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Agricultura regenerativa é caminho para estabilidade climática e produtividade sustentável

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A busca por práticas agrícolas que protejam o meio ambiente e garantam produtividade tem colocado o solo como protagonista na luta contra as mudanças climáticas. Técnicas de agricultura regenerativa vêm ganhando destaque por melhorar a saúde do solo e das plantas, ao mesmo tempo em que reduzem impactos climáticos na produção agrícola.

Solo saudável é sinônimo de resiliência agrícola

Cuidar do solo é essencial para que ele continue produtivo e resiliente. A agricultura regenerativa prioriza a recuperação de recursos naturais, potencializa a biodiversidade e contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa.

Igor Borges, Head de Sustentabilidade da ORÍGEO – joint venture entre Bunge e UPL focada em agricultura sustentável no Cerrado – explica:

“Mais importante do que regenerar é evitar que o solo se desgaste a ponto de precisar ser recuperado.”

Soluções regenerativas com resultados comprovados

De acordo com a Embrapa, diversas práticas de agricultura regenerativa já apresentam resultados positivos:

  • Biossoluções;
  • Sistemas Integrados de Produção (ILPF);
  • Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN);
  • Plantio Direto (PD);
  • Sistemas Agroflorestais (SAF).
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A FBN, por exemplo, gera uma economia anual de cerca de US$ 9 bilhões na produção de soja, enquanto o plantio direto evita a erosão de quase 100 milhões de toneladas de solo, economizando aproximadamente US$ 200 milhões por ano.

Brasil se destaca com modelo agrícola de três safras

Borges ressalta que o modelo brasileiro desperta interesse internacional por permitir produção de alimentos e biocombustíveis em até três safras anuais, algo que não ocorre em países de clima temperado. Segundo ele, priorizar práticas regenerativas no campo contribui para a segurança alimentar e fortalece a estabilidade climática.

ORÍGEO investe em soluções para lavouras sustentáveis

A ORÍGEO reforça que a transformação do campo começa pela regeneração do solo. A empresa investe em soluções que promovem a saúde do solo e a sustentabilidade das lavouras, trabalhando junto aos produtores rurais para construir um futuro agrícola mais responsável e produtivo.

“Acreditamos que a agricultura regenerativa é o caminho para enfrentar os desafios e garantir a produtividade de forma responsável”, afirma Borges.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifaço vigora a partir de hoje e põe o agro no centro de disputa que vai além do comércio

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A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22.07) colocando cadeias do agronegócio no centro de uma disputa que começou longe das lavouras. Mais do que corrigir supostos desequilíbrios comerciais, a medida é utilizada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como instrumento de pressão política sobre o Brasil, tendo como pano de fundo temas como regulação das plataformas digitais, sistemas de pagamento (o nosso Pix), propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.

A sobretaxa será cobrada dos importadores norte-americanos e se soma às tarifas que já incidiam sobre cada mercadoria. Na prática, o custo adicional pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, provocar o cancelamento de encomendas e pressionar empresas exportadoras a renegociar preços.

A investigação que deu origem à medida foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de adotar práticas que restringiriam o comércio, especialmente no ambiente digital.

O próprio documento que oficializou a tarifa, porém, deixa claro que a legislação permite atingir setores que não tenham relação direta com as práticas questionadas. A justificativa é que uma tarifa abrangente amplia o poder de negociação dos Estados Unidos e cria pressão para que o país investigado modifique suas políticas.

É nesse ponto que o agronegócio passa a funcionar como instrumento de barganha. Enquanto parte da investigação trata de plataformas digitais e meios de pagamento, segmentos como máquinas agrícolas, papel, açúcar e outros produtos agroindustriais ficaram sujeitos à cobrança. Pedidos para retirar esses setores da medida foram rejeitados, embora não haja relação direta entre a produção dessas mercadorias e as regras brasileiras para empresas de tecnologia.

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O etanol é a exceção mais evidente, porque aparece diretamente no contencioso comercial. Produtores norte-americanos alegam enfrentar dificuldades de acesso ao mercado brasileiro e pressionam pela redução das tarifas aplicadas pelo Brasil ao biocombustível importado. A sobretaxa sobre o produto brasileiro, portanto, também atende a interesses da indústria de etanol dos Estados Unidos.

O desenho das exceções mostra que Washington procurou preservar mercadorias consideradas necessárias à própria economia. Produtos que poderiam causar desabastecimento, pressionar a inflação ou que não são produzidos em quantidade suficiente pelos Estados Unidos foram poupados. Já cadeias nas quais há concorrência com produtores norte-americanos ou capacidade de exercer pressão sobre Brasília permaneceram expostas.

Para pesquisadores das áreas de comércio e regulação digital, as críticas às regras brasileiras para plataformas também revelam uma disputa por soberania regulatória. O governo norte-americano sustenta que decisões judiciais e novas obrigações impostas às empresas de tecnologia ameaçam a liberdade de expressão. Especialistas brasileiros contestam essa interpretação e afirmam que o país está estabelecendo responsabilidades semelhantes às já adotadas em outros mercados, especialmente na União Europeia.

Nessa leitura, os Estados Unidos procuram proteger empresas de tecnologia sediadas no país contra controles nacionais sobre conteúdo, concorrência, uso de dados e funcionamento dos algoritmos. O Brasil também seria estratégico por seu tamanho e pela influência que suas decisões regulatórias podem exercer sobre outros países da América Latina. Trata-se, contudo, de uma interpretação sobre os interesses envolvidos, e não da justificativa formal apresentada pelo USTR.

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Para o agro, a consequência mais imediata não é apenas a cobrança na alfândega. A redução das compras norte-americanas pode alcançar indústrias, usinas, fabricantes de máquinas e fornecedores de matérias-primas. Dependendo da duração da medida, o efeito poderá chegar ao produtor por meio de menor demanda, pressão sobre preços e adiamento de investimentos.

O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e considera que temas internos, como decisões judiciais e regulação de empresas, não devem ser utilizados para impor sanções comerciais. As negociações continuam, mas Washington sinalizou que pretende manter a cobrança enquanto não houver mudanças nas políticas questionadas.

A entrada em vigor da tarifa, portanto, é apenas o começo do impasse. O que está em discussão não é somente quanto os Estados Unidos comprarão do Brasil, mas até que ponto o acesso ao maior mercado consumidor do mundo será usado para influenciar decisões regulatórias brasileiras. Nesse confronto, o agronegócio tornou-se um dos principais pontos de pressão — mesmo quando pouco tem a ver com a origem da disputa.

Fonte: Pensar Agro

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