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Dólar cai abaixo de R$5,30 e Ibovespa renova recordes com alívio no cenário internacional

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O dólar opera em baixa no Brasil nesta terça-feira (11), enquanto o Ibovespa mantém a tendência de alta, renovando recordes em meio à busca global por ativos de maior risco. O movimento ocorre após o Senado dos Estados Unidos aprovar uma proposta para encerrar a paralisação do governo norte-americano, que já se estendia por 42 dias.

Dólar recua com otimismo externo

Às 9h03, o dólar à vista caía 0,45%, a R$5,2835 na venda. No mercado futuro da B3, o contrato mais líquido, para dezembro, recuava 0,18%, a R$5,3035.

O Banco Central anunciou leilão de 45.000 contratos de swap cambial às 11h30, visando rolagem do vencimento de 1º de dezembro, reforçando a liquidez no mercado.

Na segunda-feira, a moeda americana fechou em queda de 0,51%, cotada a R$5,3076, refletindo o alívio proporcionado pelo avanço da proposta nos EUA.

Ibovespa mantém sequência de recordes

Enquanto o dólar recua, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,77%, aos 155.257 pontos, atingindo seu 11º recorde consecutivo. O índice acumula no ano alta de 29,08%, com valorização de 3,82% no mês e 0,77% na semana.

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Fatores domésticos influenciam investidores

No Brasil, os investidores acompanham atentamente a divulgação da ata do Copom e do IPCA de outubro, que devem balizar expectativas sobre a política monetária nos próximos meses. A leitura desses indicadores ajuda a calibrar apostas sobre juros e inflação, afetando diretamente o fluxo de capital e as negociações em renda fixa e variável.

Indicadores do mercado hoje
  • Dólar à vista
    • Acumulado da semana: -0,55%
    • Acumulado do mês: -1,36%
    • Acumulado do ano: -14,12%
  • Ibovespa
    • Acumulado da semana: +0,77%
    • Acumulado do mês: +3,82%
    • Acumulado do ano: +29,08%

O cenário global e doméstico mostra que o mercado financeiro segue sensível a notícias políticas e econômicas internacionais, enquanto acompanha indicadores brasileiros que influenciam diretamente a política monetária e a dinâmica do câmbio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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