AGRONEGÓCIO
Produção de oliva no Rio Grande do Sul avança, mas clima e doenças limitam safra
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Oliveiras em Bagé avançam para a frutificação
O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar destaca que os pomares de oliva na região administrativa de Bagé — abrangendo Bagé, Hulha Negra, Candiota e Aceguá — estão na fase final de polinização, com o pegamento de frutos em andamento.
No entanto, técnicos relatam que o baixo acumulado de chuvas em outubro provocou estresse hídrico, afetando o desenvolvimento das plantas e causando abortamento de frutos.
Problemas fitossanitários e manejo inadequado
O boletim aponta ainda que ventos constantes e falhas no manejo de alguns produtores contribuíram para episódios de deriva de herbicidas hormonais, com amostras de tecidos vegetais enviadas a laboratórios para confirmação da contaminação.
Além disso, foram identificados casos de antracnose em variedades mais suscetíveis. Para conter a doença, os produtores adotaram protocolos de aplicação de defensivos, evitando que o problema se espalhe pelos olivais.
Manejo do solo e expectativas de produtividade
O ciclo do azevém nas entrelinhas dos pomares já foi concluído, permitindo a ressemeadura natural, e os produtores realizam o manejo com roçadeira. Apesar das condições climáticas desfavoráveis e dos desafios fitossanitários, o informativo afirma que as expectativas de produtividade continuam positivas.
Contudo, a Emater/RS-Ascar considera improvável que a safra supere os resultados de 2023, devido à incidência de doenças durante o inverno e primavera e ao recente abortamento de frutos.
Situação dos pomares em Pelotas
Na região de Pelotas, os pomares estão na fase final de floração. A instituição observa que a frutificação e a formação da polpa seguem com boas perspectivas, indicando potencial de produção mais estável em comparação à região de Bagé.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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