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MPAC assegura condenação de mototaxista por feminicídio de engenheira ocorrido em 2014

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 5ª Promotoria Criminal, obteve a condenação do mototaxista Giani Justo Freitas a mais de 22 anos de prisão pelo assassinato de sua companheira, a engenheira civil Sílvia Raquel da Mota, ocorrido em agosto de 2014, em Rio Branco. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira, 6, no plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, no Fórum Criminal da capital.

Conforme a denúncia, o crime ocorreu na madrugada do dia 19 de agosto de 2014, na residência do casal, localizada no bairro Wanderley Dantas. Giani matou a vítima por asfixia mecânica decorrente de afogamento em uma caixa d’água situada no quintal da casa. A motivação do crime foi o inconformismo do réu com o fim do relacionamento e com o envolvimento da vítima em um novo relacionamento afetivo.

Em 2019, o réu já havia sido condenado a 19 anos e três meses de prisão, com direito de recorrer em liberdade. Dois anos depois, a pena foi aumentada para 24 anos após recurso do MPAC. No entanto, em 2023, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou o julgamento, acatando recurso da defesa. O processo retornou à fase inicial e foi novamente submetido ao Tribunal do Júri, resultando, mais uma vez, na condenação de Giani Justo Freitas.

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Durante sua manifestação no júri, o promotor de Justiça Teotônio Rodrigues Soares Júnior destacou o perfil da vítima e a gravidade do crime. “Sílvia Raquel da Mota era uma mulher independente financeiramente, concursada, alegre, feliz, sempre de bom humor, e foi morta simplesmente porque decidiu ter o controle da própria vida. Além disso, apesar de não confessar o crime, as provas periciais, testemunhais e documentais são robustas e revelam a certeza de que Giani foi o autor do crime, bem ainda de que se tratava de um homem agressivo e controlador”, afirmou.

Fonte: Ministério Publico – AC

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Manoel Urbano: MPAC obtém prisão preventiva de investigado por violência sexual contra criança de 10 anos

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Manoel Urbano, obteve na Justiça a decretação da prisão preventiva de um investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e ameaça contra uma criança de 10 anos de idade. O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Civil na quinta-feira, 11.

A investigação teve início após uma criança relatar, durante uma palestra sobre prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes realizada em uma escola do município, que havia sido vítima de violência sexual. A partir da comunicação do caso, órgãos da rede de proteção foram acionados para prestar atendimento à criança e adotar as providências necessárias para sua proteção.

Com base nos elementos reunidos, o Ministério Público requereu a prisão preventiva do investigado, além da concessão de medidas protetivas de urgência previstas na Lei nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel) e da produção antecipada de prova por meio de depoimento especial da vítima, instrumento previsto na legislação para assegurar a escuta protegida de crianças e adolescentes vítimas de violência, evitando sua revitimização durante a apuração dos fatos.

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Ao analisar o pedido, a Vara Única da Comarca de Manoel Urbano reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade, bem como a necessidade da prisão para garantia da ordem pública e preservação da instrução criminal. A decisão também destacou a gravidade dos fatos investigados, que teriam ocorrido no contexto familiar, e a existência de relatos de ameaças dirigidas à vítima.

Além da prisão preventiva, foram deferidas medidas protetivas que proíbem a aproximação e qualquer forma de contato do investigado com a vítima, familiares e testemunhas, bem como o acesso a locais frequentados pela criança.

Fonte: Ministério Publico – AC

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