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Programa Eloos Citros reforça eficácia de inseticidas contra ‘greening’ e pragas em pomares de citros

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Consultores e produtores discutem desafios fitossanitários da citricultura

O Programa Eloos Citros, iniciativa da Sipcam Nichino Brasil, reuniu recentemente consultores e produtores de citros em Goiânia (GO) e Mogi-Mirim (SP) para discutir estratégias de controle de pragas que impactam os pomares, com foco especial no psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), vetor da doença conhecida como ‘greening’.

O objetivo do programa é criar um fórum permanente de debate sobre manejo fitossanitário, compartilhando experiências de campo e avanços tecnológicos para a citricultura brasileira.

Inseticidas mostram alta efetividade contra o psilídeo-dos-citros

Durante o encontro em Goiânia, o pesquisador Pedro Yamamoto, da USP e consultoria SmartMip, apresentou estudos recentes sobre a ação de Fiera® (buprofezina), Fujimite® (fenpiroximato) e Trebon® (etofenprox) no manejo do psilídeo.

O consultor Sergio Camargo, em Mogi-Mirim, compartilhou experiências práticas no campo, reforçando os resultados positivos.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing e especialidades da Sipcam Nichino, os dois primeiros produtos — Fiera® e Fujimite® — mostraram-se altamente eficazes sobre adultos e ninfas do psilídeo, atingindo taxas de controle que variam de 75% a 100%, dependendo do tipo de aplicação.

“A combinação desses inseticidas permite a quebra efetiva do ciclo de desenvolvimento do psilídeo, uma estratégia essencial diante da capacidade reprodutiva elevada da praga”, destaca Palazim.

Manejo de ácaros e preservação de agentes polinizadores

Os consultores Yamamoto e Camargo também destacaram a ação do Fujimite® no controle de ácaros de importância econômica, como o ácaro-da-leprose e ácaros desfolhadores. Recentemente, o registro do produto foi ampliado para incluir o manejo do psilídeo-dos-citros, consolidando seu papel na citricultura.

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O Trebon®, por sua vez, se mostrou uma ferramenta estratégica de contato, com amplo espectro de ação, agindo rapidamente e apresentando alta seletividade para inimigos naturais e polinizadores, preservando o equilíbrio biológico dos pomares.

“Trebon® permite manejar pragas sem prejudicar agentes benéficos, mantendo a saúde do ecossistema do pomar”, ressalta Palazim.

Eloos Citros: inovação e conhecimento aplicado

O Programa Eloos Citros reforça a importância da aplicação consciente de inseticidas e da integração de estratégias para o manejo de pragas na citricultura, com benefícios diretos para produtividade, qualidade da fruta e sustentabilidade do pomar.

A iniciativa demonstra que o diálogo entre pesquisa acadêmica, consultoria especializada e experiência prática é fundamental para enfrentar os desafios do setor, promovendo inovação e proteção fitossanitária eficaz.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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