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Comissão de Constituição e Justiça da Aleac aprova projetos voltados à saúde, proteção infantil e conscientização sobre o autismo

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou na manhã desta quarta-feira (15), mais uma reunião para análise e votação de projetos de lei. A sessão foi presidida pelo deputado Manoel Moraes (Progressistas) e contou com a participação dos deputados Michelle Melo (PSB), Tanízio Sá (MDB) e Adailton Cruz (PSB).

Um dos projetos aprovados foi o de nº 162/2024, de autoria do deputado Adailton Cruz (PSB), que determina a presença integral de profissionais de fisioterapia em maternidades, casas de parto e demais estabelecimentos hospitalares e similares da rede privada de saúde do Acre.

A deputada Michelle Melo, relatora da matéria, destacou a importância da proposta para a qualidade da assistência materno-infantil e o fortalecimento das equipes multiprofissionais. “Esse projeto é extremamente necessário e válido. Precisamos de equipes multiprofissionais, e principalmente depois da Covid-19 vimos a importância dos fisioterapeutas no manejo de questões respiratórias. Meu parecer é pela aprovação”, afirmou.

Em seguida, os parlamentares analisaram o Projeto de Lei nº 78/2024, de autoria do deputado Fagner Calegário (Podemos), que dispõe sobre a capacitação escolar de crianças e adolescentes para identificação e prevenção de situações de violência intrafamiliar e abuso sexual.

Com relatoria do deputado Eduardo Ribeiro, o texto recebeu parecer favorável. A deputada Michelle Melo fez a leitura do relatório durante a reunião, destacando a relevância da iniciativa: “Esse projeto tem um objetivo nobre, que é o de prevenir e preparar nossas crianças e adolescentes para reconhecer e denunciar situações de violência e abuso. É uma medida de proteção e cuidado com a infância acreana”, disse.

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A CCJ deliberou ainda sobre o Projeto de Lei nº 252/2024, também de autoria do deputado Fagner Calegário, que altera dispositivos da Lei nº 2.976/2015, que institui a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A deputada Michelle Melo havia apresentado proposta com teor semelhante, e ambos os projetos foram apensados para tramitação conjunta.

 A relatoria ficou a cargo do deputado Tanízio Sá, que emitiu parecer pela aprovação. “O projeto fortalece os direitos das pessoas com autismo e aprimora as políticas públicas voltadas a esse público. Nosso parecer é favorável”, declarou o relator.

Na sequência, foi analisado o Projeto de Lei nº 29/2025, de autoria do deputado Tadeu Hassem (Republicanos), que institui o Dia da Comunidade Boliviana no âmbito do Estado do Acre. A deputada Michelle Melo, relatora da matéria, destacou a relevância da proposta para o fortalecimento dos laços culturais entre os povos. Segundo ela, o Acre mantém uma convivência próxima e tradicional com a comunidade boliviana, e a criação da data representa um gesto de reconhecimento e valorização dessa relação histórica. O parecer da parlamentar foi pela aprovação do projeto.

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O Projeto de Lei nº 49/2025, de autoria do deputado Paulo Bregense (PSD), que permite que estudantes de medicina formados no exterior realizem o internato nos hospitais da rede estadual de saúde do Acre, também foi aprovado. A deputada Michelle Melo, relatora da matéria, ressaltou que a proposta dá segurança jurídica a uma prática já prevista pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), viabilizando convênios e parcerias com instituições de ensino. Segundo ela, a medida fortalece a integração acadêmica e contribui para o aprimoramento da formação médica no estado. O parecer foi pela aprovação.

Ao todo, a comissão aprovou mais de 106 proposições, todos de autoria parlamentar. Todos os projetos apreciados durante a reunião foram aprovados por unanimidade pelos membros da Comissão de Constituição e Justiça e seguem agora para tramitação em plenário.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral

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Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.

Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.

“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.

Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.

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O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.

Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.

“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.

O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.

No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.

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O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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