AGRONEGÓCIO
Metapneumovírus aviário: Zoetis alerta para ameaça silenciosa à produtividade das aves
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Metapneumovírus aviário representa desafio crescente para a avicultura
O Metapneumovírus aviário (aMPV) é um agente viral respiratório que afeta perus, frangos de corte, poedeiras e matrizes, impactando tanto a saúde respiratória quanto a reprodutiva das aves. Líder global em saúde animal, a Zoetis reforça seu compromisso com a sanidade avícola, destacando o aMPV como um dos principais desafios da avicultura moderna, capaz de comprometer o desempenho e a rentabilidade do setor.
Um estudo conduzido no Paraná identificou o vírus em 54,2% das amostras analisadas, evidenciando sua ampla circulação e a necessidade de monitoramento constante e estratégias preventivas consistentes.
Sintomas e impactos na produção
O Metapneumovírus aviário está associado a diversas síndromes respiratórias e reprodutivas, como:
- Rinotraqueíte dos perus (TRT)
- Síndrome da cabeça inchada (SHS)
- Metapneumovirose aviária (mPVA)
- Rinotraqueíte aviária (ART)
Entre os sintomas mais comuns estão espirros, sinusite, edema facial e secreção nasal e ocular, podendo evoluir para quadros graves quando há infecções secundárias.
Em poedeiras e matrizes, o vírus também provoca queda na produção de ovos e alterações na qualidade da casca, incluindo fragilidade, deformidades ou ausência parcial de calcificação, gerando impacto direto na rentabilidade dos produtores.
Prevenção: chave para manter produtividade e sanidade
Segundo Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil, “o Metapneumovírus é um agente que, quando não controlado, compromete silenciosamente toda a eficiência produtiva. A prevenção, por meio de biosseguridade, manejo adequado e vacinação estratégica, é a forma mais eficaz de evitar perdas e garantir estabilidade sanitária no plantel”.
Para apoiar os produtores, a Poulvac® TRT oferece proteção viva liofilizada contra a Rinotraqueíte Infecciosa dos perus e pneumovirose das galinhas, quando aplicada junto a boas práticas de manejo e biosseguridade, fortalecendo a sanidade da granja e preparando o plantel para atender às demandas de desempenho e mercados internacionais.
Zoetis reforça apoio técnico e programas de prevenção
A Zoetis oferece programas completos de prevenção e controle do Metapneumovírus aviário, combinando portfólio global, ciência aplicada e assistência técnica especializada. Com planejamento, informação e parceiros estratégicos, os produtores podem reduzir riscos, preservar a sanidade dos plantéis e assegurar produtividade e rentabilidade em toda a cadeia avícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Café avança nas bolsas com estoques apertados, queda nas exportações de arábica e risco climático no Brasil
Mercado internacional do café mantém tendência de alta
Os preços do café iniciam esta sexta-feira (12) em forte movimento de valorização nas bolsas internacionais, dando continuidade ao rali observado nas últimas sessões. O avanço é sustentado por fundamentos de oferta mais restrita no curto prazo, especialmente no arábica, além de fatores climáticos e cambiais.
Em Nova York, o café arábica voltou a subir com força. O contrato julho/26 avançava cerca de 160 pontos no início do pregão, enquanto setembro/26 era negociado em torno de 251,60 cents por libra-peso, com alta de 135 pontos. O vencimento dezembro/26 também registrava ganho relevante, refletindo um ambiente de aperto na oferta.
Em Londres, o robusta também operava em alta. O contrato setembro/26 subia para US$ 3.459 por tonelada, enquanto os demais vencimentos acompanhavam o movimento positivo, ainda que de forma mais moderada.
Alta é sustentada por estoques menores e exportações mais fracas
O movimento altista encontra suporte direto na redução dos estoques certificados de arábica na ICE, que recuaram para cerca de 399 mil sacas — praticamente metade do volume registrado no mesmo período do ano anterior. O cenário reforça a percepção de aperto de oferta no curto prazo.
Outro ponto de atenção vem dos dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em maio, o país embarcou 3,09 milhões de sacas, alta anual modesta. No entanto, o desempenho do arábica chamou atenção pela queda:
- 2,13 milhões de sacas exportadas em maio
- Recuo de 11,9% frente ao mesmo mês do ano anterior
- Queda de 6,7% em relação a abril
- Redução acumulada de 21,3% nos cinco primeiros meses de 2026
No acumulado do ano-safra, a retração já chega a 16,7% no arábica, reforçando o quadro de oferta mais limitada no mercado internacional.
Clima no Brasil entra no radar e adiciona volatilidade
Além dos fatores de oferta e demanda, o mercado também acompanha de perto as condições climáticas no Brasil, principal produtor global de café.
De acordo com a Climatempo, áreas produtoras de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e sul da Bahia devem registrar chuvas persistentes nos próximos dias. O cenário pode:
- Atrasar o avanço da colheita
- Dificultar a secagem dos grãos
- Elevar preocupações com a qualidade do café recém-colhido
Apesar disso, não há indicação de risco de geadas ou frio intenso para as regiões produtoras neste momento.
Mercado físico segue travado no Brasil
No mercado interno, o ritmo de negociações continua lento. Produtores ainda resistentes às bases de preços oferecidas pelos compradores mantêm baixa liquidez, segundo agentes consultados.
Esse comportamento limita a oferta no mercado físico e contribui para sustentar os preços em meio à colheita em andamento.
Nova York acelera alta com dólar fraco e cobertura de posições
Na sessão mais recente, o café arábica em Nova York encerrou o dia em forte valorização, ampliando os ganhos do pregão anterior. O movimento foi impulsionado por:
- Cobertura de posições vendidas (short covering)
- Dólar mais fraco frente ao real
- Preocupações com o ritmo da colheita no Brasil
- Queda dos estoques certificados
Os contratos de julho/26 fecharam a 253,95 cents por libra-peso, com alta de 5,55 cents (+2,2%). Já setembro/26 encerrou a 250,25 cents, avanço de 5,65 cents (+2,3%).
Perspectivas para o mercado do café
O cenário geral segue marcado por forte sensibilidade a fatores climáticos, comportamento das exportações brasileiras e nível dos estoques internacionais. Enquanto a oferta de arábica permanece mais restrita no curto prazo, o mercado tende a seguir volátil, com espaço para novas oscilações conforme o avanço da colheita no Brasil e a evolução das condições climáticas nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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