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O Futuro da Avicultura Brasileira é Digital e o País Precisa se Conectar

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O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do mundo, com 14,8 milhões de toneladas anuais, e o maior exportador, respondendo por mais de 30% da produção nacional, segundo Ricardo Amaral, vice-presidente de Vendas e Marketing de Enterprise da Hughes do Brasil.

Na produção de ovos, o país ocupa a quinta posição global, com média de 242 unidades por habitante. Dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) apontam que a cadeia avícola gera cerca de quatro milhões de empregos diretos e indiretos. Desde 2000, a produção de carne quase triplicou e as exportações mais que quadruplicaram, resultado de avanços em nutrição, genética e inovação tecnológica.

Inteligência artificial e análise de dados transformam a produção

A próxima fronteira da avicultura é digital. O uso de inteligência artificial (IA) e análise de dados permite:

  • Aprimorar a nutrição das aves;
  • Prever doenças desde os primeiros sinais, essencial diante de surtos de gripe aviária;
  • Monitorar em tempo real temperatura, umidade e comportamento das aves.

Essa integração tecnológica possibilita conciliar produção mais eficiente, redução de custos e menor impacto ambiental, reforçando que a inovação será central para a competitividade do setor.

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Internet das Coisas (IoT) acelera a transformação digital

A redução do custo de sensores e sistemas de monitoramento impulsiona a Internet das Coisas (IoT) na avicultura. Segundo a IDC, até 2025 haverá 30 bilhões de dispositivos conectados globalmente, consolidando a IoT como infraestrutura essencial para a digitalização do agronegócio.

No transporte, a digitalização também promove mudanças: processar aves nas próprias propriedades e transportar apenas carcaças resfriadas reduz riscos sanitários, custos logísticos e melhora a qualidade da carne. O uso de blockchain garante rastreabilidade, transparência e maior confiança do mercado.

Conectividade ainda é desafio no campo

Apesar das oportunidades, a falta de conectividade no campo limita a adoção tecnológica. Dados do IBGE indicam que apenas 27% das propriedades rurais têm conexão digital de qualidade. Além disso, o custo dos equipamentos ainda é um entrave para muitos produtores.

Reduzir esse déficit digital é essencial para que o Brasil incorpore automação, IoT e monitoramento em tempo real, garantindo produtividade e competitividade na avicultura.

Liderança global depende de inclusão digital

O futuro da avicultura já começou, e o Brasil precisa assumir a liderança na inclusão digital do campo para manter sua posição no mercado internacional. Com infraestrutura, inovação e visão de longo prazo, o país tem potencial para se tornar referência mundial na produção de alimentos conectada e sustentável, oferecendo aos produtores as ferramentas da próxima revolução agrícola.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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