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Comissão aprova projeto para incentivar inclusão de mulheres na ciência

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que busca estimular a inclusão de mulheres na ciência. Entre outros pontos, o texto cria um regime especial de avaliação da produção acadêmica das docentes que foram mães ou cuidam de parentes diretos com deficiência ou doença grave.

A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para garantir equidade na avaliação da produção acadêmica e nas seleções para financiamento de pesquisa, ensino e extensão para essas mulheres.

Meninas Tec
O projeto cria também o Programa Meninas na Ciência e Tecnologia (Meninas Tec) para estimular o interesse de estudantes do sexo feminino da educação básica pelas áreas de ciência e tecnologia.

Pela proposta, o programa terá ações como realização de palestras e oficinas com mulheres líderes em ciência e tecnologia e promoção de atividades de divulgação científica com foco na participação feminina.

Professora visitante
O texto amplia em dois anos o prazo para professoras visitantes que tiverem sido mães ou exerçam cuidado indispensável de filhos, pais ou companheiros terem sua produção científica ou tese de doutorado avaliadas.

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Também as agências públicas de fomento à pesquisa, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), deverão estabelecer critérios de equidade para facilitar a participação dessas pessoas nas seleções de financiamento. A mesma regra vale para concursos públicos para as carreiras do magistério que envolvam análise de produção acadêmica.

A educação deverá incluir estratégias para reduzir preconceitos sobre a participação da mulher nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, química, física e tecnologia da informação.

Leis alteradas
O texto altera cinco leis para aumentar a participação feminina nas ciências:
– lei que trata das contratações temporárias (Lei 8.745/93);
– Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional;
Lei de Inovação;
Lei 12.772/12, que trata das carreiras do magistério federal; e
Lei 14.925/24, que permite prazos maiores para a conclusão de cursos superiores ou programas de pesquisa e pós-graduação para pais e mães estudantes em razão do nascimento de filho.

Entrave
O texto aprovado foi o substitutivo da relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), ao Projeto de Lei 840/21, do Senado Federal. O texto original inclui, entre os princípios da Lei de Inovação Tecnológica, o estímulo ao empreendedorismo feminino, por meio do acesso a linhas de crédito, do fomento à educação financeira e do incentivo à assistência técnica. Para Bayer, a exclusão de mulheres da qualificação acadêmica e profissional nessas áreas é, “além de uma injustiça social, um entrave para o desenvolvimento do país”.

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Próximos passos
O projeto ainda será examinado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois seguirá para o Plenário. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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