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Educação do Acre envia novo lote de mobiliário escolar para Santa Rosa do Purus

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) enviou, na quarta-feira, 29, um novo lote de mobiliário escolar para o município de Santa Rosa do Purus. A iniciativa tem como objetivo atender escolas urbanas, rurais e indígenas localizadas em áreas de difícil acesso, garantindo melhores condições de ensino e aprendizagem.

Equipe da SEE realiza o embarque do mobiliário escolar na ponte do Rio Purus, com destino a Santa Rosa do Purus. Foto: cedida

O material foi despachado pela equipe do setor de Patrimônio da SEE, na ponte do Rio Purus, e seguirá de balsa até o município. A previsão é que a carga chegue ao destino no sábado, 1º, para ser distribuída pela Representação da SEE local.

Entre os itens enviados estão fogões, mesas para laboratório, poltronas de um e dois lugares e armários. Ao todo, 16 unidades de ensino serão beneficiadas, sendo 11 escolas indígenas, quatro rurais e uma urbana, que juntas atendem mais de 500 estudantes.

As escolas indígenas contempladas são: Três Irmãos, Salão, Sampaio Siã, São Sebastião, Sobral, São João Batista, Ika Muru, Txana Manã, Ivan Tui Kuin, Nova Moema e Novo Marinho.

Carregamento de fogões, mesas e poltronas segue de balsa para atender escolas urbanas, rurais e indígenas. Foto: cedida

As escolas rurais beneficiadas são: Santa Helena – Anexo I, Santa Helena – Anexo II, Boca do Chandler – Anexo III e Lourenço Gonçalves da Silva. A escola urbana contemplada é a Padre Paulino Baldassari.

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“Esses mobiliários chegaram em boa hora. Todas as escolas receberam fogões, o que vai melhorar consideravelmente a rotina das unidades. É um grande avanço na reestruturação dessas comunidades escolares, uma conquista que representa dignidade e cuidado com todos”, destacou Jekson Alencar, coordenador da Representação da SEE em Santa Rosa do Purus.

As escolas rurais e indígenas da região também estão passando por melhorias estruturais, com serviços de manutenção e construção de poços. Essas ações têm contribuído para transformar o ambiente escolar, oferecendo espaços mais adequados para o ensino e a aprendizagem.

Entrega do novo mobiliário vai beneficiar mais de 500 estudantes de 16 unidades de ensino. Foto: cedida

O secretário de Estado de Educação, Aberson Carvalho, ressaltou que o envio do mobiliário reforça o compromisso do governo com a melhoria das condições de trabalho e estudo nas escolas acreanas.

“Nosso objetivo é garantir que todos os estudantes, independentemente da localização da escola, tenham acesso a um ambiente digno, confortável e que favoreça o aprendizado. Santa Rosa do Purus é uma região de difícil acesso e, justamente por isso, temos intensificado os investimentos para fortalecer a infraestrutura educacional”, afirmou.

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A chegada dos novos equipamentos assegura o fortalecimento da infraestrutura escolar, promovendo ambientes mais acolhedores e propícios ao desenvolvimento educacional.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre participa de mesa de diálogo sobre implementação da Lei do Letramento Racial

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Reforçando o compromisso do governo do Acre com a promoção de políticas de igualdade racial, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) participou, nesta sexta-feira, 19, da Mesa de Diálogo para Implementação da Lei Estadual nº 4.328/2024, que institui o letramento racial e de gênero nos órgãos públicos estaduais e a assinatura de termo de compromisso.

Encontro foi marcado pela presença de instituições, entidades e organizações da sociedade civil. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O encontro foi realizado no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE) e reuniu representantes de instituições públicas das áreas de saúde, educação, segurança pública, assistência social, além de entidades, associações, conselhos e movimentos sociais.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, destacou o compromisso da pasta com a promoção da igualdade racial e o apoio do governo à implementação da legislação.

João Paulo Silva assinou termo de compromisso, garantindo a execução da lei de letramento. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

“Em nome do governo do Estado do Acre e da governadora Mailza Assis, asseguro que as políticas afirmativas, o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento das ações voltadas à igualdade racial terão sempre o apoio da SEASDH. Estamos à disposição para somar forças com esta equipe técnica maravilhosa, que já realiza um trabalho tão importante”, afirmou.

A Lei nº 4.328/2024 estabelece a realização obrigatória de, no mínimo, 20 horas de letramento presencial sobre raça, gênero, etnia e diversidade para gestores públicos e ocupantes de cargos comissionados, com o objetivo de qualificar servidores e fortalecer a promoção da equidade na administração pública estadual.

Almerinda Cunha falou sobre a importância da lei e o preconceito que pessoas negras convivem no dia a dia. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Representando a Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha enfatizou que o enfrentamento ao racismo passa pela educação e pelo diálogo.

“Se pararmos para pensar, todos nós fomos educados dentro de uma sociedade racista. Fomos educados para reproduzir preconceitos, discriminar o diferente e julgar o outro. Essa foi a formação social que recebemos ao longo da vida. Para desconstruir isso, são necessários momentos como este: espaços de reflexão, de escuta e de diálogo. Precisamos ouvir a dor do outro, compreender suas razões e entender que todos nós somos seres humanos, portadores dos mesmos direitos constitucionais”, relatou.

Conselheira do TCE, Naluh Gouveia, destacou a importância da lei. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

A conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Naluh Gouveia, ressaltou que a implementação da lei representa um momento histórico para o Acre.

“Hoje é um dia de felicidade. É motivo de alegria ver que o Estado do Acre quer se capacitar, quer enxergar as pessoas, mas, acima de tudo, quer acolhê-las. A palavra ‘letramento’ é extremamente importante. O que nós precisamos é de um verdadeiro letramento”, afirmou.

As ações previstas na legislação são direcionadas aos servidores do TCE e do Ministério Público de Contas (MPC), gestores e servidores estaduais, órgãos de controle e fiscalização, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais e à sociedade em geral.

Presidente do conselho de Promoção da Igualdade Racial. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Já a presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir), Gorete Pinto, explicou que a legislação é resultado da mobilização do movimento negro acreano.

“Ela foi construída por muitas mãos e nasceu da necessidade do movimento negro de fazer com que as autoridades e toda a sociedade acreana compreendam que o racismo é estrutural, que ele permeia toda a nossa sociedade e, consequentemente, também está presente na realidade do Acre”, concluiu.

Também firmaram compromisso com a implementação da lei representantes das secretarias de Estado da Educação (SEE), da Saúde (Sesacre), de Governo (Segov), da Mulher (Semulher), da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar do Acre.

Membros de órgãos públicos formaram compromisso para execução de políticas públicas. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O secretário de Governo, Luiz Calixto, pontuou que a execução da lei é plenamente viável em todas as secretarias e órgãos estaduais.

“Tenho convicção de que esta lei vai se consolidar, porque todos nós, gestores públicos, seremos cobrados pela oferta desses cursos e pela sua efetiva implementação”, destacou.

A iniciativa contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 5 – Igualdade de Gênero, o ODS 10 – Redução das Desigualdades e o ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial.

Compromisso

As autoridades signatárias comprometeram-se a implementar integralmente a legislação em seus respectivos órgãos; garantir recursos e infraestrutura para a realização do letramento presencial de 20 horas; cumprir as metas e os prazos definidos para regulamentação e fiscalização da lei; inserir o letramento sobre igualdade racial, de gênero e diversidade como eixo estratégico do desenvolvimento institucional; promover ambientes de trabalho inclusivos e livres de violência; instituir o Comitê de Acompanhamento da Implementação da Lei; e manter diálogo permanente com os movimentos sociais, fortalecendo o controle social e o monitoramento das ações desenvolvidas.

Fonte: Governo AC

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