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Produção de cana-de-açúcar em MS cresce e deve superar 52 mil toneladas na safra 2025/26

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O terceiro levantamento da safra 2025/26 indicou uma leve redução na produção nacional de cana-de-açúcar. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é de 666,4 milhões de toneladas, uma queda de 1,6% em relação ao ciclo anterior.

A diminuição está ligada principalmente a restrições hídricas durante o desenvolvimento das lavouras, especialmente na região Centro-Sul do Brasil, em função de chuvas irregulares, calor excessivo e focos de incêndio que comprometeram parte dos canaviais.

Mato Grosso do Sul se destaca com crescimento na produção

Apesar do cenário nacional desfavorável, Mato Grosso do Sul apresentou crescimento significativo na produção de cana-de-açúcar, atingindo 52.381,8 mil toneladas, alta de 6,3% em relação à safra 2024/25, consolidando-se como a segunda maior produção do Centro-Oeste.

O aumento foi impulsionado por expansão da área plantada (6,2%), leve alta na produtividade (0,1%) e manejo eficiente das lavouras. Mesmo com atrasos na colheita devido a geadas e chuvas abaixo do esperado entre julho e agosto, a safra de MS se mantém promissora.

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Impactos climáticos e manejo agrícola

No Estado, o clima adverso afetou a qualidade da cana, gerando queimaduras nas folhas e danos em áreas jovens, exigindo replantio em algumas regiões. As unidades de produção planejam estender a colheita até meados de dezembro.

Na região Norte de MS, as chuvas em julho e agosto favoreceram a brotação da cana recém-colhida e reduziram focos de incêndio. Entretanto, a partir de setembro e outubro, a irregularidade das precipitações trouxe instabilidade ao crescimento das lavouras.

Pragas e controle fitossanitário

Durante a safra, foram registradas ocorrências pontuais de broca e cigarrinha, sem grandes danos graças ao monitoramento contínuo. A incidência da murcha-da-cana diminuiu em relação à safra anterior, mas houve aumento da população de Sphenophorus levis, conhecido como bicudo da cana-de-açúcar.

Expectativas de diversificação industrial

O bom desempenho da segunda safra levou algumas indústrias sucroenergéticas a planejar a diversificação, implantando novas unidades de produção de etanol a partir do milho, ampliando a capacidade de processamento e reduzindo riscos climáticos e produtivos.

Produção de açúcar e etanol no país

Apesar da queda no volume geral de cana no Brasil, a produção de açúcar deve alcançar 45 milhões de toneladas, representando um crescimento de 2% em relação à safra anterior — o segundo maior volume da série histórica, atrás apenas da temporada 2023/24 (45,68 milhões de toneladas).

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A produção de etanol deve totalizar 36,2 bilhões de litros, uma redução de 2,8% sobre 2024/25. O etanol de cana deve cair 9,5%, chegando a 26,55 bilhões de litros, enquanto o etanol de milho apresenta aumento de 22,6%, com produção estimada em 9,61 bilhões de litros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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