AGRONEGÓCIO
Governo prorroga prazo para georreferenciamento de imóveis rurais até novembro de 2029
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O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, assinou nesta terça-feira (21) um decreto que prorroga em quatro anos o prazo para a exigência de georreferenciamento de imóveis rurais que passam por transferência, incluindo venda, doação, desmembramento ou remembramento. Com a medida, o novo limite passa a ser 21 de novembro de 2029.
“Assinei o decreto porque esta semana venceria o prazo para o georreferenciamento das propriedades rurais. Isso dá um prazo mais longo para que todos possam se adequar à lei e promover o georreferenciamento”, afirmou Alckmin à imprensa.
O que é georreferenciamento e por que é necessário
O georreferenciamento é o processo técnico que determina a localização, os limites e a dimensão de um imóvel rural por meio de coordenadas geográficas. Entre as ferramentas utilizadas estão:
- GPS de alta precisão;
- Drones;
- Imagens de satélite.
A certificação é exigida por lei para garantir exatidão nos limites das propriedades, evitar sobreposições com outros imóveis e viabilizar operações como transações de compra e venda, acesso a crédito rural e regularização de registros fundiários.
Motivos para a prorrogação do prazo
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) recomendou a extensão do prazo em função das dificuldades enfrentadas pelos proprietários, principalmente pequenos agricultores, devido ao alto custo e à complexidade técnica do processo.
Com a unificação do prazo, todos os produtores rurais, independentemente do tamanho da propriedade, terão mais tempo para planejar e realizar a certificação, garantindo regularidade e segurança jurídica nas transações futuras.
Impacto esperado
A medida deve permitir que os proprietários organizem seus imóveis com maior tranquilidade, evitando multas e impedimentos legais, além de favorecer o planejamento de investimentos e acesso a crédito. O governo destaca que a prorrogação não altera a obrigatoriedade do georreferenciamento, apenas amplia o tempo para cumprimento da lei.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Copersucar amplia uso de biometano e projeta transporte 100% sustentável de açúcar nas usinas associadas
Copersucar aposta no biometano para transformar logística do açúcar no Brasil
A Copersucar anunciou a ampliação do projeto BioRota, iniciativa que utiliza biometano no transporte de açúcar e que deverá alcançar todas as 42 usinas associadas da companhia nos próximos anos.
A empresa, considerada líder global na comercialização de açúcar e etanol, apresentou o projeto como uma das principais estratégias de descarbonização logística do agronegócio brasileiro, com potencial de reduzir custos operacionais e emissões de gases de efeito estufa.
Atualmente, o sistema já opera no transporte de açúcar de usinas do interior paulista até os terminais de exportação no porto de Santos.
Biometano reduz emissões em até 90% no transporte pesado
Segundo a companhia, o uso do biometano permite redução de até 90% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel utilizado tradicionalmente nos caminhões.
O combustível renovável é produzido a partir da purificação do biogás gerado por resíduos da cana-de-açúcar, especialmente a vinhaça, reforçando o conceito de economia circular dentro do setor sucroenergético.
Além do impacto ambiental, a empresa destaca a competitividade econômica do biometano em um cenário global marcado pela alta dos preços do petróleo e pelo aumento dos custos logísticos.
De acordo com o presidente-executivo da Copersucar, Tomás Manzano, o projeto representa um avanço estratégico para o país.
“É uma solução escalável e economicamente viável, que acelera a descarbonização do transporte pesado e reforça o papel do Brasil na transição energética global”, afirmou.
Projeto BioRota já soma 13 mil viagens com caminhões movidos a gás renovável
A iniciativa já conta com mais de 70 caminhões abastecidos com biometano e vem ampliando gradualmente sua operação logística.
Entre abril de 2024 e março de 2026, o projeto realizou mais de 13 mil viagens, percorrendo aproximadamente 11 milhões de quilômetros e transportando cerca de 600 mil toneladas de açúcar até o porto de Santos.
Segundo a empresa, a substituição do diesel pelo combustível renovável evitou a emissão de mais de 8 mil toneladas de CO₂ no período, além de reduzir o consumo de aproximadamente 5 milhões de litros de diesel.
Produção de biometano deve crescer nas usinas associadas
O projeto surgiu a partir de parceria entre a Copersucar e a transportadora Reiter, referência em frotas movidas a gás.
Atualmente, outras quatro transportadoras também participam da operação, realizando abastecimento em unidades produtoras da usina Cocal.
As plantas de biometano instaladas em Narandiba e Paraguaçu Paulista possuem capacidade de produção de até 25 mil m³/dia e 60 mil m³/dia, respectivamente, durante o período de safra.
A expectativa da companhia é que todas as usinas associadas passem a produzir e utilizar biometano em suas operações dentro de um horizonte de dez anos.
Mercado de biometano deve triplicar até 2027 no Brasil
Estudos da própria Copersucar apontam que a produção nacional de biometano poderá mais que triplicar até 2027, saltando dos atuais 656 mil m³/dia para cerca de 2,3 milhões de m³/dia.
O avanço do combustível renovável é visto como estratégico para reduzir a dependência brasileira das importações de diesel, já que mais de 20% do combustível fóssil consumido no país ainda vem do mercado externo.
Além do setor sucroenergético, o biometano também pode ser utilizado em frotas pesadas de outros segmentos, veículos leves e processos industriais, ampliando sua relevância na matriz energética brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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