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Universo Pecuária discute papel da pecuária na economia verde em Lavras do Sul (RS)

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O 3º Universo Pecuária – Futuro, Negócios e Sustentabilidade será aberto em 5 de novembro, em Lavras do Sul (RS), com o Fórum de Pecuária Sustentável e Mudança Climática. Em sua terceira edição, o evento destaca a importância da pecuária na economia verde, mostrando como a atividade pode conciliar produção econômica e responsabilidade ambiental.

Abertura com lideranças do setor

A programação inicial contará com a palestra do produtor rural e presidente eleito da Farsul, Domingos Velho Lopes, ex-secretário estadual da Agricultura, com o tema “Oportunidades e desafios da agropecuária gaúcha no cenário global”.

Em seguida, Davi Teixeira, consultor em agronegócios e diretor-geral do Universo Pecuária, apresentará “A pecuária como solução para as crises agrícola e climática do Rio Grande do Sul”, reforçando a importância da atividade no enfrentamento das mudanças climáticas.

Debate sobre sustentabilidade na pecuária

O fórum contará também com debate envolvendo Ana Doralina Menezes e Antonia Scalzilli, presidentes da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável e do Instituto Desenvolve Pecuária, respectivamente. As especialistas discutirão experiências e perspectivas sobre práticas sustentáveis no setor.

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Temática central: carne vermelha na economia verde

A edição de 2025 do Universo Pecuária terá como tema central “A carne vermelha na economia verde”, reforçando o papel da pecuária na mitigação das mudanças climáticas e na adoção de práticas sustentáveis.

Segundo Davi Teixeira, o evento busca conectar produção primária às demandas globais por clima e meio ambiente, destacando o potencial da pecuária no sequestro de carbono no solo, que funciona como um filtro natural de emissões.

Para Domingos Velho Lopes, o fórum é essencial para compreender o papel da pecuária na sustentabilidade global, alinhando o setor às diretrizes da ONU e da FAO. Ele destaca que o conhecimento sobre sequestro de carbono, aquecimento global e boas práticas agronômicas e veterinárias é fundamental para o desenvolvimento sustentável da pecuária gaúcha.

Programação e realização do evento

O Fórum de Pecuária Sustentável e Mudança Climática terá início às 9h, no Parque de Exposições Olavo de Almeida Macedo, marcando a abertura oficial do 3º Universo Pecuária, que segue até 8 de novembro.

O evento é organizado pelo Sindicato Rural de Lavras do Sul, com correalização de Cotrisul, Farsul, Senar, Sebrae e Prefeitura de Lavras do Sul, projeto e execução da SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios, e patrocínio de CEEE Equatorial, Banrisul, Sicredi, BRDE, Badesul e Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Lavras do Sul.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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