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Dia de Campo em Jacutinga destaca novas variedades de trigo e reforça importância da sucessão familiar no campo

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A Unidade de Referência Técnica (URT) instalada na propriedade da família Conte, em Jacutinga (RS), foi palco, nesta terça-feira (11), de um Dia de Campo sobre Variedades de Trigo. O encontro teve como objetivo apresentar diferentes cultivares com distintas finalidades e potenciais de uso, reunindo produtores, técnicos e representantes de instituições públicas e privadas do setor agrícola.

Foram implantadas 17 parcelas experimentais em junho, com variedades das marcas BRS, Biotrigo e ORS, utilizadas para demonstrar o desempenho das cultivares em diferentes condições de manejo.

Autoridades e parceiros participaram do evento

O Dia de Campo contou com a presença do diretor técnico e presidente em exercício da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, além do prefeito de Jacutinga, Ademir Sakrezenski, e do vice-prefeito, Amilton Conte.

Participaram também representantes da Gerência Regional da Emater/RS-Ascar e os jovens sucessores da propriedade, Laura e Cezar Augusto Conte, reforçando o papel da sucessão familiar na continuidade das atividades agrícolas.

O evento teve o apoio de importantes parceiros do setor, como Cresol, Banrisul, Sicredi, Sicoob Crediauc e a revenda Ganassini (GTS).

Estações técnicas abordaram manejo, genética e inovação

Durante o encontro, os participantes percorreram estações técnicas com temáticas voltadas à avaliação do solo, manejo e posicionamento de cultivares:

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Diagnóstico do perfil de solo: conduzido pelos extensionistas Oberdan Scolari e Anderson Ogliari, apresentou as características físicas do solo por meio da abertura de trincheiras, destacando a importância do manejo adequado para o desenvolvimento das plantas.

Posicionamento técnico de cultivares OR Genética – URT Posição e Propósito: liderada pelo extensionista Derli Dalastra e pelo engenheiro agrônomo Anderson Camargo (OR Genética), abordou a implantação das parcelas demonstrativas, o manejo e a adubação utilizados, além de detalhar as características e o potencial produtivo das variedades OR.

Novas variedades e inovação: os representantes da B&8 e Biotrigo, Felipe Carlotto e Aline Primon, apresentaram novos lançamentos de cultivares de trigo e o projeto Gluten Vital, voltado à melhoria da qualidade industrial do grão.

Tecnologia e plantio estratégico: na última estação, o pesquisador Osmar Conte, da Embrapa Trigo, destacou as variedades posicionadas pela instituição, enquanto o extensionista Luiz Ângelo Poletto apresentou a proposta de Plantio Três Safras – Entressafra de Oportunidades, que busca otimizar o uso do solo durante todo o ano.

Ao final, os participantes puderam acompanhar a demonstração do descompactador de solo GTS (modelo Terrus), equipado com lâminas de 80 cm e baixo revolvimento superficial.

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Ênfase na sucessão familiar e fortalecimento da agricultura gaúcha

Durante o evento, Claudinei Baldissera, da Emater/RS-Ascar, destacou a importância da sucessão familiar na agricultura e as ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) voltadas a jovens rurais. Ele também apresentou um panorama das culturas de inverno no Rio Grande do Sul, ressaltando o avanço da área plantada e as expectativas positivas para a colheita.

“A Emater/RS-Ascar executa ações pactuadas com as secretarias SDR e Seapi, voltadas à capacitação técnica e ao fortalecimento da agricultura no Estado”, afirmou Baldissera.

O prefeito de Jacutinga, Ademir Sakrezenski, elogiou o trabalho da equipe técnica da Emater/RS-Ascar e a parceria entre entidades locais que impulsionam o desenvolvimento agrícola do município.

O vice-prefeito, Amilton Conte, também agradeceu o apoio da instituição, destacando o papel da URT da família Conte como exemplo de inovação e compromisso com a produção de trigo de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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