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Governador Gladson Camelí apresenta proposta na Aleac para integrar orçamento público à agenda climática

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O governador Gladson Camelí encaminhou, nesta segunda-feira, 27, à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) um Projeto de Lei que cria o Orçamento Climático, uma ferramenta inédita no estado para organizar e acompanhar os gastos públicos voltados à proteção ambiental e ao enfrentamento das mudanças climáticas.

Orçamento Climático propõe a incorporação da responsabilidade fiscal climática no processo de planejamento de longo prazo. Foto: Pedro Devani/Secom

Desta forma, o Acre está prestes a se tornar o único do Brasil a adotar uma ferramenta fiscal que incorpora, de forma direta, os compromissos climáticos à gestão pública. A iniciativa coloca o Acre na vanguarda da inovação orçamentária, consolidando uma trajetória que começou em 2021 com o Orçamento da Criança e do Adolescente (Ocad) e seguiu em 2023 com o Orçamento Sensível a Gênero (OSG).

Segundo o governador, a proposta reforça o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável e a justiça climática, especialmente em um momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP30, conferência global sobre o clima.

“O Orçamento Climático representa uma inovação institucional no âmbito das finanças públicas estaduais, assegurando a identificação, organização, monitoramento e avaliação das ações orçamentárias voltadas à mitigação e à adaptação às mudanças climáticas, com foco na proteção das populações mais vulneráveis e na valorização dos ativos ambientais do estado do Acre”, destacou Camelí.

Ele enfatizou, ainda, que a instituição do Orçamento Climático propõe a incorporação da responsabilidade fiscal climática no processo de planejamento de longo prazo, representado pela agenda Acre 10 anos e na execução das leis orçamentárias de forma transversal a todas as áreas do governo.

Ferramenta Inédita

O Orçamento Climático é um modelo de gestão que permite identificar, monitorar e avaliar todas as ações do governo que contribuem para:

  • Reduzir os impactos das mudanças climáticas (mitigação);
  • Preparar o Estado para enfrentar esses impactos (adaptação);
  • Proteger populações vulneráveis;
  • Valorizar os recursos naturais e culturais da Amazônia.
Governador destaca que ferramenta deve dar mais transparência às ações do Estado. Foto: Diego Gurgel/Secom

A ideia é que essas ações sejam organizadas dentro do orçamento público, com mais transparência e eficiência, sem gerar novas despesas obrigatórias. O projeto prevê que o orçamento climático seja aplicado de forma transversal, ou seja, integrado a todas as áreas do governo: saúde, educação, infraestrutura, agricultura, entre outras. As ações serão agrupadas em sete eixos temáticos, como:

  • Desenvolvimento sustentável e bioeconomia;
  • Mitigação das mudanças climáticas;
  • Adaptação climática;
  • Justiça climática e inclusão social;
  • Governança ambiental e transparência;
  • Educação ambiental e inovação;
  • Gestão de riscos e proteção civil.

Além disso, o governo poderá criar um comitê de governança climática, com participação da sociedade civil, para acompanhar os projetos e propor melhorias.

O projeto prevê que o orçamento climático seja aplicado de forma transversal, ou seja, integrado a todas as áreas do governo. Foto: Pedro Devani/Secom

“O Orçamento Climático será o terceiro orçamento temático que visa, basicamente, garantir as condições para que o governo possa ter clareza de quais políticas estão sendo executadas no âmbito dos órgãos públicos estaduais que vão garantir uma segurança climática dentro do Estado do Acre, mas, sobretudo, garantir a correta alocação dos recursos que irão permitir a implementação das políticas públicas, que irão permitir o monitoramento futuro, que darão para o conjunto da sociedade a dimensão real do compromisso do governo Gladson Camelí com o desenvolvimento socioeconômico sustentável do estado”, destacou o secretário Estadual de Planejamento, Ricardo Brandão.

Com a ferramenta, o Acre poderá saber exatamente quanto investe em ações climáticas; avaliar se os projetos estão funcionando; atrair recursos nacionais e internacionais, e fortalecer políticas públicas voltadas à sustentabilidade. A proposta não cria novos gastos, mas reorganiza os investimentos já existentes, tornando o planejamento mais estratégico e transparente.

“O orçamento público é o instrumento de gestão mais relevante da administração pública. É por meio dele que o Estado organiza seus recursos financeiros e define prioridades. Agora, com o Orçamento Climático, o Acre dá um passo além, unindo planejamento fiscal, sustentabilidade e justiça social”, explica Denys Bandeira, chefe do Departamento de Estudos e Planejamento Orçamentário (Deppo) da Seplan. 

A estrutura do novo modelo contará com a criação do Comitê de Governança do Orçamento Climático do Acre, composto por órgãos públicos e representantes da sociedade civil. Esse comitê será responsável por monitorar a execução das ações, assegurar transparência e fortalecer a participação de comunidades tradicionais e grupos vulneráveis nas decisões sobre o destino dos recursos. “O comitê terá papel fundamental para garantir que os investimentos não sejam isolados, mas sim parte de uma estratégia coesa e resiliente, voltada à sustentabilidade e à justiça climática”, explica Bandeira.

Inovação reconhecida mundialmente

O Acre se junta a um seleto grupo de governos que utilizam o orçamento climático como ferramenta de gestão. No mundo, apenas 12 cidades já adotaram a metodologia, entre os quais: Mumbai, Barcelona, Berlim, Oslo, Paris e Nova Iorque. No Brasil, até agora, apenas a cidade do Rio de Janeiro faz parte dessa lista.

Com a iniciativa, o governo acreano reafirma seu compromisso em colocar as pessoas mais vulneráveis, como crianças, adolescentes, mulheres e comunidades tradicionais, no centro das políticas públicas, reconhecendo que são justamente esses grupos os mais expostos aos impactos das mudanças climáticas. “O Orçamento Climático representa um novo paradigma de gestão. É o Estado do Acre mostrando que é possível planejar o futuro com responsabilidade fiscal, social e ambiental”, conclui o gestor.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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