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Preço do suíno cai em outubro, mas mercado espera recuperação com demanda de fim de ano
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Cotação do suíno vivo recua após recorde de setembro
O preço médio do suíno vivo apresentou retração em outubro, após alcançar a máxima anual em setembro, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O recuo reflete a redução da demanda doméstica, especialmente durante a segunda quinzena do mês, período em que os frigoríficos diminuíram a procura por novos lotes para abate.
Concorrência com boi e frango pressiona o mercado
A menor busca por parte dos frigoríficos está relacionada à maior competitividade das carnes substitutas, como bovina e de frango, que vêm apresentando preços mais atrativos ao consumidor final. Esse cenário reduziu o ritmo de comercialização e pressionou as cotações do suíno em diversas praças produtoras do país.
Perspectivas indicam possível recuperação em novembro
Para novembro, parte dos agentes consultados pelo Cepea acredita em reação positiva nos preços, sustentada pela redução da oferta interna e pelo tradicional aumento da demanda com a chegada das festas de fim de ano.
Entretanto, alguns analistas demonstram cautela: o temor é de que os altos valores registrados em setembro ainda sejam repassados à carne suína, o que pode frear o consumo entre os consumidores mais sensíveis a variações de preço.
Histórico reforça expectativa de alta no último trimestre
O Cepea ressalta que, historicamente, o mercado de suínos apresenta avanços nas cotações durante o último trimestre, acompanhando o aquecimento do consumo típico do período natalino. Com isso, os próximos meses serão decisivos para definir se o setor conseguirá recuperar as margens após a queda observada em outubro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO
O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.
As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.
Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.
Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros
Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.
A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.
O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.
Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27
Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.
A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.
Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.
Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo
A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.
Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.
“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.
As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.
Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética
O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.
Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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