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Mercado global do açúcar enfrenta pessimismo após “Sugar Week”, mas etanol pode sustentar preços

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Queda nos preços internacionais após a “Sugar Week”

O Agro Mensal, relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, traz uma análise detalhada sobre o desempenho do mercado de açúcar. Em outubro, os preços internacionais do adoçante recuaram 10,4%, encerrando o mês a US$ 14,43 centavos por libra-peso (lb).

O pessimismo do mercado, evidenciado durante os eventos da “Sugar Week” em São Paulo — que inclui o tradicional “Sugar Dinner” — foi o principal fator para a quebra do intervalo entre US$ 15 e 17 centavos/lb, mantido nos meses anteriores.

Nos primeiros 14 dias de novembro, no entanto, as cotações reagiram, acumulando uma alta de 3,7%.

Expectativa de oferta recorde e pressão sobre preços

Durante a “Sugar Week”, o sentimento predominante entre analistas e tradings foi o de excesso de oferta global e uma safra recorde de cana-de-açúcar no Brasil, tanto na atual quanto na próxima temporada. Essa projeção reforçou o cenário baixista, já que uma produção abundante tende a pressionar os preços internacionais.

Índia aumenta produção de açúcar e reduz uso de cana no etanol

Na Índia, o primeiro leilão de compra de etanol para a safra 2025/26 indicou mudanças na composição da oferta. O volume de etanol produzido a partir de grãos subiu de 63% para 72%, enquanto o etanol à base de cana caiu de 37% para 28%.

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Essa alteração reduziu a expectativa de açúcar destinado ao etanol de 4,0 milhões para 3,5 milhões de toneladas, elevando a previsão de produção de açúcar do país para 31,5 milhões de toneladas, ante 31 milhões anteriormente.

A migração da cana para grãos frustrou parte do mercado, que esperava uma destinação maior da cana para o biocombustível.

Europa registra safra acima da média

Na Europa, o clima favorável na fase final do desenvolvimento das lavouras e o maior intervalo entre plantio e colheita resultaram em ganhos expressivos de produtividade. A produção estimada para a União Europeia e Reino Unido (UE27 + UK) foi ajustada para 15,9 milhões de toneladas, superando a média histórica.

Etanol pode impulsionar recuperação dos preços do açúcar

Mesmo com a elevação da oferta global, o Itaú BBA aponta que o etanol pode atuar como fator altista para o mercado de açúcar. O preço do biocombustível, convertido em equivalência com o açúcar, atingiu US$ 17 centavos/lb em meados de novembro.

Segundo a consultoria, o atual diferencial de preços pode incentivar maior produção de etanol e consequente redução na oferta de açúcar, o que levaria o mercado global a retornar para patamares mais equilibrados.

Governo indiano limita exportações e desestimula embarques

O governo da Índia liberou uma cota de exportação de 1,5 milhão de toneladas para a safra 2025/26 — abaixo do pedido de 2 milhões de toneladas feito pela associação local (ISMA).

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Os preços domésticos indianos também não favorecem as exportações: com base nos valores de varejo atuais, a paridade de exportação do açúcar bruto indiano está próxima de US$ 19 centavos/lb, bem acima da média do mercado global.

Exportações brasileiras atingem recorde histórico

Em meio à queda das cotações internacionais, países como China, Indonésia e refinarias indianas aproveitaram o momento para realizar compras oportunistas.

O Brasil, por sua vez, registrou exportação recorde de 3,6 milhões de toneladas de açúcar bruto em outubro de 2025, segundo dados da Secex — o maior volume já embarcado pelo país.

Essa intensificação das vendas externas pode reduzir a demanda global nos próximos meses, especialmente na Ásia, onde se concentram as principais importações do período.

Safras asiáticas sob observação

O relatório do Itaú BBA alerta para a importância de acompanhar as primeiras leituras de produtividade na Índia e na Tailândia, que devem ser divulgadas entre novembro e dezembro.

Apesar do otimismo inicial com as boas chuvas durante a monção, problemas fitossanitários, como a “white leaf disease” (doença da folha branca) na Tailândia, podem comprometer parte da produção prevista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Protocolo Verde dos Grãos atinge 95% de conformidade e volume auditado de soja no Pará cresce mais de 600%

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O terceiro ciclo de auditorias do Protocolo Verde dos Grãos (PVG) confirma o avanço da governança socioambiental na cadeia da soja no Pará. Os resultados, divulgados pelo Ministério Público Federal (MPF) em parceria com o Imaflora, apontam que o volume de grãos rastreados alcançou 9,7 milhões de toneladas, representando crescimento superior a 600% em relação à primeira edição do programa.

O volume auditado refere-se às safras 2022/2023 e 2023/2024 e totaliza 9.770.450,56 toneladas, equivalente a 108% da produção estadual — percentual que supera 100% por incluir operações de revenda. O número consolida o PVG como uma das principais iniciativas de monitoramento da cadeia produtiva de grãos no país.

Crescimento contínuo e consolidação do programa

Desde sua criação, o Protocolo Verde dos Grãos apresenta expansão consistente. No primeiro ciclo de auditorias (safra 2017/2018), foram analisadas 1,5 milhão de toneladas. Já no segundo ciclo (safras 2018/2019 e 2019/2020), o volume subiu para 3,2 milhões de toneladas, evidenciando a rápida evolução da iniciativa.

O avanço reforça a eficácia dos acordos setoriais conduzidos pelo MPF, inspirados em modelos como o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne Legal, que também atua na promoção de boas práticas produtivas na Amazônia.

Conformidade socioambiental se mantém em nível elevado

Além do crescimento no volume auditado, o terceiro ciclo confirmou alto nível de conformidade socioambiental. Segundo o relatório, 95,39% das operações analisadas atenderam integralmente aos critérios do protocolo, enquanto apenas 4,61% apresentaram inconformidades.

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Os dados indicam amadurecimento da cadeia produtiva. No primeiro ciclo, a taxa de conformidade era de 80,36%, evoluindo para 96% no segundo ciclo e mantendo-se acima de nove em cada dez operações regulares desde então.

Esse desempenho demonstra o papel do PVG como indutor de boas práticas, contribuindo para alinhar a expansão agrícola à preservação ambiental e à proteção dos recursos naturais na Amazônia.

Adesão de empresas cresce e fortalece competitividade

O aumento da credibilidade do protocolo também se reflete na adesão das empresas. No terceiro ciclo, foram entregues 36 relatórios de auditoria, abrangendo 47% das 77 empresas signatárias ativas no período analisado.

O número representa o triplo das empresas auditadas no primeiro ciclo (12) e quase o dobro da segunda rodada (19 relatórios). Atualmente, o PVG reúne 95 empresas signatárias ativas, consolidando-se como referência para o setor.

O engajamento crescente indica que a certificação no protocolo deixou de ser apenas uma exigência de conformidade para se tornar um diferencial competitivo no mercado, especialmente em cadeias que demandam rastreabilidade e sustentabilidade.

Metodologia garante transparência ao mercado

A robustez da metodologia adotada também fortalece a confiabilidade dos resultados. Neste ciclo, a auditoria avaliou uma amostra equivalente a 35% do volume comercializado, totalizando 3.444.405,92 toneladas.

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Desse total, 3.285.547,18 toneladas foram consideradas regulares, atendendo aos critérios ambientais e sociais estabelecidos pelo protocolo.

A transparência do processo contribui para ampliar a segurança dos compradores e reforça a credibilidade da soja produzida no Pará nos mercados nacional e internacional.

Evento reúne setor para debater avanços e desafios

A apresentação dos resultados ocorreu em Belém (PA), durante evento que reuniu representantes do setor produtivo, organizações da sociedade civil e instituições públicas.

A programação incluiu exposição técnica dos dados das auditorias e debates sobre os desafios e perspectivas para o monitoramento da cadeia da soja. Participaram entidades como Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, ABIOVE, ANEC, Unigrãos e Instituto Centro de Vida.

Responsável pela análise técnica e condução das auditorias, o Imaflora também organizou o encontro em parceria com o MPF, reforçando seu papel na promoção da transparência e no aprimoramento contínuo das práticas socioambientais no agronegócio.

Perspectivas para a cadeia da soja

Os resultados do terceiro ciclo indicam que o Protocolo Verde dos Grãos se consolida como um instrumento estratégico para o desenvolvimento sustentável da produção de soja na Amazônia.

Com alta adesão, níveis elevados de conformidade e expansão contínua da rastreabilidade, a iniciativa fortalece a imagem do agronegócio brasileiro e amplia sua competitividade em mercados que exigem cada vez mais responsabilidade socioambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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