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Emerson Jarude critica crise no transporte coletivo de Rio Branco e cobra providências dos órgãos de controle

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Durante a sessão desta quarta-feira (22), na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), o deputado Emerson Jarude (Novo) voltou a criticar a situação do transporte coletivo em Rio Branco, após a capital amanhecer novamente sem ônibus circulando nas ruas.

Jarude afirmou que a paralisação do transporte público é um problema antigo que, segundo ele, vem sendo adiado por sucessivas gestões municipais. O deputado lembrou que o último processo de licitação para o sistema de transporte coletivo da capital ocorreu em 2004.

“Para vocês terem noção, o último processo de licitação para trazer novas empresas para Rio Branco aconteceu em 2004. Na época eu tinha 15 anos de idade. De lá para cá nunca mais foi feito um processo de licitação, sempre ajeitando uma empresa aqui, outra ali”, afirmou.

O parlamentar também criticou promessas feitas durante campanhas eleitorais sobre melhorias no sistema de transporte da capital. Segundo ele, a população continua enfrentando dificuldades para se deslocar pela cidade. “Mais uma vez a cidade amanhece sem ônibus na rua. Quem sofre é o trabalhador e o estudante, que dependem do transporte coletivo para chegar ao trabalho e à escola”, declarou.

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Durante o discurso, o deputado também citou a entrada da empresa Rico no sistema de transporte da capital, que, segundo ele, teria sido autorizada inicialmente de forma emergencial. De acordo com o deputado, a previsão era de que a empresa atuasse por apenas seis meses até a realização de uma nova licitação, o que, segundo ele, não ocorreu.

O deputado ainda criticou o que chamou de deterioração do sistema ao longo dos anos, mencionando casos de veículos com problemas mecânicos e falta de condições adequadas para operação. “Depois de receber milhões em recursos públicos, as empresas agora dizem que estão tendo prejuízo. Enquanto isso, a qualidade do transporte só piorou ao longo dos anos”, afirmou.

Ao final do pronunciamento, Emerson Jarude fez um apelo para que órgãos de fiscalização acompanhem a situação do transporte coletivo na capital acreana. Ele pediu que instituições como o Ministério Público do Estado do Acre e o Tribunal de Contas do Estado do Acre analisem os repasses feitos ao sistema de transporte e adotem as medidas cabíveis para garantir melhorias no serviço prestado à população.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Tanízio Sá manifesta preocupação com suspensão da estrada de Santa Rosa e reforça apoio às comunidades indígenas

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Durante a sessão desta quarta-feira (3), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Tanízio Sá (MDB) fez um relato sobre a agenda realizada junto à presidente do Deracre, Sula Ximenes, para tratar da recuperação dos ramais em todo o estado e da situação da estrada que liga o município de Santa Rosa do Purus ao restante do Acre.

O parlamentar destacou o esforço do governo estadual para garantir a trafegabilidade nas áreas rurais, por meio de convênios com os municípios, cessão de maquinário e apoio logístico para a reabertura dos ramais. Segundo ele, a pauta também incluiu discussões sobre o projeto da estrada de Santa Rosa, considerada uma das obras mais aguardadas pela população da região.

Tanízio lamentou a suspensão do processo de licitação da estrada após questionamentos apresentados pelo Ministério Público Federal, que apontou a necessidade de novas audiências públicas e estudos complementares relacionados ao empreendimento.

Mesmo diante das novas exigências, o deputado afirmou que continuará defendendo a obra. Segundo ele, serão necessários cerca de R$ 28 milhões para atender todas as exigências impostas pelos órgãos de controle e viabilizar o projeto.

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“O governo colocou essa obra como prioridade. Estamos falando de brasileiros que vivem isolados e que precisam de condições mínimas de deslocamento, acesso à alimentação, combustível, medicamentos e serviços essenciais”, afirmou.

O emedebista demonstrou ainda preocupação com a possibilidade de agravamento do isolamento dos municípios mais distantes do estado, especialmente diante das dificuldades de navegação enfrentadas durante os períodos de estiagem severa.

De acordo com ele, localidades como Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter continuam enfrentando grandes desafios de mobilidade, situação que impacta diretamente a qualidade de vida da população.

“Eu respeito o papel dos órgãos de fiscalização e de proteção ambiental, mas acredito que precisamos encontrar um equilíbrio entre a preservação e a garantia da dignidade das pessoas que vivem nessas regiões. A vida humana também precisa estar no centro desse debate”, ressaltou.

Defesa das comunidades indígenas

Durante o pronunciamento, Tanízio Sá também rebateu críticas relacionadas aos investimentos destinados às comunidades indígenas acreanas. O parlamentar destacou que tem destinado recursos para fortalecer a produção, a segurança alimentar e o transporte nas aldeias.

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Entre as ações mencionadas estão a destinação de R$ 100 mil para aquisição de pintos destinados à criação de aves em comunidades indígenas, além da entrega de kits de casa de farinha, recursos para compra de canoas de alumínio e a aquisição de duas embarcações avaliadas em aproximadamente R$ 300 mil.

“Os povos indígenas são cidadãos acreanos e brasileiros como qualquer outro. Tenho trabalhado para garantir melhorias e oportunidades para essas comunidades, assim como faço em todas as regiões que represento”, declarou.

Ao encerrar sua fala, o deputado reiterou a necessidade de manter o debate sobre a estrada de Santa Rosa nas próximas legislaturas e defendeu a união das bancadas estadual e federal para viabilizar os recursos necessários à execução do projeto, considerado estratégico para a integração e o desenvolvimento das regiões mais isoladas do Acre.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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