a agricultura familiar e setores como suinocultura, vitivinicultura e cadeias multissetoriais.

O lançamento contou com a presença de produtores rurais e marcou o início de uma jornada de capacitação que adapta o projeto nacional Impulsiona — consolidado em áreas urbanas desde 2021 — para o ambiente rural da região.

Parceria estratégica entre Sebrae/SC e Serasa Experian

Cristiane Kanashiro Rodrigues, especialista em sustentabilidade da Serasa Experian, destacou que a parceria nasceu para qualificar empreendedores em todo o Brasil e evoluiu para incluir o agronegócio.

“Nosso interesse sempre foi apoiar empresas urbanas, mas percebemos que o agro precisava de atenção especial. O oeste de Santa Catarina se destacou pelo trabalho sólido e maturidade do Sebrae/SC no estado”, afirmou Cristiane.

A iniciativa visa oferecer aos empresários rurais diagnóstico de gestão ESG (Ambiental, Social e Governança), consultorias personalizadas, oficinas presenciais, participação em feiras e eventos gastronômicos, além de estratégias para valorização de produtos e acesso a novos mercados.

Leia Também:  Iluminação LED aumenta produtividade agrícola em até 67% e reduz custos de energia no campo

Josiane Minuzzi, coordenadora do programa Conexões Corporativas do Sebrae/SC, reforçou que o projeto é piloto e tem como objetivo medir a efetividade das capacitações e consultorias para organizar melhor os negócios e agregar valor aos produtos rurais.

Expectativas dos produtores rurais

Entre os participantes, o produtor de ovinos Anderson Elias Bianchi, de Lajeado Grande, destacou a importância do projeto:

“Produzimos leite de ovelha e diversos derivados, e estamos iniciando um projeto com suínos da raça Porco Moura. O Impulsiona Agro é uma grande oportunidade para aprimorar processos e conquistar novos mercados. As expectativas são altas, e temos confiança nos resultados.”

Estrutura e metodologia do projeto

O Impulsiona Agro terá duração de nove meses, estruturado em etapas para fortalecer a gestão empresarial e a competitividade.

  • Diagnóstico inicial – Avaliação da maturidade em gestão e práticas ESG, com consultoria individualizada de até quatro horas.
  • Plano de ação personalizado – Com base no diagnóstico, cada empresa recebe orientação estratégica para gestão financeira, marketing, vendas e ESG.
  • Consultorias técnicas e oficinas presenciais – Atividades individualizadas e oficinas sobre temas estratégicos para crescimento e organização do negócio.
  • Participação em eventos de mercado – Feiras, seminários e eventos gastronômicos que ampliam a visibilidade dos produtos e fortalecem a marca.
  • Avaliação final – Segundo diagnóstico para medir evolução e resultados, seguido de relatório consolidado com desempenho e avanços obtidos.
Leia Também:  Broca-do-café ameaça produtividade e exige manejo integrado com tecnologias avançadas

O encerramento contará com evento oficial, compartilhando conquistas, aprendizados e boas práticas que podem inspirar outros empreendedores do setor agro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

Publicados

em

Por

Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

Leia Também:  Iluminação LED aumenta produtividade agrícola em até 67% e reduz custos de energia no campo

O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

Leia Também:  Governo publica decreto que moderniza fiscalização de produtos vegetais e amplia rastreabilidade

Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA