AGRONEGÓCIO
ApexBrasil Lança Estudo Identificando Mais de 11 Mil Oportunidades de Exportação no Rio Grande do Sul
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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou o estudo Oportunidades de Exportação e Investimentos – Rio Grande do Sul, parte do ciclo de Estudos Estaduais que apoiam unidades federativas na promoção de exportações e atração de investimentos estrangeiros. O levantamento evidencia a importância estratégica do estado no comércio global, consolidando-o como o segundo maior exportador da região Sul e o sétimo do Brasil em 2024, com US$ 21,9 bilhões em vendas externas.
Indústrias de transformação lideram exportações
O principal macrossetor da pauta exportadora do Rio Grande do Sul é o de indústrias de transformação, responsável por 73,3% das vendas externas, seguido pelo setor agropecuário, com 26%. Os principais produtos exportados incluem:
- Soja: 20,9% do total
- Tabaco: 11,5%
- Farelos de soja: 7,2%
- Carnes de aves: 5,5%
- Celulose: 4,6%
Os municípios com maior destaque nas exportações são Rio Grande, impulsionado pelo complexo portuário, seguido por Passo Fundo, Santa Cruz do Sul, Porto Alegre e Guaíba. Entre os destinos internacionais, os principais são China (26,2%), Estados Unidos (8,4%) e Argentina (5%), além de Bélgica, Coreia do Sul, Vietnã, Uruguai, Paraguai, Chile e México.
Mais de 11 mil oportunidades de exportação identificadas
O estudo da ApexBrasil mapeou 11.327 oportunidades de exportação em 169 setores, com destaque para máquinas agrícolas, ferramentas, calçados, farelos de soja, carnes de aves e celulose. Os mercados mais promissores incluem países da América do Sul (Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, Bolívia), além de Guatemala, Angola e Estados Unidos (sujeitos a possíveis sobretaxas).
Setores com estrutura produtiva local, mas baixa presença internacional, como artefatos de concreto, vidro, defensivos agrícolas e artigos de malharia/tricotagem, também são apontados como oportunidades para geração de empregos e aumento da renda. Tendências identificadas incluem o fortalecimento das relações comerciais com países sul-americanos, consolidação de setores estratégicos como carnes, celulose e calçados, e expansão das exportações de produtos de alto valor agregado, como máquinas agrícolas e tratores.
Investimentos estrangeiros em foco
Entre 2019 e 2024, foram anunciados US$ 1,2 bilhão em investimentos estrangeiros no estado, especialmente nos setores de químicos, petróleo, borracha e plástico, software, máquinas industriais e transportes. Os países com maior potencial investidor incluem Estados Unidos, Arábia Saudita, Índia, Suíça, Alemanha, Países Baixos, Coreia do Sul, Japão, China, Argentina, Espanha e França.
Estudos Estaduais: ferramenta estratégica para negócios internacionais
Os Estudos Estaduais da ApexBrasil reúnem análises do panorama econômico de cada unidade da federação, oportunidades de exportação, investimentos estrangeiros e dados sobre comércio exterior. Eles são direcionados a governos estaduais, entidades empresariais e empresas locais interessadas em expandir negócios internacionalmente.
Em 2025, os estudos já foram lançados com foco em Ceará, Maranhão, Alagoas, Tocantins, Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Amapá e, agora, no Rio Grande do Sul.
Oportunidades de Exportação RS
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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