AGRONEGÓCIO
Circuito Nelore de Qualidade 2025 avalia 760 animais em Alta Floresta e destaca excelência genética
AGRONEGÓCIO
Etapa do Circuito Nelore de Qualidade movimenta Alta Floresta
A 23ª etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2025 avaliou 760 animais na Friboi de Alta Floresta (MT), realizada entre os dias 13 e 15 de outubro. Foram analisadas carcaças de 660 bovinos terminados em confinamento e 100 a pasto, inscritos por quatro pecuaristas da região.
A etapa contou com a parceria da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Associação dos Criadores de Nelore do Mato Grosso (ACNMT), Matsuda Sementes e Nutrição Animal e do próprio frigorífico.
Perfil dos animais avaliados
Entre os 670 machos, todos não castrados, 93% possuíam até quatro dentes incisivos permanentes, ou seja, tinham menos de três anos de idade. O peso médio foi de 21,8 arrobas.
Das 90 fêmeas, 77% tinham até dois dentes incisivos permanentes (menos de dois anos) e 81% apresentaram cobertura de gordura mediana, com peso médio de 14,7 arrobas.
Segundo Gabriel Galvão, assistente técnico da ACNB:
“Estamos muito satisfeitos com os resultados desta etapa. Os animais apresentados demonstraram a excelência da genética Nelore e refletem o comprometimento dos produtores da região em aprimorar a produção.”
Premiação dos melhores lotes de machos
O melhor lote de carcaças de machos recebeu a medalha de ouro, entregue a André de Moraes Zucato, da Fazenda Mano Júlio VI (Ipiranga do Norte/MT).
A medalha de prata ficou com Devanir Della Rosa, da Fazenda Rosane (Nova Bandeirantes/MT), e a medalha de bronze com Alceu Elias Feldmann, da Fazenda Vale do Juruena I (Nova Bandeirantes/MT).
O lote de machos a pasto com melhor avaliação também foi premiado com ouro para Devanir Della Rosa.
Premiação dos melhores lotes de fêmeas
Na categoria fêmeas, a medalha de ouro do melhor lote de carcaças foi entregue a Cristiano Rizzutto Lemos, da Fazenda Araguáia (Alta Floresta/MT).
Circuito Nelore de Qualidade: tradição e importância para a pecuária
Criado em 1999, o Circuito Nelore de Qualidade é o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo. O evento fortalece a genética Nelore, promove a evolução da raça e contribui para o posicionamento da carne brasileira como produto de qualidade.
No Brasil, conta com apoio de Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal. Na Bolívia, a iniciativa é organizada em parceria com o frigorífico Fridosa e a Asocebu; no Paraguai, com a Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore e apoio da Minerva Foods.
O Circuito avalia os resultados alcançados pelos produtores de acordo com cada sistema de produção, permitindo comparações e incentivo contínuo à melhoria genética e de manejo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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